My Way - Mars - Gun's... Canções que tocam a minha ALMA (seleção csl)

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

Bebê Globalizado e Fim da Árvore Genealógica

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Bebê Globalizado

Adquira o óvulo em um país, faça a fertilização em outro e contrate a mãe de aluguel num terceiro. Está pronto o seu filho – com muita economia.

Seu celular é made in China. A camiseta foi produzida no Vietnã. O vinho que você bebe veio da Argentina. Se tudo é globalizado, por que o seu filho não pode ser? A nova moda entre os casais que precisam de ajuda ara ter filhos é recorrer a países como índia, Grécia e Pana,á, onde é possível comprar óvulos ou esperma, fazer a inseminação, alugar uma barriga e até fazer o parto. A vantagem é que isso fica bem mais barato e permite realizar legalmente procedimentos que são proibidos em muitos países – como o comércio de óvulos e esperma e a barriga de aluguel remunerada.

O negócio é explorado por empresas como Planet Hospital, cujo site (www.planethospital.com) o cliente pode escolher de qual país virá o óvulo e/ou esperma, onde nascerá o bebê, onde vai morar a mãe de aluguel e até selecionar o sexo da criança. Dos clientes da Planet Hospital, 40%são casais homossexuais que querem ter filhos biológicos. Os outros são casais heterossexuais, geralmente com mais de 40 anos. A prática é legal, mas é vista com maus olhos por alguns cientistas. “Por mais que seja aceitável do ponto de vista médico, isso é exploração da pobreza [da mãe de aluguel]”, diz o especialista em reprodução, Carlos Petta, da Unicamp.



Postado por Isabel Sales. Fonte: Superinteressante, ed. 269.

Fonte II: http://contabilidadefinanceira.blogspot.com/2011/10/bebe-globalizado.html


Agora, um textinho para descontrair:


Fim da árvore genealógica

Vai ser avó de quem?



Mãe, vou casar!

Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?

Não é moça. Vou casar com um moço.. O nome dele é Murilo.

Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?

Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?

Nada, não... Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.

Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...

Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.

Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho.

Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea... E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?

Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.

Tá ! Biscoito... Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?

Por quê ?

Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.

Você acha que o Papai não vai aceitar ?

Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver.. . Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metades com bigode.

Mãe, que besteira ... Hoje em dia .... Praticamente todos os meus amigos são gays.
Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
A Bel já tá namorando.

A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?

Uma tal de Veruska.

Como ?

Veruska...

Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.

Mãe !!!...

Tá.., tá..., tudo bem...Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto ..

Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.

Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?

Quando ele era hétero... A Veruska.

Que Veruska ?

Namorada da Bel...

"Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã . Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...

É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero...

De quem ?

Da Bel.

Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito.

Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska.
Isso.

Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.

Em termos...

A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.

Por aí...

Por outro lado, a Bel....,além de mãe, é tia... Ou tio... Porque é tua irmã.

Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vaitrocar...

Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.

Exato!

Agora eu entendi ! Agora eu realmente entendi...

Entendeu o quê?

Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!

Que swing, mãe ?!!....

É swing, sim ! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra.....

Mas...

Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio..

A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...

Sei !!! ... E quando elas quiserem ter filhos...

Nós ajudamos.

Quer saber ? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero,o espermatozóide. .. A única coisa que eu entendi é que...

Que.... ?

Fazer árvore genealógica daqui pra frente... de que jeito ......

onde fica os valores morais da família ..... onde fica os ensinamentos de Cristo .....

Thiago Gigo Pereira

http://www.inteligenciaparaavida.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Cesária ou Parto Normal?

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É possível reduzir a taxa
de cesarianas no Brasil ?

Dr. Wladimir Taborda / Dr. Tenílson Amaral de Oliveira – Departamento de Perinatologia do Hospital Albert Einstein


Estima-se que um de cada 3 nascimentos no Brasil ocorra por cesariana. De acordo com o Ministério da Saúde a taxa de nosso país foi de 38% em 2001, muito superior à registrada nos Estados Unidos [20,8%], Inglaterra [19%], Escócia [18%] e Irlanda do Sul [9%], sendo considerada uma das maiores do mundo. De fato, a Organização Mundial de Saúde [OMS] reconhece que não existem benefícios para a saúde das mães e dos recém-nascidos com taxas de cesáreas superiores a 15%.


