My Way - Mars - Gun's... Canções que tocam a minha ALMA (seleção csl)

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Carlos Drummond de Andrade


                              Não sei porque, este texto em forma de Poesia, faz com que eu me comova.

                              Descobri! Somos todos a representação de um "JOSÉ".

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JOSÉ

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?
Carlos Drummond de Andrade

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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Sonetilha Existencial

Texto integral de csl, a parte a citacao do poema:

"O homem lúcido me espanta
mas gosto dele na lírica.
A verdade metafísica
modela o verbo e a garganta.
O homem lúcido verifica
que a existência não se estanca
põe a baba ao pé da planta
eis que a planta frutifica.
O homem lúcido como quer,
seja lá onde estiver
ele está, sem aquarela.
Sabe que a vida é viscosa
sabe que entre a náusea e a rosa
foi que a ostra faz a pérola".


Altino Caixeta de Castro

                             
                              (csl)  Estudando direito, debruço-me sobre a eloquente tecnicidade necessária, a julgar, a elucubrar, mas convenço-me, que o que o magistrado menos precisa saber para decidir sobre um determinado feito, é efetivamente a técnica do direito, e sim, ele precisa ser culto, transitar pela filosofia, pelo sentido das palavras, conhecer a sociedade onde vive, e enxergar muito mais que a letra fria da lei.

                                      Decisões devem ser tomadas friamente, sem o clamor da população, sem a pressão política, deve se ter "culhões" desculpa ser grosseiro, mas deve se ter sim, pois decidir, independente de agradar os outros, e sim, do seu livre conhecimento e convencimento, por mais que a repercussão possa ser estrondosa, não importa para mim, o que pensam os outros, importa o quanto dediquei-me a estudar os autos do processo, onde minados estavam, e eivados de pensamentos cravados pelas palavras ali expostas, subsidiadas por provas, se não provas, então decide-se em cima do que ali foi apresentado.

                                      O ser humano é falho, sempre será, mas para isso existe o próximo, para corrigi-lo, ou não como dizia Caetano Veloso.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Bom Dia!


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                                   Não há o que possa expressar melhor a beleza, a sensibilidade, senão as flores e as mulheres. (csl)
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Pablo Neruda - Tu eras também uma pequena folha

Tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
O vento da vida pôs-te ali.
A princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.

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