My Way - Mars - Gun's... Canções que tocam a minha ALMA (seleção csl)

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Lehman Brothers e a Contabilidade

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                                                     (csl) Quando pequeno meu pai aos sábados me levava na empresa dele, ficava lá eu na maquina de escrever, pouco imaginava tamanha complexidade poderia ser uma empresa, e eu adora ir aos sábados lá.

                                                              Insconscientemente talvez, tornei-me um Contador, o profissional que fala a língua do mundo dos negócios, o que acontece aqui em termos de balanço acontece em qualquer lugar do mundo, a exemplo da China à Austrália, do Canadá ao Uruguai, tanto faz.

                                                             Enlouquecido eu ficava por ver executivo(a)s, de terno, tayer, vestidos e acessórios sejam eles masculinos ou femininos complementando a vestimenta, bem como aquele ar sério de business man/woman.

                                                             De repente quanto percebi estava eu formado e na 5a. maior metrópole do mundo, transitando pela Avenida Paulista, me deparando com os tais executivos, até efetivamente contracenar com os mesmo, e enfim ser um deles, trabalhando em multinacionais americanas como a TYCO, alemãs como a Siemens/Dematic e com grandes empresas do mercado nacional como o Grupo Camargo Corrêa, entre outras empresas.

                                                             Por formação acadêmica, não poderia ter tido a melhor, ou seja, a PUC-SP, a título complementar fiz pós na FGV EAESP, em Controladoria, ousei cursar a Pós na GVlaw, no curso Especialização em Direito Tributário, e embora tenha passado por todas as disciplinas, cursado mais de 400 horas, não logrei êxito na aprovação do artigo cientifico, faltou algo, o que? Até hoje eu não sei, fico a me questionar, porém a experiência foi maravilhosa, me relacionei com advogados de várias areas do direito, em especial tributario das melhores bancas de Advocacia do Pais (São Paulo).

                                                              Esta pós complementou a minha formação, me fazendo ver que o Contador precisa conhecer profundamente o Direito, e que existe algo além dos Bookkeeper, ou seja, o Contador não é um ESCRITURÁRIO, aquele que usa viseira, ele é um CONTADOR, um profissional que deve ser respeitado, que pode orientar uma empresa a atingir os seus objetivos, deve atuar como um consultor, dado o seu conhecimento técnico e vivência profissional.
                                                             Pois, bem conforme exemplos já citados de grandes corporações que quebraram da noite para o dia, como Banco Nacional, Santos, Bamerindus, Panamericano e outros acabei por compreender bem melhor a minha função, ou seja, a sua importancia.

                                                             Passei a perceber que o Contador se souber utilizar das ferramentas corretas pode ser um grande aliado para qualquer corporação, e então compreender que uma empresa como Lehman Brothers, que tinha 158 anos, só  poderia quebrar se ela quisesse, como quis, aliás antes de quebrar muitos executivos ficaram bilionários, mas quebrou e a contabilidade apontava tudo o que se precisava saber, e uma vez sabendo bastava perguntar para o Contador, o que teria que ser feito para que ela não quebrasse, e não para um economista por exemplo.

                                                              Em um post no meu blog, citei a mecanica da quebradeira dos bancos em razao do sub-prime (Clique neste link) Veja o item 4 crise nos E.U.A a questao pontual do sub-prime, tem video bem interessante e demonstracao grafica como era o funcionamento, demonstrado até pela seguradora AIG, bem interessante, e aqui abaixo comento um pouco sobre efetivamente a quebra do Lehman.

                                                              Para finalizar, lembrando que o Bear Stearns, tambem banco de invstimentos só nao quebrou no inicio de 2008, porque o governo americano ajudou o JP Morgan Chase a comprá-lo, assim como o Merrill Liynch só nao quebrou porque o BOFA (Bank of América) o comprou, já nao obtever a mesma sorte o Lehamn, o governo mandou ele se f.... O problema é que quando o governo americano fez isso ele F.... o mundo inteiro.

                                                               Barclays um banco britânico comprou o que sobrou do Lehman.

                                                               Relembrando um pouquinho da história: (csl)

O Lehman Brothers, quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, pediu concordata após incorrer em perdas bilionárias em decorrência da crise financeira global.

Temores de que a carteira de ativos do banco, em grande parte ancorada em valores hipotecários, valia muito menos do que o originalmente estimado minaram a confiança na instituição de 158 anos. Do ano passado para cá, Lehman Brothers viu suas ações despencarem mais de 95%.

A seguir, entenda as causa da quebra do banco e as conseqüências para o mercado financeiro e os seus clientes.

Por que o Lehman Brothers pediu concordata?

O Lehman Brothers é considerado um dos maiores operadores de empréstimos a juros fixos de Wall Street e havia investido fortemente em títulos ligados ao mercado do chamado "subprime", o crédito imobiliário para pessoas consideradas com alto risco de inadimplência.

Com esses investimentos agora considerados arriscados demais, analistas dizem que era inevitável que aumentasse a desconfiança em relação ao Lehman Brothers --particularmente depois do colapso do banco Bear Stearns, no início do ano.

No período de junho a agosto do ano passado, o banco anunciou uma baixa contábil de US$ 700 milhões, ao revisar para baixo o valor de seus investimentos em hipotecas para imóveis residenciais e comerciais.

Neste ano, esse valor subiu para US$ 7,8 bilhões, levando o banco a anunciar, na semana passada, o maior prejuízo líquido de sua história.

O banco também admitiu que ainda possuía US$ 54 bilhões em investimentos atrelados ao mercado imobiliário com risco potencial de difícil avaliação.

Com a desconfiança a respeito da segurança desses investimentos, houve uma queda no valor das ações da empresa na semana passada, em meio ao fracasso de negociações para levantar bilhões de dólares para dar garantia de solidez a investidores.

Como isto me afeta?

Ninguém tem cheque ou conta corrente do Lehman Brothers. Trata-se de um banco especializado em grandes e complexas operações e investimentos.

Apesar disso, o colapso da instituição provavelmente será sentido por milhões de pessoas em todo o mundo --pelo menos indiretamente. Muitos bancos e fundos de pensão têm negócios com o Lehman Brothers ou com firmas como fundos de hedge que operam exclusivamente com o banco.

Desatar as complexas relações do Lehman Brothers pode levar semanas ou até meses. Neste tempo, o mercado financeiro permanecerá confuso. Muitos bancos não saberão exatamente em que medida estão expostos ao Lehman, e será difícil liberar recursos nestes casos.

