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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Kakai e Lógica

                                     (csl) Porque eu contrataria um Advogado Criminal, que os seus honorários começam com 6 dígítos, ou seja, valor de honorários não inferior a R$ 100.000,00 (cem mil reais)?

                                            Ora, ora porque eu quero acautelar-me de ter a melhor defesa. Óbvio. Mas porque eu quero ter a melhor defesa se eu sou convicto da minha inocência? Bom esta resposta fica efetivamente difícil de responder, pois pela LÓGICA não faz qualquer sentido.

                                             Pois bem, na mídia na Região do Nordeste, especialmente o Estado do Piauí, paira a polêmica morte de FERNANDA LAGES, a qual após investigacação minuciosa da Polícia Civil do Estado, inicialmente direcionava a suícídio, porém com tanta pressão da população, bem como os incansáveis promotores naturais do caso que reputam tal morte como homício, restou concluir, melhor dizendo não concluir a PEÇA que seria ofertada ao MP, como inconclusiva, ou seja, não chegou-se a conclusão alguma sobre o que aconteceu com a digníssima moçoila.

                                             Na mídia hoje, li sobre um possível plano para assassinar o engenheiro Jivago Castro, não sei se suspeito, mas pelo jeito parte do quebra cabeças, que tem como patrocinador, nada menos que o Ilustre KAKAI, ou seja, um dos melhores advogados criminalistas deste País, atuando em especial em Brasília, cujo um dos seus clientes bem conhecidos por exemplo é José Sarney, entre outras personalidades do mundo político com destaque na mídia nacional.



Porque será que KAKAI ( Antonio Carlos de Almeida Castro), foi contratado pelo Engenheiro Jivago, ó pergunta que não quer calar.






 

 

 

 

Conheça um pouquinho do curriculum de Kakay (csl)

 

 

Kakay, defensor dos poderosos

24 de agosto de 2009

O ‘Valor’ publica hoje um excelente perfil do mais famoso advogado de Brasília, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, o maior amigo de José Dirceu e eleitor confesso de José Serra para a Presidência da República: “Vamos ter pela primeira vez um governo de esquerda no Brasil”.
O perfil é assinado pelos jornalistas Raymundo Costa e Juliano Basile:

“Eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e “grande amigo” do ex-ministro José Dirceu, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro ganhou muito dinheiro no governo do PT, mas também a fama de usar a rede de relações que construiu com os poderosos da República, ao longo dos últimos 30 anos para obter vantagens para seus clientes.

Antonio Carlos de Almeida Castro é o Kakay, que voltou ao noticiário, nas últimas semanas, na qualidade de defensor do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ameaçado por um processo de impeachment, já arquivado. Kakay é o nome certo a ser procurado em Brasília quando o assunto é crime de colarinho branco.

Com a fama e a sucessão de escândalos no país, a clientela de Almeida Castro aumentou, ele reconhece. Mas recusa terminantemente a afirmação de que tenha enriquecido no governo do PT e a pecha de “facilitador” ou de “resolvedor-geral da República”, como já foi chamado.

“Fui advogado de oito ministros do governo de Fernando Henrique Cardoso, além do vice Marco Maciel. Até hoje advogo para o Paulo Renato (ex-ministro da Educação acusado de usar indevidamente jatinhos da FAB em viagens particulares no governo FHC). No governo de Lula, sou advogado apenas de três”, disse Kakay ao Valor, em uma conversa durante almoço no restaurante Piantella, ponto de encontro de políticos, ministros de Estado e do Judiciário, e do qual é um dos sócios.

“Eu sou sócio do Piantella há 15 anos”, conta Kakay. “Nunca trouxe um ministro para almoçar ou jantar aqui. Nunca nenhum ministro de tribunal almoçou ou jantou aqui comigo.” O Piantella ganhou notoriedade como o restaurante preferido do deputado federal Ulysses Guimarães, morto em 1992, que presidiu o PMDB.

