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sábado, 21 de abril de 2012

Motivação, Auto-Motivação

Ler histórias como esta apresentada abaixo, é fascinante, motiva-me a buscar o que eu desejo para a CSL.





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Walter Torre o engenheiro que constrói bilhões

Sua empresa começou com um ônibus velho que ele mesmo dirigia. hoje, a wtorre possui uma carteira de r$ 4 bilhões em projetos

Por AMAURI SEGALLA



EM MEADOS DOS ANOS 70, O recém-formado engenheiro civil Walter Torre Júnior começou a construir e vender casas de veraneio no litoral paulista. O negócio ia bem, mas ele descobriu algo melhor. Em 1981, ouviu dizer que muitas empresas não encontravam galpões de armazenagem para alugar. Sem muito dinheiro no bolso, comprou um ônibus velho. Com o veículo, que ele próprio dirigia, percorria cidades do interior de São Paulo em busca de fábricas abandonadas. O esquema era simples. Walter oferecia ao dono do imóvel um preço baixo e, graças a seu poder de persuasão e à decrepitude do lugar, geralmente conseguia convencê-lo a vender a fábrica. Depois, reformava o prédio e o alugava. Com o tempo, percebeu que, se fizesse as obras exatamente de acordo com o que as empresas precisavam, poderia conseguir um preço mais alto pela locação. Para economizar, transformou o ônibus em um escritório ambulante. Fez isso durante três anos, até juntar dinheiro suficiente para abrir uma sede na cidade de São Paulo. A fama de construtor de fábricas cresceu rapidamente.


De pequenos empresários, seus clientes passaram a ser gigantes como Pirelli, Mul- Capa tibrás, Nestlé, Casas Bahia, Volkswagen, Carrefour, Univeler, entre tantos outros. Menos de três décadas depois do início capenga, Walter é, aos 52 anos, um dos empresários mais bemsucedidos do País. Sua empresa, a WTorre, virou referência na construção de imóveis industriais e corporativos.
Os projetos tocados pela companhia somam, pelo menos, R$ 4 bilhões, e novos contratos não param de chegar.


Ao contrário de outros empreendedores que chegaram ao topo de forma fulminante e que gostam de fazer barulho de seus feitos, Walter é um sujeito arredio. A comparação com Eike Batista é inevitável. Enquanto este aparece nos jornais dia sim, dia não, Walter prefere ficar longe dos holofotes. Eike é vaidoso, adora ser fotografado, sente prazer de ser visto ao lado de belas companhias femininas. Walter detesta badalação. Mantém um casamento discreto com a arquiteta Silvia Maria Moreira Torre e raramente é visto nas festas de celebridades. Em comum com Eike, o dono da WTorre tem o gosto pela vida náutica. Ele possui um iate Ferreti de 78 pés, que ganhou em troca de um serviço prestado para um ex-empresário do setor de medicamentos. O barco vale US$ 5 milhões e foi batizado de “Midnight”. Antes, possuía um iate Cabrasmar, de 80 pés, fabricado por um antigo estaleiro do Rio de Janeiro, e que foi vendido por US$ 1,6 milhão. O empresário também aprecia aviões. “Ele comprou, no ano passado, um jato Gulfstream G20”, diz um amigo que o conhece há 20 anos. O valor da fatura? Entre US$ 12 milhões e US$ 14 milhões.


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Pessoas próximas ao engenheiro dizem que a personalidade ao mesmo tempo discreta e obstinada foi fundamental para o sucesso da construtora. Walter é um executivo de bastidores, ótimo para negociar preços e melhor ainda para fazer seus subordinados trabalharem duro. “Ele tem um estilo direto”, diz o engenheiro Raphael D´Amico, amigo de longa data e que já fez inúmeros negócios com o empresário, o primeiro deles a venda de um terreno em Alphaville, na Grande São Paulo, há 30 anos. “Como todo engenheiro, não enrola na hora de apresentar seus argumentos. Às vezes, é sincero até demais.” A concorrência também o admira. “O Walter é um homem de visão”, diz Hugo Marques da Rosa, dono da Método Engenharia. “Seu grande mérito na construção foi ter implantado no Brasil uma versão mais moderna do sistema build-to-suit.”
Trata-se, em linhas gerais, da construção de empreendimentos sob medida para alugar para determinado cliente.