Ao mesmo tempo, isto deve intensificar a crise de crédito, com conseqüências potencialmente negativas para as companhias e os consumidores.

O colapso dramático do Lehman Brothers também já abalou as bolsas, com os preços de ações despencando em todo o mundo.

Há outras companhias enfrentando problemas parecidos aos do Lehman Brothers?

Sim --por exemplo, o banco Merrill Lynch, outro grande banco de investimento americano.

O Bank of America anunciou uma fusão com a instituição, em um negócio envolvendo cerca de US$ 50 bilhões.

Com a crise, havia muitos temores a respeito da carteira de investimento do Merrill Lynch e quanto dela era atrelada ao "subprime".

A maior dor de cabeça, porém, é em relação à seguradora AIG, uma das maiores do mundo. Ela teria pedido ao banco central americano, o Federal Reserve, um empréstimo de curto prazo de US$ 40 bilhões.
Com a AIG em dificuldades, milhões de consumidores e companhias seriam afetados em todo o mundo. O sistema financeiro como um todo também seria atingido.

Por que o Tesouro americano não resgatou o Lehman Brothers?

Quando o Bear Stearns começou a dar sinais de ser afetado pela crise, o Tesouro americano ajudou o JP Morgan Chase a comprá-lo.

Além disso, na semana passada, o governo na prática nacionalizou as firmas de hipoteca Fannie Mae e Freddie Mac, que entre si possuem ou avalizam cerca de metade do mercado de hipotecas americano, avaliado em US$ 12 trilhões.

Os contribuintes americanos correm o risco de ter um prejuízo de bilhões de dólares com essas injeções de recursos, por isso está cada vez mais difícil politicamente para o governo socorrer companhias privadas.
Ao rejeitar conceder garantias para uma operação de compra do Lehman Brothers pelo banco britânico Barclays, analistas dizem que o Tesouro americano traçou uma linha para demarcar a vontade de usar dinheiro público no resgate a bancos que tomaram decisões equivocadas.

Em vez disso, autoridades preferiram apoiar o sistema de outras formas, anunciando medidas para facilitar o acesso de empresas com dificuldades financeiras a créditos de emergência.

Qual o tamanho do Lehman Brothers?

Fundado em 1850 por três judeus imigrantes da Alemanha, o Lehman Brothers é há décadas um proeminente banco de investimentos de Wall Street.

Suas operações são com governos, companhias e outras instituições financeiras e emprega 25 mil pessoas em todo o mundo.
Seu principal negócio é a compra e venda de ações e ativos de renda fixa, pesquisa, gerenciamento de investimentos e fundos.

Desde o início da crise nos mercados financeiros, a instituição viu o valor de sua ação encolher de US$ 82 para menos de US$ 4, uma queda de 95%.


Passivo a Descoberto, Maquiagem Contábil - MARGIN CALL

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.                                    (csl) Passivo a Descoberto, traduzindo ter um passivo maior que o seu ativo, resumindo se a equacao for esta nao podera honrar os seus compromissos. Maquiagem Contábil, praticamente contar algo no balanco que não é uma verdade, a exemplo de dizer que tem mais a receber do que efetivamente tem, logo gerando para o mercado uma suposicao que a empresa esta bem, quando na realidade estes valores a receber nao existem pois sao maquiados por contabilizacoes falsas.

                                             Farra contábil, falta de escrupulos dos gestores e ganância, assim se resume o filme que assisti este final de semana, o que como Contador, ou seja, a minha profissao é perfeitamente compreensível tudo o que lá aconteceu,  não é possível nao fazer mencao ao case apresentado estar relacionado a um dos maiores bancos Lehman Brothers, forte que nem um castelo de areia.

                                              Banco Nacional, Santos, Panamericano, Bamerindus, Banestado entre outros, nao necessariamente tem a unidade como banco de investimentos, mas o modus operandi foi identico.

                                               A história se repete, fatos identicos, apenas personagens diferentes, o pior cego é aquele que não quer ver. Ser contador é maravilhoso, pois em terra de cego, quem tenho olho é REI.

                                            Abaixo uma crítica de um crítico que eu gosto de ler, senão vejamos: (csl)

Derivativos. Sub-prime. Empréstimos hipotecários. Bolha imobiliária. Lehman & Brothers. Bank of America. Merrill Lynch. Até agosto e setembro de 2008, para quem não atuasse diretamente no mercado financeiro, essas palavras não significavam absolutamente nada. A partir dessa data, elas passaram a ser termos corriqueiros no dia a dia das pessoas. Só se falava nisso, dos telejornais até as conversas de bar. A quebradeira de grandes e tradicionais bancos de investimento americanos pegou o mundo de surpresa. Quando o Governo Bush foi olhar o estrago já era tarde e a economia americana, antes toda poderosa, estava a um passo da insolvência. Os EUA reviviam o crash da bolsa de 1929. De uma hora para outra, o dinheiro secou e o receio de uma inadimplência geral se alastrou rapidamente pelas demais economias. O Planeta Terra estava definitivamente menor.

Com a história passando diante dos nossos olhos, era natural que Hollywood abordasse o assunto mais cedo ou mais tarde. De 2008 para cá, no entanto, a produção americana a este respeito se limitou aos documentários Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story, 2009), de Michael Moore, e Trabalho Interno (Inside Job, 2010), de Charles Fergunson, este último vencedor do Oscar na categoria. Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call, 2011) é a primeira tentativa de enfrentar o tema pelo caminho da ficção. A empreitada ficou ao encargo do jovem J. C. Chandor. Com um roteiro também de sua autoria, resultado das experiências que viu e ouviu de seu pai, corretor de bolsa por vários anos, e à frente de um elenco incrivelmente talentoso, Margin Call se torna uma das melhores surpresas de 2011.