Kakay, de fato, está na praça há muito tempo. Já no governo de Fernando Collor de Mello, advogou para a ministra Zélia Cardoso de Melo. E começou a se aproximar de José Dirceu na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Anões do Orçamento. As acusações de Dirceu lhe renderam pelo menos 30 clientes naquela CPI, pela qual passaram as maiores empreiteiras do país.

“Conheci o Zé completamente fora da política. Eu era advogado das empreiteiras nas CPIs. O Zé me deu muitas causas”, diz, referindo-se ao fato de que o então deputado José Dirceu era um dos mais atuantes da bancada do PT.

Outra versão diz que Kakay aproximou-se de Dirceu, em 2003, quando, empossado na Casa Civil, o petista precisava aproximar-se de mais aliados no PMDB e o advogado o teria auxiliado nessa tarefa junto com Sarney.

Até 1994 foi sócio de José Eduardo Alckmin, hoje advogado do PSDB. Na versão de Kakay, Alckmin queria crescer; ele, manter o escritório que ainda tem num shopping da cidade - só ele e duas advogadas. Ao todo, afirma que tem uns 200 processos, mas que o escritório só toca cerca de 30 permanentemente, por conta da morosidade da Justiça. “Os processos levam 10 anos. Eu nunca tive um casamento de 10 anos”, diz ele, que já está na terceira mulher e tem três filhos.

À época, os dois advogados fizeram um acordo: sempre que um arrumasse uma causa para o outro, dividiriam os honorários. Por conta desse acordo, Kakay recebeu a primeira grande bolada já no período do governo Lula - um acordo da direção da Caixa Econômica Federal com o fundo de pensão de seus funcionários. Total dos honorários: R$ 32 milhões. Kakay ficou com R$ 16 milhões, como combinado.
Para um advogado formado na Universidade de Brasília (Unb), sem mestrado ou doutorado, o sucesso de Kakay chama a atenção. Ele começou como todos os advogados de Brasília - correspondente dos grandes escritórios do eixo Rio-São Paulo. Hoje, é o nome certo a ser procurado em casos de crimes financeiros. Em Brasília. Kakay não vai a posses nos tribunais, não frequenta a casa de ministros, nunca vai a coquetéis e diz que não mistura as coisas - votou em Lula, mas não é filiado ao PT.

“Não sou partidário”, diz Almeida Castro. “Só advogo no Judiciário”, afirma, negando que seja frequentador dos corredores de ministérios, da Casa Civil e muito menos dos palácios presidenciais de Brasília.

“Estive duas vezes em Palácio”, diz. A primeira delas, com Fernando Henrique Cardoso, acompanhando o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que fora tratar de assuntos referentes à Copa do Mundo de 2014. A outra, já no governo Lula, foi apresentar outro amigo influente: o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que acabara de ser eleito - mal imaginava que em 2005 Lula colocaria Perillo numa lista de inimigos pessoais, por ter o ex-governador de Goiás dito que avisara o presidente sobre o mensalão.

Kakay hoje se considera “amigo de Sarney”. Mas não era assim em um dia de fevereiro de 2002, quando ele estava no aeroporto de Brasília preparando-se para uma viagem a Goiânia, onde teria uma audiência. O telefone tocou. Do outro lado da linha estava Sarney, a quem Kakay não conhecia e de quem era um crítico. “Eu tinha formação de esquerda”, afirma.

O senador foi direto ao ponto “Um amigo comum me indicou o senhor para advogar para a Roseana”. A filha de Sarney despontava nas pesquisas como uma candidata competitiva à Presidência da República, nas eleições daquele ano, e a Polícia Federal apreendera em um escritório seu e do marido Jorge Murad R$ 1,38 milhão. Dinheiro para a pré-campanha de Roseana.

“Só mudei de lugar, fui para o Maranhão, em vez de Goiânia”, relembra hoje Kakay. “Aí, ganhei o caso dela, estabelecemos um relacionamento ótimo, ficamos muito amigos”. Conversam sobre vinhos, livros. A política não seria um prato forte. “Nunca fui filiado a partido. Fui presidente de centro acadêmico, participei de todos esses movimentos tradicionais (tipo diretas já). Nunca fiz política partidária. Não teria nenhum interesse em me candidatar”, diz o advogado.