Foi Walter quem levou o conceito para as grandes obras.

A WTorre é reconhecida como a construtora mais veloz do mercado. Dois fatores explicam a agilidade: dinheiro e tecnologia. O primeiro a companhia resolve com o financiamento de bancos parceiros, como Santander e Itaú. Como suas obras são financiadas com a venda de recebíveis, títulos lastreados na receita futura que vem do aluguel dos imóveis, e seus clientes são empresas de grande porte, a WTorre não tem dificuldade para conseguir os recursos necessários para tocar as obras. Em um setor que exige capital intensivo, a disponibilidade financeira pode definir o sucesso de um projeto. Quanto à tecnologia, uma das inovações da empresa é uma técnica, importada dos Estados Unidos, conhecida como “tilt-up”, que permite moldar as paredes no chão, erguê-las por meio de guindaste e depois traválas por um telhado metálico.

Outro diferencial é a dose de ousadia que muitas outras empresas não possuem. No ano passado, Walter comprou um terreno de 60 mil metros quadrados na Marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo, por RS 397 milhões. O surpreendente é que o local era conhecido, até então, como um dos maiores micos imobiliários do País. O motivo é que o terreno abriga, há 15 anos, o esqueleto do prédio da Eletropaulo, obra abandonada por razões judiciais. Quando a WTorre anunciou a compra, muitos concorrentes torceram o nariz. Para alguns, a aquisição foi um gesto de loucura. Walter teve a idéia de fazer ali um complexo com mais de mil escritórios de altíssimo padrão, um hotel seis-estrelas e uma nova unidade, ainda mais luxuosa, do Shopping Iguatemi. O tempo parece dar razão ao empresário. A maioria dos escritórios já está comercializada, sob locação. “A receptividade das empresas para o novo shopping também tem sido excelente”, diz Carlos Jereissatti Filho, o Carlinhos, superintendente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers e sócio de Walter no projeto.

A ESTRATÉGIA DA OUSADIA
Ele aposta em projetos arriscados

A construção de shoppings é um dos novos braços de negócios do grupo. Recentemente, a WTorre fechou uma parceria com a francesa Accor para erguer 20 hotéis no Brasil. A investida é um reflexo da estratégia de diversificação que os executivos da empresa decidiram adotar.


Atualmente, a WTorre possui cinco unidades de negócio: WTorre Empreendimentos (incorporação de imóveis comerciais), WTorre Engenharia (construtora do grupo), WTorre Óleo e Gás (construção e reparo de plataformas de petróleo), Guanandi (incorporadora popular) e WTorre Investimentos. Se o processo ajuda a companhia a crescer em ritmo alucinante, também tem seu preço. Um consultor que atuou muitos anos na área, e que chegou a estudar o caso WTorre, afirma que o mercado já começa a ter dúvida a respeito da capacidade de o grupo administrar esse tamanho todo (as receitas estão em torno de R$ 1,7 bilhão). Pela primeira vez, surgiram críticas em relação ao controle de qualidade aplicado às obras, que teria sido afrouxado graças à rapidez com que surgem novos negócios. Atualmente, as dívidas da WTorre estão perto de R$ 1 bilhão. Por enquanto, o montante não é motivo de preocupação, já que a companhia tem a receber muito mais de projetos em andamento. “Se fosse uma empresa como a Gradiente, diriam que é dívida”, diz o consultor. “Como é a WTorre, falam que está alavancada.”