Ano: 2008. Cidade: Nova York. Endereço: Wall Street. Incrustrado no centro nervoso das negociações financeiras de uma das maiores megalópoles do mundo, somos levados ao interior de uma firma de investimentos. Não sabemos o nome da companhia, mas dá para perceber que o clima no ar é tenso. De uma hora para a outra, os corredores da empresa são invadidos por temíveis executivos, de saias e paletós. Carregam consigo laptops, pastas, relatórios e... más notícias. Nas próximas horas, eles terão que comunicar a demissão de 80% dos funcionários do local. São tantas as pessoas a serem contatadas, que o trabalho tem que ser rápido, objetivo, parecido com o que o personagem de George Clooney fazia em Amor Sem Escalas (Up in the Air, 2009), só que pior. Dentre os escolhidos, está Eric Dale (Stanley Tucci), gerente de avaliação de risco. Apesar de integrar os quadros da corporação há vários, seu desligamento é impiedoso. A partir daquele instante, a senha de acesso ao seu computador está bloqueada. E seu celular, desativado. A única coisa que lhe resta é retirar os objetos pessoais da sua mesa e sair do prédio, ainda assim escoltado por um segurança. Antes de sair, porém, Eric entrega um pen-drive a um de seus subordinados, Peter Sullivan (Zachary Quinto), que contém determinadas anotações nas quais ele vinha trabalhando. Eric pede que Sullivan dê uma olhada naquilo sem antes recomendar: “tome cuidado”.

Naquele mesma noite, enquanto os que se salvaram da degola vão encher a cara na balada, Sullivan aprofunda os cálculos de Eric e chega a uma terrível conclusão: a empresa estava atuando além dos limites de risco aceitáveis para determinadas operações hipotecárias, o que criava uma potencial passivo contábil maior que o seu próprio capital social. Em termos práticos, a persistir aquele cenário e considerando uma possível inadimplência dos seus clientes, a companhia não teria capacidade financeira para honrar com seus compromissos. Daí para a falência seria um passo.

O alerta geral é dado e, rapidamente, os altos escalões da firma são acionados. Em um primeiro momento, Sullivan chama Seth, seu colega mais próximo (Penn Bagdley) e seu chefe imediato, Will Emerson (Paul Bettany). Emerson percebe que a coisa é séria e chama Sam Rogers (Kevin Spacey), que, por sua vez, aciona seu superior Jared Cohen (Simon Baker) e sua assessora Sarah Robertson (Demi Moore). Quando a cúpula percebe a coisa saiu do controle, a solução é chamar o big-boss John Tuld (Jeremy Irons). Durante o espaço de uma madrugada, aquelas cabeças terão que encontrar uma solução para o problema, nem que para isso tenham que sacrificar a empresa, seus funcionários, e o mercado financeiro como um todo.

Margin Call é construído sob a forma de um thriller. A tensão é constante, quase palpável. Nenhum tiro é disparado, não há perseguições de carro, explosões, mortes, muito menos sangue jorrando pela tela. Mesmo assim e, mais que isso, mesmo sabendo o desfecho deste imbróglio na vida real, o público permanece em estado de alerta a cada nova reunião de diretoria, tão nervoso quanto os personagens, curioso e ao mesmo tempo temeroso em saber como aquela enrascada será resolvida.

Não é fácil conseguir esse efeito e os méritos devem ser atribuídos ao roteiro de Chandor. De um lado, ele demonstra ter bom ouvido para os diálogos, todos eles milimetricamente afiados, daqueles em que nenhuma palavra parece ter sido escolhida à toa (repare no duelo verbal travado entre os personagens de Jeremy Irons e Kevin Spacey). De outro, é honesto o suficiente para revelar que o mercado financeiro é um assunto tão complexo que nem mesmo os profissionais do ramo o dominam (Sam, por exemplo, não entende patavina dos gráficos expostos nas telas dos computadores, e Jeremy Irons confessa que o fato de ocupar o cargo mais alto da companhia não tem nada a ver com o seu conhecimento técnico do tema). Tanto é assim que o roteiro faz um humor sobre o fato de Sullivan, a pessoa que descobriu o problema, ser cientista espacial de formação. Chandor mostra também que entende do universo que está falando e revela as agruras e mazelas por trás da profissão.

Por maior que seja o glamour que ela carrega, ao se olhar mais de perto, veremos homens ansiosos (Emerson não consegue parar de mascar o chiclete com nicotina), obcecados por dinheiro (Seth não resiste em perguntar o salário dos seus chefes), fracos (o mesmo Seth chorando no banheiro), e solitários (na hora do aperto Sam recorre à sua ex-esposa). Por fim, Chandor explora bem os elementos visuais, como o clima claustrofóbico das dependências da empresa; a escuridão desesperançosa da madrugada; e a possível redenção que vem com o amanhecer.

Essas características marcantes fazem com que, no formato, Margin Call se distancie de filmes com temática parecida como, por exemplo, Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street: Money Never Sleeps, 2010) e se assemelhe muito mais a O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, 1992), cultuado filme de David Mamet do início dos anos 1990, que também reunia num ambiente fechado diversos corretores de imóveis que tinham por missão fechar um grande negócio. A comparação entre eles mostra que o trato com o dinheiro, seja ele virtual ou de papel, e o respeito pela ética e pelo ser humano não mudou muito nos quase vinte anos que separam ambos os filmes (a única demonstração de afeto em Margin Call é por um cachorro). Tanto faz se na arena estão se digladiando corretores de imóveis ou do mercado financeiro. O que importa é a grana e o último que sair que apague a luz.

Em certo sentido, o roteiro de Margin Call podia render uma boa peça de teatro (não por coincidência, o filme de Mamet era baseado em uma peça de sua autoria). A maioria das cenas são compostas por diálogos entre duas ou três pessoas (as vezes até mais), o que permite uma interação entre eles como se estivessem em um palco. Isso abre espaço para alguns belos monólogos, que servem para que determinados personagens expressem o seu ponto de vista sobre as suas profissões e o mercado financeiro como um todo. Um deles é pertence a Wiil Emerson, ao volante do seu carro topo de linha, quando ele defende o papel dos corretores da bolsa na roda gigante da economia. Mais à frente, Eric Dale ao mesmo Emerson, ambos sentados na calçada, em tom saudosista, que era engenheiro de formação. E, por fim, John Tuld, saboreando um suculento filé mignon, contextualiza historicamente a crise de 2008 e conclui que ela não deixa ser uma turbulência que, como as anteriores, será absorvida pelo mercado e pela passagem do tempo (talvez mais por este do que por aquele).