Kakay conta que só tomou “liberdade” com Sarney quando o senador foi recentemente jantar em sua casa. Disse que achara uma besteira ele disputar a Presidência do Senado, que não acrescia mais nada à sua biografia. Almeida Castro ficou irritado quando os jornais noticiaram que ele escrevera o discurso no qual Sarney se defendeu no Senado. “Imagina, um ex-presidente da República, membro da Academia Brasileira de Letras (ABL). Não quis defender o senador maranhense no Senado por entender que o julgamento seria político. Mas deu boas dicas jurídicas para que as denúncias fossem derrubadas.

Kakay também possui uma parte do sítio do Pericumã, a propriedade mais conhecida de Sarney. A versão corrente em Brasília é a de que ele teria recebido as terras como honorários pelo caso Lunus (a empresa de Roseana e Murad). Almeida Castro, que gosta de dizer que não cobra honorário dos amigos, garante que não houve nada disso. Ele fora procurado por Emílio Odebrecht, da construtora Norberto Odebrecht, que iria tocar um grande empreendimento imobiliário no sítio. E concordou entrar como sócio. Depois disso, nunca foi lá. Sarney continua com uma parte. Alguma coisa entre 10% e 12% das terras.

Seu grande mentor foi José Eduardo Alckmin (primo do ex-governador Geraldo Alckmin, de São Paulo), seguido de José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça de FHC. Ele representou outros grandes escritórios em Brasília, como o de Márcio Thomaz Bastos e Nélio Machado. Tem amigos como Sarney e Marconi Perilo, é chegado a Lula e só elogios ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. “Pode-se discordar dele, mas é uma pessoa competente.”

Como diz um amigo, Kakay é um mestre na arte de fazer amigos e influenciar pessoas, além de bom filho e pai de família. Nas contas do próprio Almeida Castro, ele tem uns 20 grandes amigos. Mas não é cobrado por ser amigo de nenhum. “Eu sou muito amigo do Antonio Carlos Sigmaringa, mas ninguém me cobra isso”. O caso é diferente quando o amigo é José Dirceu.

Ele diz que sua amizade com Dirceu é “imensurável”. De fato presenteou o ex-ministro com vinhos caros e viajou com ele a Cuba, em férias. Uma amizade nascida nas CPIs e regada no Piantella, pois a exemplo dele, Dirceu gosta de jantares e vinhos refinados. Dirceu frequenta sua casa para jantares que têm o dedo da mulher de Kakay, Valéria Vieira, gourmet que chegou a dar aulas de culinária no exterior durante 12 anos
Quando houve a denúncia do mensalão seria natural que o advogado de Dirceu fosse Kakay. Ele achou que não. “Zé, você deve pegar um advogado tucano que faça esquecer qualquer questão partidária.” Dirceu pediu uma indicação. “José Carlos Dias foi ministro da Justiça do Fernando Henrique, é um cara competentíssimo, meu amigo, foi quem mais me avalizou na questão profissional, depois do Alckmin.”
Os dois foram para São Paulo e Dirceu teve uma conversa com Dias. O ex-ministro de FHC até se entusiasmou com a causa, mas já era advogado do Banco Rural (que era acusado de envolvimento no esquema do mensalão). Mas da conversa saiu o nome de José Luiz de Oliveira Lima, o Juca, um advogado jovem que subitamente saltou para a fama.

Kakay foi advogado do banqueiro Daniel Dantas no caso em que a empresa Kroll fora acusada de espionar o ex-ministro Luiz Gushiken a mando do dono do Opportunity. Como Dirceu e Gushiken disputavam espaços de poder no início do governo Lula foi logo identificado como um defensor da causa do banqueiro no Palácio do Planalto, pois Gushiken jogava exatamente do outro lado.

Embora diga que só atua no Judiciário, o Valor apurou que Kakay, nesse caso, exerceu o mesmo papel que outros advogados próximos de Lula, mais recentemente: tentar convencer o governo de que Dantas queria vender sua parte na Brasil Telecom e deixar o ramo da telefonia (o que aconteceu este ano com a criação da Oi - a compra da Brasil Telecom pela Oi).