Porque então temos uma incidência de cesariana tão elevada no Brasil? Esta resposta é complexa e envolve múltiplos fatores, inclusive sócio-demograficos.


Os dados de 2001 do Ministério da Saúde revelam que as taxas de cesárea podem variar consideravelmente entre as diferentes regiões do país e também de acordo com a natureza do prestador do serviço médico, se público ou privado. Assim, a Região Nordeste registrou uma taxa de cesariana de 25,6% em contraste com a região Sudeste com 45,9%. Amapá e Sergipe apresentaram os menores índices nacionais de cesárea com 15,4% e 20,7%, respectivamente. São Paulo, com 47,9% e Rio de Janeiro com 48%, obtiveram os maiores índices no país. Embora aparentemente os estados mais ricos registrem mais cesarianas, podemos encontrar exceções: Rondônia tem 40,4% de cesáreas, aproximadamente a mesma incidência de Santa Catarina (40,1%). As variações também ocorrem dentro do próprio estado. Em São Paulo capital a incidência foi de 46,6% e em Campinas de 68,6%. Essas diferenças revelam que além de situação sócio-econômica, outras variáveis relacionadas à prática profissional e cultura local estão envolvidas.


Estima-se que cerca de 13% da população do Brasil tem planos privados de saúde (medicina de grupo, cooperativa, auto-gestão e seguradoras), concentrada principalmente na região sudeste, o que justificaria parcialmente o maior número de cesarianas da região. De fato, em hospitais privados de São Paulo a incidência de cesariana é raramente inferior a 50%, chegando a 90% em algumas instituições em contraste com os 25% habitualmente praticados em hospitais que atendem ao SUS.


Muitos são os fatores alegados para esta avalanche de cesarianas em hospitais privados: segurança com as técnicas cirúrgicas modernas, falta de tempo por parte da equipe médica em permanecer até 8 horas aguardando um parto normal, médicos com agendas muito cheias de compromissos no consultório particular, nas universidades ou na vida privada são exemplos comuns. As pacientes menos informadas também referem medo da dor do parto, receio de ficar com a vagina alargada pela passagem do bebê e risco de problemas com o bebê na hora do nascimento, como justificativas pela opção por cesariana. Muitos médicos ao invés de desmistificarem estes aspectos, preferem simplesmente marcar uma data conveniente para a família e para si próprios.


Atualmente observamos alguns hospitais privados investindo na organização do atendimento a parturiente, com ênfase no atendimento multidisciplinar e humanizado, como estratégia para reduzir as intervenções desnecessárias, que resultam em partos cesárea.


As evidências científicas acumuladas sobre este tema revelam o benefício do acompanhante (geralmente o pai) durante o trabalho de parto e exigem a revisão de práticas obstétricas ainda consideradas rotineiras e nem sempre benéficas (como a raspagem de pelos pubianos, a ruptura artificial da bolsa e a incisão na vagina, episiotomia). Além disso, a participação sistemática da enfermeira obstetra – tradicionalmente menos intervencionista que o médico - e a disponibilidade de quartos de parto especiais, denominados Labor and Delivery Room (LDR), representam práticas de incentivo ao parto vaginal em hospitais privados e públicos.


A experiência da Maternidade Albert Einstein, por exemplo, revela que a taxa de cesárea foi de 18% entre as 239 parturientes que optaram pelo LDR entre abril de 2000 e junho de 2001, tendo ocorrido 195 partos normais neste grupo de pacientes.


Todos estes aspectos demonstram que existe oportunidade para a redução segura das taxas de cesariana no Brasil. O fator decisivo é a prática médica. A mudança de atitude e a motivação de pacientes, familiares e profissionais, são os mais importantes. Existe experiência internacional bem sucedida capaz de reduzir a incidência de cesárea. A educação e a revisão da prática profissional apresentam êxito em centros internacionais onde foi implantada, especialmente a segunda opinião sobre a indicação da cesariana. Esses relatos comprovam que a redução foi obtida sem elevação na morbidade e mortalidade de mães e recém-nascidos. A educação pré-natal diminuiu a ansiedade e reforçou a defesa do parto vaginal. Além disso, estabeleceu-se conduta uniforme para o trabalho de parto com o objetivo de encorajar um processo de decisão consistente, baseado em protocolos de assistência ao parto. Acreditamos que o componente mais importante para o sucesso é o compromisso das instituições de saúde e a motivação dos médicos para empreender uma mudança em sua prática clínica.