A opção de filmar o roteiro na forma de thriller e de concentrar a maior parte da trama na véspera do “Dia D” para as bolsas a redor do mundo são todas acertadas, mas dificilmente Margin Call funcionaria sem o seu elenco. O destaque, claro, vai para Kevin Spacey, inegavelmente um grande ator, mas que costuma ser preguiçoso quando o projeto não lhe motiva o suficiente. Aqui ele parece estar de voltar aos cascos, e constrói um personagem mais velho, de aparência cansada, cujo cabelo já começa mostrar algumas manchas brancas, e que alterna momentos de extrema frieza (nos dois discursos que é obrigado a fazer para seus subordinados) e ternura (quando chora a doença da sua cachorra). Jeremy Irons, um ator que nunca foi dos meus preferidos, também rouba a cena na pele do executivo-até-o-último-fio-de-cabelo Tuld. Sua entrada no filme, de helicóptero, às 4:00 da manhã, é triunfal. E a cena em que ele pede que o jovem Sullivan explique os detalhes da crise como se estivesse falando uma criança é brilhante. Completam o time Simon Baker, muito bem como o jovem executivo narcisista, Paul Bettany, sempre subestimado, Stanley Tucci, que acerta no estilo low-key de atuação, e o jovem Zachary Quinto, que combina bem os sentimentos de deslumbramento e medo que tem pela própria profissão.

“Seja o primeiro. Seja o mais inteligente. Ou  trapaceie”, diz John Tuld aos seus funcionários, no auge da crise. Infeliz de uma geração que pode ser resumida por esses três avisos. Por isso mesmo, Margin Call é um filme oportuno, que deve ser visto e compreendido como um recado para uma sociedade que se julga sem limites, acima do bem e do mal, e que vê no dinheiro um fim em si mesmo. Ainda dá tempo de mudar.


Por Régis Trigo, em 10/12/2011
Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=2310

A Viagem do Peregrino da Alvorada - As Cronicas de Narnia

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                            (csl)  Quando penso em Nárnia, penso em Matrix, algo assim como me transportar para um conto de fadas (Alice no País das Maravilhas), ou um mundo paralelo de ficção, a exemplo de Avatar.

                                   Na 7a. Arte, embora estejamos falando em Arte, o que conta é $$$$, ou seja, a franquia deve apresentar resultado satisfatório, e o que é um resultado satisfatório?

                                    Não basta indicação para o Oscar, elogios do figurino, do protagonista, que a fotografia do filme é excepcional, que os efeitos são isto ou aquilo, enfim resultado satisfatório e se o que eu investi teve o retorno esperado.

                                     A Disney abandonou a franquia Cronicas de Narnia, verdade é que O Leão, a Feiticeira e o Guardaroupa renderam pelo mundo (US$) 800 milhoes de Dolares, já o segundo filme O Principe Caspian, rendeu(US$) 400 milhões de dolares, observando que o primeiro filme custou (US$) 50 milhoes de dolares menos que o primeiro, entao faz algum sentido tal abandono, ou não?! Como diz Caetano (Ah! Descobri que está máxima (jargão) não é do Caetano, ele mesmo falou de quem é, mas quer saber combina mais com ele, a outra pessoa eu não conheço), e por fim tudo que é da Bahia eu amo.

                                     Continuando... Este final de semana assisti também A Viagem do Peregrino da Alvorada, filme lúdico, muito interessante, magia pura.

                                      Como disse, me lembra Matrix, deste lado a realidade , passando pelo guardaroupa, interagindo com o quadro na parede entao surge outro mundo, vou para lá viver uma história e depois volto, literalmente extasiado, pois a aventura é densa, é nervosa e sempre com um maravilhoso fim.

                                        Fiz menção sobre EUSTÁQUIO, observem bem o personagem dele, veja o que ele tem a ver com o Michael de Meia Noite em Paris, assim como o vilão do filme Os Incríveis, que já teci comentários no meu blog (basta pesquisar).

                                        A história precisa de algo que remexa, que incomode, que faça com que as pessoas saiam da zona de conforto, desta forma EUSTÁQUIO era necessário na Trama e foi extremamente útil, assim como Michael, neste caso para percebermos que menos é mais, em muitas situações, como já fiz comentário dele no posto sobre o filme de Paris, assim como o vilão de Os Incriveis, onde o fato de nao darem espaco para a crianca boa, quem sofre bullyng, porque é gordinho ou desengonçado, acaba querendo ser visto, e se para ser visto, ser notado ele tem que ser o vilão, que seja.

         

                                        Indico o filme, sem mais comentários, abaixo a crítica segundo o que retirei de um site, senão vejamos: (csl)


As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada | Crítica

Terceiro filme da série oferece boa aventura episódica, mas as lições de moral continuam o ponto fraco


Para o leão Aslan, que não esperou o terceiro dia para ressuscitar mas tem autoridade sobre questões de metáfora cristã, o catecismo dos irmãos Pevensie está completo. O que é uma pena, porque a série de filmes As Crônicas de Nárnia, inspirada nos livros de C.S. Lewis, estava começando a engrenar.

Obviamente, como são sete livros e em Hollywood todo eventual sucesso é imediato candidato a ter continuações, o terceiro filme, As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader), não será necessariamente o último. Mas Pedro e Susana, crismados ao final de Príncipe Caspian, não voltam para esta continuação. Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley) reassumem o trono dos Pevensie em Nárnia mas também já não são mais crianças.

Ser criança no universo de Lewis é imprescindível - independente da leitura que se faça do seu texto, religiosa ou não - e é isso que torna a série no cinema, em seus melhores momentos até agora, tão fácil de assistir. Não há um senso de jornada, as aventuras são episódicas. Ao chegar em Nárnia, os Pevensie reabrem seu baú de "brinquedos" (espadas, arcos, vestes), reassumem "personagens" (seus postos de realeza) e o encantamento com as criaturas antropomórficas é sempre renovado (desta vez é o primo chato dos irmãos que desacredita os monstros).
É como levar os filhos para a praia, tirá-los do aborrecimento da cidade e construir castelos na areia. Nos filmes, a casa na Inglaterra não é exatamente tediosa, existe a Segunda Guerra Mundial do lado de fora, mas ela só serve de estopim para o arco do protagonista (desta vez é Edmundo, cada vez mais um sósia do Kaká, que briga para não ser tratado como criança). Nisso, todos os filmes da série são parecidos. A vantagem de A Viagem do Peregrino da Alvorada é que o espaço para a aventura episódica é bem maior.
Parte-se, afinal, de uma premissa à moda Julio Verne e Robert Louis Stevenson: existe um mar a ser desbravado e cada ilha reserva surpresas diferentes. O filme então comporta pequenos momentos climáticos do começo ao fim; a irritação com a direção burocrata de Michael Apted se dilui diante dessa diversidade. Existe a ameaça maior e sempre presente da Feiticeira Branca, mas ela não é nenhum Voldemorte. A fumacinha verde que a vilã produz até tem seu charme quando vista com uma cópia 3-D convertida do filme, como foi meu caso.