Em outro episódio, quando José Carlos Dias foi convidado para ser ministro da Justiça, pediu para Kakay sondar o delegado Paulo Lacerda para a direção da Polícia Federal. Lacerda não aceitou. Anos mais tarde, Lula eleito, Márcio Thomaz Bastos veio a Brasília avisou Kakay: “Ele vai me convidar para ministro da Justiça e eu não vou aceitar”. Almeida Castro reagiu causticamente: “Se você entrar lá,sai ministro”. Na saída, já ministro escolhido por Lula, Thomaz Bastos comentou que chamaria Paulo Lacerda para a PF. “Ele não vai aceitar”, avisou Kakay. Desta vez, errou. Lacerda mudara de idéia.

Em Minas, segundo Kakay, existe um ditado segundo o qual “fama de rico, valente e namorador você não desmente não”. Mas ele reclama de que passou a ter “uma exposição negativa com a eleição do governo Lula, porque as pessoas pensam que eu sou petista, e o advogado não deve ser partidário. Eu não sou partidário. Advoguei mais para pessoas do PSDB”. Um amigo de longa data diz: “Criou-se uma imagem do Kakay e isso atrai clientes. Mas ele não oferece vantagens aqui em Brasília. Se ele oferecesse vantagens ele comprometeria o ministro do caso”.

“A minha vida mudou. Só que o Brasil também mudou. Acho que o Lula faz um grande governo, votei nele todas as vezes que foi candidato a presidente, agora, provavelmente eu vote no Serra. Eu acho o Serra o cara mais preparado para administrar o país. Eu só não voto no Serra se o candidato do PSDB for o Aécio Neves, porque aí as razões mineiras falam mais alto” - Kakay é de Patos de Minas.

E Dilma Rousseff, a candidata de Lula e do amigão do peito José Dirceu? “Eu não tenho muito entusiasmo em votar na Dilma não”, afirma. “Se o Serra for eleito, nós vamos ter pela primeira vez um governo de esquerda no Brasil”, diz Kakay, antes de arrematar: ” Eu acho que a alternância é positiva. Desde que você não paralise as obras do governo anterior. O Lula não paralisou as obras do FHC.”

Fonte: http://youpode.com.br/blog/alguemmedisse/tag/antonio-carlos-de-almeida-castro/


Assista uma entrevista do site migalhas  http://www.migalhas.com.br/







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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Evandro Lins e Silva - Renomado Advogado, nascido em Parnaíba-PI

                               (csl) Hoje é feriado em Parnaíba-PI, temos a Padroeira da cidade, conhecida como a Nossa Senhora das Graças, e certa feita quando do mandato de um Prefeito, o mesmo era devoto de São Francisco de Assis, e por decreto determinou que o dia 04/10 seria feriado na cidade, dito e feito, outros prefeitos em legislaturas posteriores, nao revogaram tal decreto, o que se mantém até hoje, e pelo jeito ad eternum.

                                      Pesquisando um pouco sobre esta cidade Parnaíba, um dos pontos turísticos mais visitados aqui é o DELTA DO PARNAÍBA, PRAIA DA PEDRA DO SAL, PORTO DAS BARCAS, PORTINHO (DUNAS) e a praça da Graça onde existem duas igrejas a dos Escravos e a da Realeza, uma denominada Igreja Nossa Senhora do Rosário (Escravos) e a outra Igreja Nossa Senhora das Graças.

                                       Sou um operador do Direito, de alguma forma, mesmo que autodidata, e com curso suspenso por motivos de ordem particular, desta forma, tinha e tenho como referência Luis Roberto Barroso (Constitucionalista) e nada mais que Evandro Lins e Silva (Criminalista), respeitadíssimo por seus pares e players, para quem não é afeito a área, vale lembrar que ele atuou à época no Impeachment do Ex-Presidente Collor de Mello, se falar de outras tantas atuações brilhantes, como no MST e por aí vai.

                                       Descobri entao que o Ilustre operador do Direito (Evandro) é natural de Parnaíba, o que engrandece este local, o que me deixa muito feliz estar no mesmo solo onde esta iluminada pessoa nasceu.