As taxas nacionais de cesariana permanecem muito mais elevadas do que a ciência ou a prudência pode justificar. As dificuldades residem na obtenção de reduções seguras, apoiadas nas melhores evidências científicas disponíveis para atingir este objetivo.


 

Doula



O que são Doulas?

Antes de a mãe ficar por dentro das características da “companheira” Doula, vamos saber o significa o termo “doulas”. A palavra "doula" vem do grego "mulher que serve".

Nos dias de hoje essa palavra serve para denominar as acompanhantes de parto que oferecem suporte afetivo, físico, emocional e de conhecimento para as mulheres. Esse suporte pode ser dado antes, durante e depois do parto.

Antigamente os partos eram realizados pelas parteiras que cuidavam da mulher em todos os aspectos. Hoje os partos são feitos em hospitais com uma equipe especializada. Obstetras que têm a função de fazer o parto, pediatra para avaliar a saúde do bebê, a enfermeira e auxiliares que devem auxiliar os médicos para que nada falte e atender as outras mulheres também. E quem oferece assistência à mulher que está dando à luz?

Esse é o papel da Doula, atender as necessidades da mulher. O ambiente hospitalar e as pessoas desconhecidas geram na mulher medo, dor e ansiedade na hora do parto. A Doula então oferece todo apoio afetivo e emocional para que a mulher sinta-se segura e tranqüila para um dos grandes momentos da sua vida: o nascimento do seu filho.

A Doula antes do parto ajuda a mulher e o seu companheiro a refletirem e escolherem suas opções para o parto, explicando os diferentes tipos, as vantagens e desvantagens de cada um, as intervenções que podem ser realizadas e prepara a mulher para quando chegar a hora do parto.

Durante o trabalho de parto, a Doula serve como uma ponte entre os complicados termos médicos e a parturiente, oferece massagens, ajuda a parturiente a encontrar posições mais confortáveis para o trabalho de parto, mostra formas eficientes de respiração e propõe medidas naturais que podem aliviar as dores, como banhos, massagens e relaxamento.

A Doula não substitui o acompanhante. Ela também dá suporte e orienta o acompanhante a oferecer apoio e conforto à mulher, mostrando como ser útil e não ficar perdido na assistência a mulher, o que normalmente ocorre.

No parto cesárea, a Doula também se faz importante, pois continua dando apoio, conforto e ajudando a mulher a relaxar durante a cirurgia. Depois do parto, a Doula oferece assistência e apoio em relação aos cuidados pós parto, à amamentação e cuidados com o bebê.

Não é função da Doula realizar qualquer procedimento médico, como fazer exames, aferir pressão ou administrar medicamentos e cuidar da saúde do bebê. Ela oferece segurança, tranqüilidade e conhecimento para um parto seguro e não substitui nenhum profissional envolvido na assistência ao parto.

Pesquisas mostram que o parto em que uma Doula está presente tende a ser mais rápido e necessitar de menos intervenções médicas. Algumas vantagens em se ter uma

Doula na hora do parto:

· Diminui o uso do fórceps em 40%
· Diminui a incidência de infecção
· Diminui insegurança da mãe, ocasionando um maior autocontrole e menos dor
· Reduz do risco da depressão pós-parto
· Sucesso na amamentação
· Maior auto estima da mamãe
· Maior satisfação com relação ao parto
· Alta mais rápida do bebê
· Poucas admissões nos berçários de cuidados especiais (UTI neonatal)
· Diminui as taxas de cesárea em 50%
· Diminui a duração do trabalho de parto em 20%
· Diminui o uso da Ocitocina (indução de parto) em 40%
· Diminui os pedidos de anestesia em 60%
· Diminui o tempo de internação, possibilitando uma maior rotatividade de leitos.
· Economia quanto ao uso de medicamentos (ocitocina, anestésicos, etc).