O único problema é que sempre esse descompromissado faz-de-conta tem que vir acompanhado das lições de moral. De certo modo, é incontornável: qualquer aventura de ilha perdida exige que o herói, num ambiente despojado de alternativas, vença seus próprios limites. Mas a forma como os filmes da série apresentam dilemas é muito amadora, às vezes arbitrária. É como se Lewis e seus adaptadores tivessem a ambição de transformar o material leve que têm à disposição em uma reflexão profunda, valorosa, grave e adulta. Não precisamos de outro Harry Potter, precisamos?

Classificando os três Nárnias, então, num critério de lições/diversão, A Viagem do Peregrino da Alvorada fica com a medalha de prata. Não tem a unidade do segundo, cujo equilíbrio entre os dois pólos é o mais próximo do ideal, mas também não castiga o espectador como o primeiro, que é uma verdadeira palmatória em forma de filme.





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Meia Noite em Paris

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                                (csl) Eu já gostava de Paris, sem conhecê-la, por ouvir falar, por ler, ver imagens, pela imponente e charmosa Torre Eiffel, pelos cafés, em razao dos perfumes que eu amo, sempre amei, sou louco por perfumes. Enfim assistir um filme que apresenta lugares pelos quais acabei de conhecer, em especial ao lado de quem eu amo, me fez ter a certeza que esta cidade é a cidade referência para mim, ou seja, ela é assim como eu esperava, como dizem ela representa algo, já representou para muitas pessoas e pelo jeito sempre representará.

                                       Lógico, não que não exista outros lugares tão lindos e mágicos como Paris, até porque eu não conheço praticamente nada, mas creio que Paris é uma cidade com uma magia indescritível, pois me senti enfeitiçado positivamente quando estive lá.


                                      Este final de semana assisi Meia Noite em Paris. Adorável filme onde o protagonista (Owen Wilson) contracena com a sua bela noiva (Rachel McAdams), que mais dá atençao ao seu amigo (Michael Sheen ), do que a ele que é todo carinhoso com ela e focado com o livro que pretende escrever (seu primeiro romance). Segundo a crítica Michael é um "pseudo intelectual" o que eu assino embaixo, boa descrição para o cidadão, pois não me agrada pessoas que fazem recortes, de sopa de letrinhas querem construir um imagem falsa intelectual, que é efetivamente o que ele demonstra. O Saber não precisa ser exposto voluntariamente, somente quando provocado, do contrário dará um ar de empáfia, ou seja, totalmente desnecessário.

                                        Michael me lembrou EUSTÁQUIO, de outro filme que assisti este final de semana, não no sentido da intelectualidade, mas no sentido de que ele é/foi necessário na trama para ela poder ser desenvolvida, e no caso do EUSTÁQUIO ele foi fundamental (comentários sobre o filme A Viagem do Peregrino da Alvorada   em outro post).

                                Mas é possível perceber que ela gosta dele, mas do jeito dela, sim porque, o grande problema das pessoas é achar que as pessoas tem que gostar de nós do jeito que nós gostamos delas, e as coisas não funcionam assim.

                                 O filme é retratado em dois momentos o atual vivido e o da época mágica onde ele se encontra com pessoas importantes, como o pintor Salvador Dali (saiba mais sobre ele aqui) entre outras pesssoas.

                                 A magia do filme ficou encarregada pela não menos doce e meiga atriz Marion Cotillard, a qual conduziu com leveza todo o "drama". Digo drama porque o protagonista ficou inclinado ao romance ali vivido, contrapondo com a sua situacao na vida real.

                                 Abaixo mais imagens deste maravilhoso filme, o qual indico e vou assistir novamente, bem como a crítica publicada em um site que eu costumo visitar. (csl)


por Vinicius Carlos Vieira em 19 de Junho de 2011

Woody Allen é um cara apaixonado. Por seus filmes, por suas mulheres, pelas cidades em que passa e, mais que tudo, pelo cinema, só isso explica o quanto Meia Noite em Paris é deliciosamente apaixonante.

E talvez seja essa mesma paixão que mova o cineasta novaiorquino a começar seu novo filme deslumbrado pelas belezas da capital francesa, trocando o fundo preto e os créditos iniciais por um verdadeiro tour pela Cidade Luz, como se tivesse a necessidade se redimir da injustiça de não conseguir mostrar tudo aquilo durante seu filme. Ou simplesmente para convidar seu espectador a se apaixonar por aquela cidade como ele parece ter se apaixonado e, consequentemente, seu protagonista.

A bola da vez agora de interpretar a “persona” de Allen é responsabilidade de Owen Wilson, que vive Gil, um roteirista de Hollywood que vai à Paris com a noiva e os sogros e acaba descobrindo uma nova cidade depois das badaladas do início da madrugada. Na verdade, é esse casal que prefere apresentar durante os créditos inicial invés de seu jazz tradicional. Ele romântico, tentando escapar do marasmo artístico dos roteiros descartáveis e escrever seu primeiro romance, inspirado por tudo que Paris representa (e representou), enquanto ela, vivida por Rachel McAdams, prefere não enxergar nada disso, sem conseguir entender qual a obsessão do marido por aquelas cidade (e chuva).

Meia Noite em Paris é então uma história de amor, entre Gil, Allen (e o espectador) e Paris, talvez no sentido figurado, o mais provavelmente não, já que o diretor não se esconde por trás de nenhum simbolismo ou metáfora para levar seu personagem em uma viagem no tempo de volta à Idade de Ouro dessa cidade, durante a década de 20, cheia de escritores, artistas e personalidade que, não sem exagero, deram o ponta-pé inicial para muito do que hoje existe em termos de arte.

Allen então convida seu espectador a participar dessa deliciosa viagem pela boemia da Cidade Luz na companhia dessa grande salada de personagens mais famosos e verdadeiras homenagens que dão uma vida enorme a seu filme e parecem dar as caras como um enorme playground de referências. É impossível não saborear cada linha de diálogo entre Gil e um Ernest Hemingway (Carey Stoll, que na TV é um dos protagonistas da série Lei e Ordem LA) com cara de bêbado suicida, pessimista, galanteador, tétrico e obcecado por sua espingarda de caça.