Segue um pouco sobre o digníssimo ser: (csl)


Evando Lins e Silva





Dr. Evandro Lins e Silva é merecedor de todas as homenagens que Parnaíba, o Estado do Piauí e o Brasil possa prestar.


Dr. Evandro Lins e Silva nasceu em Parnaíba (PI), na Ilha Grande de Santa Isabel no povoado Santa Isabel que fica defronte a cidade e a ela ligada pela ponte Simplício Dias, no dia 18 de janeiro de 1912. Era seu pai Raul Lins e Silva, pernambucano e que foi juiz em Itapecuru (MA) e sua mãe Maria do Carmo Cavalcante Lins e Silva.

Iniciou seus estudos primários no município de Itapecuru (MA) quando seu pai exercia o cargo de juiz, depois em outras escolas públicas, passando grande parte da sua infância em Parnaíba, indo terminar em Recife. Na capital pernambucana iniciou o curso ginasial no Ginásio Pernambucano de onde se transferiu no quarto ano para o Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em 1929, ingressou na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, hoje atual Faculdade Nacional de Direito, que era a única que existia nessa época, formando-se a 19 de novembro de 1932, sendo paraninfo da sua turma o ilustre Professor Afrânio Peixoto.

Como estudante e advogado trabalhou em diversos jornais entre eles: Diário de Notícias, A Batalha, A Nação, O Jornal, sendo que neste último com crônica diária na Seção Forense, assinando com o pseudônimo de Lobão.

Membro do Conselho da Ordem dos Advogados do Brasil em vários períodos, entre 1944 e 1961, e, depois de aposentado, de 1983 a 1995.

Em 1956 foi contratado como professor da Cadeira de História do Direito Penal e Ciência Penitenciária no curso de doutorado da Faculdade de Direito do então Estado da Guanabara, onde lecionou até 1961.

Em 1947, juntamente com João Mangabeira, Hermes Lima, Domingos Velasco, Alceu Marinho Rego, Rubem Braga e Joel Silveira, entre outros, fundou o Partido Socialista Brasileiro. Presidente da Sociedade dos Advogados Criminais do Estado do Rio de Janeiro - SACERJ.

Especializado em matéria penal, teve intensa atividade profissional no Tribunal do Júri, nos juizados criminais, nos tribunais superiores, no Supremo Tribunal Federal, defendeu inúmeros processos criminais de repercussão nacional, inclusive em matéria política perante o Tribunal de Segurança Nacional e a Justiça Militar.

Por designação do Ministro da Justiça, Cyrilo Júnior, foi nomeado correspondente da ONU no Brasil para matéria penal e penitenciária, juntamente com os professores Lemos de Brito e César Salgado.

A 16 de abril de 1998 foi eleito para a cadeira n.�1 da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Bernardo Elis, sendo recebido em 11 de agosto do mesmo ano pelo escritor maranhense e acadêmico Josué Montello.

Dr. Evandro de Lins e Silva foi Procurador Geral da República, de setembro de 1961 a janeiro de 1963, Chefe do Gabinete Civil da Presidência da República de janeiro a junho de 1963, Ministro das Relações Exteriores de junho a setembro de 1963, Ministro do Supremo Tribunal Federal de setembro de 1963 a janeiro de 1969, quando foi aposentado em vista do Ato Institucional n.�5, de 13 de dezembro de 1968, juntamente com os ministros Victor Nunes Leal e Hermes Lima.

Participou de conferências internacionais de Direito Penal, promovidas pela Organização das Nações Unidas (Havana, 1990) e pela Associação Internacional de Direito Penal (Viena, 1989, e Rio de Janeiro, 1994).

Participou de conferências promovidas pela Ordem dos Advogados do Brasil, antes de 1961 e depois de 1969, apresentando teses e debatendo temas discutidos nesses conclaves. ?Proferiu conferências no Instituto dos Advogados Brasileiros, do qual é membro do Conselho Superior, e na Ordem dos Advogados do Brasil, tanto no Conselho Federal como nos Conselhos estaduais?.
No ano de 1968 lecionou Direito Penal na CEUB, de Brasília.