Para o dono de uma das maiores empresas do Brasil, que manteve um longo contato com a WTorre por força da construção de uma fábrica, a construtora é “tecnicamente muito boa, mas cara”. Para este empresário, entretanto, isso não é ruim. “De todas as empresas que apresentaram projeto para mim, a WTorre foi a que deixou menos espaço para aditivos no contrato.” No ramo da construção, é comum os advogados deixarem brechas que possibilitam a cobrança de valores adicionais. A WTorre é uma das poucas do ramo que não fazem isso – um sinal de profissionalismo e de respeito ao cliente. “A proposta que recebi deles foi a mais fechada de todas. Eu sabia exatamente quanto ia gastar, e eles cumpriram isso à risca.”


O modo de Walter trabalhar é peculiar. Ele costuma acompanhar as obras de perto. Como tem rodagem em fábricas de todos os tamanhos e tipos, quase sempre sugere algo não previsto ou imaginado pela contratante. Na unidade que construiu para a Coteminas, em Campina Grande (PB), suas propostas para melhorar a logística local foram acatadas pela empresa. Ele tem obsessão por prazos. Gosta de dizer que ninguém faz obras tão rápidas quanto as suas. Também não é do tipo que se deixa levar por impedimentos de qualquer natureza. Num projeto que está realizando em São Paulo, algum subordinado o avisou que o trabalho atrasaria porque não havia um guindaste disponível para locação no Brasil. Walter enfureceu-se. “E daí?”, perguntou. “Alugue um no exterior.” A despesa não estava prevista no contrato e Walter arcou integralmente com os custos. A obra não atrasou.


OBRAS EM TEMPO RECORDE
Ele tem obsessão por prazos

Sua forma de negociação também é curiosa. Em geral, ela é feita em dobradinha com seu sócio na empresa, Paulo Remy. Funciona assim: quando querem fechar um negócio, especialmente se o outro lado estiver em desvantagem, Walter e Remy encenam um pequeno teatro. Remy é o durão da história, que não cede um milímetro e faz de tudo para desvalorizar o oponente. “Ele irrita mesmo”, diz um executivo que negociou com os dois há alguns meses. Depois de desempenhar o seu papel, Remy cede o posto a Torre. “Aí ele vem com a frase cínica, diz que está ali para te ajudar, que só quer o seu bem”, afirma um consultor que confirma a estratégia. No mercado, Remy é visto como um executivo agressivo e muito técnico, um profundo conhecedor do ramo. Se não é uma simpatia de pessoa, Walter tampouco pode ser chamado de arrogante. Pessoas que participaram de difíceis negociações dizem que o que mais incomoda é quando ele fixa os olhos no interlocutor, sem falar nada. “Você não sabe o que o sujeito está pensando, é muito esquisito”, diz o presidente de uma grande empresa.


A WTorre está passando por um período de mudanças. A empresa contratou o ex-presidente da TAM Marco Antonio Bologna para assumir a direção da construtora. Sua missão principal é reorganizar a empresa para levála à bolsa. No ano passado, o grupo chegou a se preparar para fazer o IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês), mas a tentativa foi frustrada. A construtora também trouxe Gabriel Monteiro, ex-sócio da Galleazzi Consultores, para coordenar a área de planejamento. Walter continua como o líder da companhia, mas terá mais tempo para dedicar-se ao projeto de seus sonhos. Está à frente da construção de uma cidade inteira, de um milhão de metros quadrados, em pleno deserto dos Emirados Árabes. Segundo projeções, 60 mil pessoas devem morar ali. O negócio está cotado em R$ 1,5 bilhão, maior contrato já assinado pela companhia. O ex-motorista do ônibus andarilho faz jus à frase escrita na parede de seu escritório no bairro do Morumbi, em São Paulo. “Não há nada como um sonho para criar o futuro”, do francês Victor Hugo. Definitivamente, Walter Torre criou um futuro luminoso para si próprio.

BOLOGNA, EX-PRESIDENTE DA TAM, FOI CONTRATADO PARA TOCAR A ABERTURA DE CAPITAL


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Fonte: http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/2474_WALTER+TORRE+O+ENGENHEIRO+QUE+CONSTROI+BILHOES



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