E Meia Noite em Paris não se esconde porá trás de um lado “pseudo-intelectual”, que nesse caso é irritantemente representado pelo personagem de Michael Sheen (sempre ótimo), amigo de faculdade da noiva de Gil e aparentemente capaz de ser expert em todo e qualquer assunto que exista no mundo. Na realidade Sheen é talvez a mola central dessa artimanha de Allen para criar mais ainda esse protagonista simpático, já que todos a sua volta, aos poucos, se tornam insuportáveis, vazios e céticos, incapazes de viver essas experiências (e se deixarem vivê-las).

É lógico que Allen faz disso um instrumento, uma arma até, contra todos que ainda dão mais valor a uma enciclopédia do que a vontade de viver essas novas experiências. Mais ainda, reafirmando esse “tour mundial” que vem fazendo, saindo de seu habitat em Manhattan, para que seu cinema experimente novos ares, da misteriosa Londres em “Match-Point”, da “caliente” Espanha em “Vicky Christina Barcelona” e agora de toda poesia de Paris.

Assim como seu protagonista (ou o contrário) Allen parece à procura de viver essas experiências e não falar sobre elas como se tivesse lido em um livro, e isso é imprescindível para que “Meia Noite em Paris” seja essa experiência tão apaixonante, já que é fácil se sentir como um companheiro de viagem do diretor nessa viagem.

Mas Allen não se perde nessa paixão, Meia Noite em Paris ainda é, sobretudo, um “filme de Woody Allen”, com um protagonista frágil, pragmáticos, preso em um mundo que parece não aceitá-lo, mas sem medo de deixar suas opiniões ácidas vazarem por esses grandes planos de diálogos. Assim como permite que ele viva essa história de amor fora de época com uma espécie de “musa inspiradora” (a linda Marion Cotillard) de um trio de pintores (Modigliani, Braque e Picasso) com os quais foi amante.



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Por outro lado, essa “viagem no tempo” dá ainda a chance de Allen zombar da cadeira de vinte mil dólares no presente, ao mesmo tempo em que se permite ver um quadro de Matisse sendo vendido por quinhentos francos, esse tipo único de ironia que sempre se perpetua pela filmografia do diretor e acaba sendo uma verdadeira válvula de escape para que ele possa remexer em mais um monte de assuntos pertinentes. Ou você não percebeu que a família da noiva vai, em plena Paris, ver uma comédia descartável de Hollywood, cujos nomes dos atores nem ao menos são lembrados. E talvez seja isso que Allen mais tenta em sua carreira: mostrar que nem tudo precisa ser descartável para fazer sucesso e ser popular.

Infelizmente, uma discussão que Allen talvez perda, já que na maioria das vezes seus filmes ainda acabem caminhando apenas na borda desse sucesso, o que talvez o faça se sentir como seu personagem na divertida conversa com o trio formado por Man Ray, Salvador Dali (um Adrian Brody incrivelmente interessante, como todo resto do elenco) e Luis Buñuel (que depois, em outro momento, ainda ganha “de brinde” o ponto de partida para seu Anjo Exterminador, mesmo sem entender “por que eles não conseguem sair daquele lugar!”), onde a verdade acaba se perdendo de modo surrealista entre significados existências e rinocerontes. Como se mesmo tentando mostrar o que fazer, sempre alguém acabe “lendo demais” algo que é só feito para ser sentido.

É então que se percebe que Meia Noite em Paris não quer ser simbólico, metafórico, surrealista ou cheio de leituras (como eu já citei), mas sim só contar essa história, juntar esses personagens nessa história de amor e, no final das contas, ter a certeza de que o presente sempre parece insuficiente para quem não tem limites para sonhar e às vezes perceber que a única coisa necessária é esse momento de chuva sobre Paris que (realmente) acaba deixando-a muito mais bonita. E essa impressão, só consegue ser passada realmente por um gênio como Woody Allen que, decididamente, é um cara apaixonado, mais que qualquer coisa, pelo cinema.

Fonte: http://www.cinemaqui.com.br/criticas-de-filmes/meia-noite-em-paris

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CADUCEU e a Contabilidade

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                             (csl) Este artigo localizei no blog citado ao final deste post, por acaso neste blog encontrado cita que o autor do artigo é Luiz Carlos Vaini, que achei interessante pois ele foi o meu professor na PUC-SP, Ex-Presidente do CRC-SP e é membro atuante no Brasil e no Exterior para temas relacionados ao Profissional de Contabilidade, bem como a importância da contabilidade para o mundo dos negócios.

                                     Bem elaborado o texto, bem como a pesquisa, pois a mesma relata minuciosamente o histórico do caduceu atrelado a contabilidade, pois o caduceu não é somente símbolo da contabilidade, é utilizado pela contabilidade, mas como descrito abaixo, segundo a wikipédia também esta atrelado a negociação, comércio, e como dito confundido com o símbolo da medicina.

                                    Por isso alterei o título original do Post do blog por onde retirei este artigo, talvez como acontece no meu blog, muitas vezes eu dou outro título para o post, talvez tenha acontecido isto com o blog citado. (csl)

                                    Segundo Wikipédia:

O caduceu ou emblema de Hermes (Mercúrio) é um bastão em torno do qual se entrelaçam duas serpentes e cuja parte superior é adornada com asas. É um antigo símbolo, cuja imagem pode ser vista na taça do rei Gudea de Lagash, 2.600 anos a.C., e sobre as tábuas de pedra denominadas, na Índia, nagakals. Esotericamente, está associado ao equilíbrio moral, ao caminho de iniciação e ao caminho de ascensão da energia kundalini. A serpente da direita é chamada Od, que representa a vida livremente dirigida; a da esquerda Ob, vida fatal e o globo dourado no cimo Aur, que representa a luz equilibrada. Estas duas serpentes opostas figuram forças contrárias que podem se associar mas não se confundir. É frequentemente confundido com o símbolo da medicina, o bordão de Esculápio ou bastão de Asclépio.