É autor de numerosos trabalhos de Direito Penal e Processual Penal, sobre a Legítima Defesa, Culpa Penal, Estelionato, Concussão, Concurso de Crimes, Crimes contra a Honra, Crimes Políticos, Indivisibilidade da Ação Penal, Recurso Extraordinário, A Liberdade Provisória no Processo Penal, Pena de Morte, Privatização das prisões, etc., publicados em memoriais, revistas técnicas e jornais, além de pareceres e inúmeros arrazoados forenses.

Escreveu as seguintes obras ?A Defesa tem a Palavra?, ?A Arca de Guardados?, ?O Salão dos Passos Perdidos?.

Recebeu o Prêmio Medalha Rui Barbosa, do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, com direito de voz nas reuniões; recebeu outra medalha Rui Barbosa, concedida pela Fundação Casa de Rui Barbosa; Medalha Teixeira de Freitas, do Instituto dos Advogados Brasileiros; Prêmio D. Helder Câmara, de Direitos Humanos, conferido pela seccional da Ordem dos Advogados de Pernambuco; Prêmio Clóvis Beviláqua, da Ordem dos Advogados do Ceará. Condecorado com a Gran Cruz de la Ordem El Sol del Peru, em 20 de agosto de 1963. Recebeu a Ordem do Mérito Jurídico Militar, em 3 de abril de 1959. Agraciado pela Equitem Ordinis Piani, do Vaticano, na coroação do Papa Paulo VI, em 10 de setembro de 1963, quando chefiou a delegação brasileira naquele evento.

Presente ao acontecimento o presidente da República, João Goulart. Recebeu a Medalha do Mérito José Bonifácio, da UERJ. Recebeu a Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica - Direitos Humanos - da Legião da Boa Vontade.
Em 15 de dezembro de 1997, recebeu a Medalha do Mérito Cultural da Magistratura pelos serviços prestados à Cultura Jurídica Brasileira. Foi escolhido "O Criminalista do Século", pela ACRIMESP (Associação dos Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo) em dezembro de 1999. Recebeu o Prêmio concedido pela União Ibero-Americana de Advogados (UIBA), por sua trajetória profissional a serviço do Direito e da Justiça, bem como o prêmio da Unesco.

Foi presidente da Sociedade Brasileira de Criminologia, da qual sempre foi membro do Conselho Técnico. Presidente do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, no governo do presidente José Sarney e quando ministros da Justiça o deputado Fernando Lyra e o senador Paulo Brossard. Foi presidente da Associação Internacional de Direito Penal (Grupo Brasileiro). ?Foi Presidente, em 1994, da Comissão, designada pelo ministro de Justiça Maurício Corrêa, para a elaboração do Anteprojeto de Lei de Reforma da Parte Especial do Código Penal, tendo realizado um Esboço, com base nos estudos e trabalhos produzidos pelas três subcomissões, em que se dividia o grupo, para uma melhor ordenação das tarefas de que cada uma delas ficou incumbida?.

Aposentado voltou a advogar patrocinando causas rumorosas no Tribunal do Júri, nos Tribunais Superiores, inclusive o processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, na qualidade de advogado dos presidentes Barbosa Lima Sobrinho e Marcelo Lavenére Machado, da Associação Brasileira de Imprensa e da Ordem dos Advogados do Brasil, respectivamente.