O caduceu (play /kəˈdjsəs/ or /kəˈdjʃəs/; do Grego κηρύκειον kērukeion "heraldos "[1] ) As duas serpentes entrelaçadas do caduceu também representam o número (8) oito e são o símbolo do equilibrio entre as forças antagônicas. representando também o eterno movimento cósmico, base de regeneração e de infinito. é a verticalidade formal do símbolo do Infinito. O caduceu é também apresentado como símbolo do comércio. De fato pela extensão com a associação de Mércurio/Hermes, o caduceu é reconhecido como símbolo do comércio e negociação.[2] É utilizado como emblema em diversas instituições dedicadas ao estudo e ensino das ciências econômicas. Institutos superiores de comércio do chile,também é utilizado nos logotipos da Liga de Defesa Comercial "Lideco", do colégio de contadores, economistas e administradores, da IPN no México e da escola superior de comércio Carlos Pellegrini de Buenos Aires entre muitas outras.




Hermes Ingenui , o deus olímpico, das fronteiras e dos viajantes que as cruzam. Dos comerciantes, pastores, do galo, dos oradores e do ingenio de astutos pensamentos dos literatos e poetas, do ateltismo dos pesos e medidas.





Bastão entrelaçado com duas serpentes, que na parte superior tem duas pequenas asas ou um elmo alado.
Sua origem se explica racional e historicamente pela suposta intervenção de Mercúrio diante de duas serpentes que lutavam, as quais se enroscavam em seu bastão. 
Os romanos utilizaram o caduceu como símbolo do equilíbrio moral e da boa conduta; o bastão expressa o poder; as duas serpentes, a sabedoria; as asas, a diligência; o elmo é emblemático de pensamentos elevados.
O caduceu é na atualidade a insígnia do bispo católico ucraniano. Do ponto de vista dos elementos, o caduceu representa sua integração, correspondendo o bastão à terra, as asas, ao ar; as serpentes à água e ao fogo (movimento ondulante da onda e da chama).
A antigüidade do símbolo é muito grande e encontra-se na Índia gravado nas lápides de pedra denominadas "nagakals", uma espécie de ex-votos que aparecem à entrada dos templos. Erich Zimmer deriva o caduceu da Mesopotâmia, onde o vê no desenho da taça sacrifical do rei Gudea de Lagash (2.600 a.C.). Apesar da longínqua data, o autor mencionado diz que o símbolo é provavelmente anterior, considerando os mesopotâmicos as duas serpentes entrelaçadas como símbolo do Deus que cura as enfermidades, sentido que passou à Grécia e aos emblemas de nossos dias.
Do ponto de vista esotérico, a vara do caduceu corresponde ao eixo do mundo e suas serpentes aludem à força Kundalini que, segundo os ensinos tântricos, permanece adormecida e enroscada sobre si mesma na base da coluna vertebral (símbolo da faculdade evolutiva da energia pura.
Segundo Schneider, os dois S formados pelas serpentes correspondem à doença e à convalescença.
Em realidade, o que define a essência do caduceu é menos a natureza e o sentido de seus elementos que sua composição.
A organização por exata simetria bilateral, como a balança de Libra, ou na triunidade da heráldica (escudo entre dois suportes) expressa sempre a mesma idéia de equilíbrio ativo, de forças adversárias que se contrapõem para dar lugar a uma forma estática e superior.
No caduceu, este caráter binário equilibrado é duplo: há serpentes e asas, pelo que ratifica esse estado supremo de força e autodomínio (e, conseqüentemente, de saúde) no plano inferior (serpentes, instintos) e no superior (asas, espírito).
A Antigüidade, inclusive a grega, atribuiu poder mágico ao caduceu. Há lendas que se referem à transformação em ouro de tudo o que era tocado pelo caduceu de Mercúrio (observe-se a antecipação que a associação dos nomes determina, com respeito à alquimia) e a seu poder de atrair as almas dos mortos.
Mesmo as trevas podiam ser convertidas em luz por virtude desse símbolo da força suprema cedida a seu mensageiro pelo pai dos deuses.

Pesquisa efetuada por: Luiz Carlos Vaini

Bibliografia: Juan-Eduardo Cirlot - Dicionário de Símbolos (Editora Moraes) 

Nova Velha Contabilidade

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Acredito que vez ou outra (para ser delicada) a contabilidade e as áreas afins são vistas como vilãs capitalistas, os profissionais como pessoas rígidas e gananciosas. Em países desenvolvidos a ocupação é melhor conceituada e valorizada. Aqui ainda há um bocado a ser construído e modificado para que entendam que não somos apenas “guarda livros”.

Quem der uma chance e tentar ver as nuances talvez observe que algumas sementes foram plantadas e estão se transformando em brotos cheios de vida e potencial. A área financeira pode e está crescendo, preenchendo não somente sua capacidade produtiva, como também demonstrando que, com criatividade, leveza e acessibilidade muito pode ser feito.

Acho fantástico o movimento em prol da “popularização” da educação financeira, que tem sido difundida em empresas para que seus funcionários saibam lidar com seus rendimentos de forma mais saudável, em programas de televisão que ensinam como iniciar um negócio atentando para despesas e investimentos iniciais, em escolas que agregaram a matéria “finanças pessoais” ao currículo do ensino fundamental.

Tudo isso mostra um pouquinho do que está por vir. O Brasil tem demonstrado o gosto pela estabilidade econômica e nada mais natural que começar a valorizar contadores, economistas, financistas e, quem sabe, 'até' educadores.
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Fonte: http://contabilidadefinanceira.blogspot.com/


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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Kanitz, leitura diária necessária, seus artigos mudam a vida das pessoas

                          (csl)  Estes dias li novamente o livro Os 7 Hábitos das Pessoas Eficientes, de Stephen Covey, impressionante como ele fala o óbvio, para auxiliar-me baixei uns 15 vídeos do youtube no meu note dos hábitos citados, em palestras ministradas pelo Stephen (agora o youtube nao deixa baixar mais nada).

                                  Li, pois lembrava-me de algumas coisas que considerava importantes para um determinado momento recente da minha vida, e me fez bem ler, embora eu tenha em mente que livros de auto ajuda, não ajudam muito, as vezes confundem, uma vez que sao reescritos (existe esta palavra?), por pessoas com mero interesse comercial, entao voce encontra varias versoes do livro Quem mexeu no meu queiro, A arte da Guerra, O Segredo, Pai Rico Pai Pobre e assim vai, sem falar nos livros do Médico Neurinlinguista Lair Ribeiro e Içãmi Tiba.

                                  Nao, nao estou falando mal destas pessoas que escrevem nao, lê quem quer, mas a verdade é que a obviedade nem sempre é vista de forma tão óbvia, desta forma precisamo rever, reler, sentir novamente, e quando nao fazemos isto, as vezes temos que sentir na pele.

                                   Hoje me deparei com um artigo do Kanitz, observo vários artigos dele que ele gosta de fazer mencao ao artigo original, quando ele tinha uma coluna na Veja, e ele gosta de fazer lembrarmos de algumas coisas, para demonstrar que ele tinha razao quando citava algumas situações pertinentes a época que por incrivel que parece se repetem.

                                   Neste artigo de hoje, achei muito interessante, pois efetivamente temos que fazer isso.

                                   Estudei o Livro A Meta quando fazia a graduacao em Contábeis na Puc-SP, e por incrível que pareça, um dos meus clientes atuais tem uma situação muito semelhante àquele romance.

                                   Deixo abaixo o texto da pessoa que admiro, e obrigatoriamente eu leio todos os dias os seus textos, pois esta pessoa faz a diferença na vida das pessoas, ao menos na minha faz.

                                   Segue: (csl)


Como Usar o Twitter em Educação

Posted: 23 Jan 2012 03:00 AM PST

Você lembra daquela segunda aula de História no segundo colegial? 

Era no mês de março, a professora falou por 40 minutos sobre a importância de estudar História e deu inúmeros exemplos. Você lembra de algum?

Ela também disse 10 coisas muito interessantes, você lembra de quantas delas? 10,9,8,3,2,1 ou ZERO?

Você lembra qual foi a lição daquela aula?

Lição é o resumo de uma aula, aquilo que você deveria lembrar para sempre, o âmago da questão.
Esqueceu?

E a segunda, a terceira aula?

Você lembra dos 10 pontos interessantes que ela disse? E das outras matérias?

Calculando por cima, você deve ter ouvido 72.000 pontos interessantes ao longo do seu ensino.
Você lembra de quantos?

Frases como "quem não estudar os erros da História irá repeti-los", "a maioria das guerras surgiram de erros de interpretação de motivos", e assim por diante.

Se você lembra de 720 pontos, seu rendimento foi de 1%.

Se você acha que 72.000 é um número exagerado, e que 36.000 é um número mais adequado então o rendimento do ensino brasileiro foi de 2%, ou talvez 20% porque você aprendeu "o jeitão da coisa" embora não lembre de detalhes.

A razão que você não lembra, é porque as pessoas esquecem.

Professores acham que dito uma vez, os alunos lembram para sempre. Dito uma vez em aula, e recapitulado pelo aluno uma semana antes das provas, garante lembrança eterna.

Que bobagem! As pessoas esquecem. Conhecimento humano precisa ser repetido, várias vezes, ao longo dos anos.

É isto basicamente o que as religiões fazem e o sistema educacional esqueceu de fazer.

A igreja repete, repete, repete, todo domingo os ensinamentos cristãos.

As universidades ensinam coisas novas, novas e novas, sem repetir.

E por isto, alunos esquecem 80 a 98% do que aprenderam.

Este é o grande desperdício da educação pública e privada. Acho impressionante que nossos Ministros da Educação não sabem que os alunos esquecem.

Acho impressionante que os Ministros da Educação dão diplomas para alunos que passaram nas provas do último ano, e não criam uma prova geral de proficiência na profissão incluindo as matérias do segundo e terceiro ano que a maioria já esqueceu.

Por isto, a maioria não passa nas provas da OAB.

Acho impressionante que Ministro da Educação lute para aumentar as suas verbas de 6% para 10% do PIB, sem perceber que o grande problema é o esquecimento.

Eu criei um hábito de colocar nos meus contatos telefônicos, os resumos de livros e artigos que leio. Coloco também o dia, mês e ano que li.

Criei o hábito de reler aquele resumo depois de uma semana, um mês, seis meses e depois reler tudo anualmente. Para não esquecer. 

 Mas agora lembro a maioria, porque releio tudo, todo ano.

Fico impressionado quando muitas vezes leio artigos meus que já havia esquecido tudo o que ali estava escrito.

O Twitter poderá ser um revolução na nossa educação.

É o que estou fazendo agora no Twitter, eu "reciclo" os artigos que escrevi na Veja, via Twitter.

Reli todos e pincei em média 5 frases importantes de cada artigo.

E coloco cada frase importante como um post no Twitter, com um link para o artigo original.

Coloco também a lição do artigo, que às vezes é o próprio título ou a frase final.

Tenho 2300 "tweets" prontos referentes aos meus artigos, e mais umas 500 de frases de efeito positivo que criei ao longo dos anos.

Elas vão aumentando com os novos artigos que escrevo no blog.

Disparo em média 5 por dia, o que significa que tudo isto se repete a cada 2 anos.

Assim, consigo que meus textos sejam lembrados, incorporados no dia a dia, jamais esquecidos, e se tornem parte da cultura e dos valores de todos os que se interessam pelos valores neles contidos.

Até eu aprendo lendo novamente com os artigos que escrevi, até eu esqueço alguns valores neles contidos.
Todos os professores deveriam twittar os pontos mais importantes dos seus cursos para seus ex-alunos pelo resto da vida. Para o resto da vida. Assim ninguém irá esquecer.

Não somente seria um método muito melhor de avaliação do nosso ensino do que as provas do ENEM. Basta ver quantos UNFOLLOWS os piores professores ou as piores matérias recebem.

Professores que os alunos preferem esquecer deveriam ser despedidos e não efetivados, como a maioria é.
Com esta experiência que ainda está sendo aprimorada, fico impressionado quantos replys recebo que apesar de um artigo ter sido escrito em 2003, ele continua atual.

Óbvio, a maioria leu, esqueceu, e não mudei nada. 

Portanto, me perdoem se eu pareço repetitivo, pois esta é a intenção.

Repito porque eu sei que esquecemos 98% do que aprendemos se não refrescarmos a memória de tempos em tempos.

Quando meu número de UNFOLLOWs crescer assustadoramente, saberei que é hora de me aposentar. Que espero, demore mais um tempinho. 


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Jardim de Monet e Keukenhof Gardens - Holanda

                        É meu plano conhecer O Jardim de Monet, isto teria que ocorrer em março, em razão do verão na Europa, hoje fui surpreendido com outro Jardim e também quero, senão vejamos:







Keukenhof Gardens - Holanda









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