A sua trajetória advocatícia é extensa e relacioná-la tomaria muito espaço neste trabalho biográfico. Mas convém aqui citar alguns momentos importantes: na década de 30, diante do infame Tribunal de Segurança Nacional do Estado Novo defendeu tanto os comunistas quanto os integralistas; em 1969, redigiu a defesa do então senador Nelson Carneiro, acusado de tentativa de homicídio contra o deputado Estácio Sotto Maior, praticada no prédio da Câmara dos Deputados; no fim dos anos 70, defendeu Doca Street, assassino confesso de Ângela Diniz causando grande polêmica e foi assunto em todo o país; nos anos 90, atuou como advogado de acusação subindo à tribuna do Senado para lutar contra o então presidente Fernando Collor de Melo; impetrações inúmeras de habeas-corpus perante o Supremo Tribunal Federal; durante o regime militar, como Ministro do Supremo Tribunal Federal, ?julgou e participou dos julgamentos de mais de uma centena de casos de presos políticos, os governadores Mauro Borges, Plínio Coelho, Seixas Dória, Miguel Arraes, os professores Vieira Neto, Sérgio Cidade de Rezende, escritores, jornalistas e intelectuais, como Caio Prado Júnior, Niomar Muniz Sodré, Enio Silveira e muitos e muitos outros?; em abril de 2000, defendeu o ?Líder dos Sem Terra?, José Rainha Júnior, em processo no Tribunal do Júri de Vitória (ES), que havia sido acusado de homicídio de um fazendeiro e um oficial militar, ocorrido na cidade de Pedro Canário, sendo o réu absolvido nesse segundo julgamento.

Durante o regime militar o seu irmão Raul Lins e Silva, companheiro de escritório, filiado ao Partido Comunista, um dos mais visados pela repressão, teve o local de trabalho varejado pela Polícia e foi preso.

Depois Raul, com seu filho Técio Lins e Silva ainda estudante de Direito e depois advogado, defendeu os perseguidos pela ditadura militar de 1964 até 1980. Infelizmente Raul veio falecer prematuramente no ano de 1968.

A esposa do Dr. Evandro Lins e Silva, Sra. Maria Luisa Konder (Musa), faleceu no ano de 1984. Tiveram quatro filhos, onze netos e dois bisnetos. Dr. Evandro de Lins e Silva faleceu no Rio de Janeiro, aos 93 anos de idade, ainda lúcido.

O seu lema era: Todos têm direito a defesa. Foi patrono de várias turmas de bacharéis em Direito em todo o País. Proferiu aulas inaugurais e palestras em faculdades de direito em diversos estados brasileiros.

Foi dado o seu nome - Ministro Evandro Lins e Silva - ao Auditório do Juizado Federal de Juiz de Fora (MG).

Tenho em mãos a seguinte cópia de um ?Abaixo Assinado?, do Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba, datado de 23 de junho do corrente ano, com dezenas de assinaturas, dirigido ao Exmo.sr. Prefeito Municipal de Parnaíba, sobre a construção de um Memorial ao renomado jurista:

?Nós, abaixo assinado, moradores da Ilha Grande de Santa Isabel, Município de Parnaíba e demais membros da comunidade, tomando conhecimento da construção de um Memorial ao renomado jurista Evandro Lins e Silva, reivindicamos a Vossa Excelência, na qualidade de Prefeito Municipal de Parnaíba, que o referido Memorial seja construído em terreno situado na Ilha Grande de Santa Isabel, conforme sugerido à OAB Nacional, através da OAB-PI, considerando os seguintes aspectos:

1. O fato do ilustre criminalista Evandro Lins e Silva haver nascido naquela localidade (margem esquerda do Rio Igaraçu);

2. A oportunidade ímpar de a Administração Municipal de Parnaíba enfim prestigiar o povo daquela localidade até então discriminada;

3. Garantir a integridade do Município de Parnaíba, haja vista movimentos emancipatórios que visam anexar ao Município da Ilha Grande do Piauí todo o território da Ilha Grande de Santa Isabel;

4. O ganho para a cidade de Parnaíba (margem direita do Rio Igaraçu) de uma belíssima vista proporcionada pelo Memorial a ser construído?.

Segundo informações recebidas trata-se de uma gigantesca obra a ser construída na Praça de Santo Antônio, o que provocaria descaracterização quase toda da praça que é patrimônio histórico do município, incluso no artigo 217 da Lei Orgânica do Município de Parnaíba:

?Art.217 ? São consideradas áreas do Patrimônio Histórico-Cultural do Município de Parnaíba:

a) a Praça da Graça;
b) a Praça Santo Antônio e o Monumento do Centro Cívico;
c) o Cajueiro de Humberto de Campos;
d) o Espaço Cultural Porto das Barcas?.

Convém aqui citar o art. 216 da referida Lei Orgânica: ?O Município cuidará para que as áreas consideradas, na forma da Lei, Patrimônio Histórico-Cultural do Município, receba a manutenção e o cuidado devido, zelando para que as suas características não sejam depredadas pela ação do desenvolvimento econômico ou devastação irresponsável?. E também o � 2� do artigo 216: ?Qualquer ação do governo ou agente privado que venha a alterar o aspecto físico ou ambiental do Patrimônio Histórico-Cultural do Município, sem prévia autorização do Poder Legislativo será passível de punição de impedimento para o Prefeito, ou pesadas multas, para o agente privado, definidas em lei complementar?. O � 2� ora citado, é de eficácia limitada por aguardar a criação de uma lei do Poder Legislativo Municipal que disponha sobre o patrimônio, podendo no âmbito do Legislativo os pares políticos em comum acordo aprovar as mudanças atropelando a própria lei que protege o patrimônio histórico da cidade.

O Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Parnaíba tem o objetivo de zelar pelo patrimônio histórico, artístico e cultural do município, que é um dever de poder municipal, justificando-se assim o documento encaminhado ao Sr. Prefeito Municipal de Parnaíba. Sempre procurou e procura trabalhar em conjunto com o poder público. A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, ao tratar no título III da Organização do Estado, diz no art. 23: ?É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios: III ? proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos?, e no art. 30: ?Compete aos Municípios: IX ? promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual?.

Faz-se necessário a presença mais ativa da administração municipal na Ilha Grande de Santa Isabel não só para atender as necessidades dos povoados, mas para consolidar a sua presença a fim de evitar que venha a ser no futuro anexada ao Município da Ilha Grande do Piauí, já que existem movimentos emancipatórios nesse sentido.

Dr. Evandro Lins e Silva é merecedor de todas as homenagens que Parnaíba, o Estado do Piauí e o Brasil possa prestar. A construção do Memorial na Ilha Grande de Santa Isabel, próximo da casa onde nasceu não é embelezamento do local, mas o reconhecimento e justa homenagem da cidade e dos moradores do lugar ao seu ilustre filho.


Fonte: http://www.portaldelta.com.br/v3/index.php?module=colunas&block=coluna&IdGeral=52



Igreja Nossa Senhora da Graça - Da Realeza

HISTÓRIA DA IGREJA CATEDRAL

A Igreja Catedral de Parnaíba foi construída no período de 1770 a 1795 pelo português Domingos Dias da Silva e pelo seu filho Simplício Dias da Silva (Fundador da cidade de Parnaíba).

HISTÓRIA DA PARÓQUIA


A Paróquia de N.-Sra da Graça foi criada a 02/03/1805, por D. Luís Homem, 13° Bispo da Diocese do Maranhão (abrangendo as Províncias do Maranhão, Pará e Piauí).

Catedral de Nossa Senhora da Graça: Monumento histórico, com características arquitetônicas no estilo barroco, arcos plenos; duas portas com pedra nobre de Cantaria (Porta principal que ostenta uma rosa de estrela); Arco da Capela do Santíssimo Sacramento com pedra “Lioz”; a pintura do forro não é original; pia batismal de Cantaria; lavado da Sacristia; Altar de Nossa Senhora da Graça foi construído em Parnaíba por João Paulo  Loyne; imagem barroca portuguesa, com pedestal “Rococó”, pintura original; Imagem de São João com o carneirinho e Imagem de Bom Jesus dos Passos pertencentes à família Silva e Miranda Osório. Na Capela do Santíssimo Sacramento encontram-se os restos mortais da família Dias da Silva.








Igreja Nossa Senhora do Rosário - Dos Escravos

Igreja do Rosário: Situada também na Praça da Graça, construção simples mas de grande valor histórico, pois, foi trabalho escravo dedicado a Nossa Senhora do Rosário dos Homens Negros. Construída exclusivamente para que os negros não assistissem as cerimônias religiosas em companhias dos brancos.


Antiguísima

Antiga antes da reforma

Antes da reforma


Atual, após a reforma