"Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,depende de quando e como você me vê passar." Clarice Lispector -- Decifra-me, com certeza se surpreenderá!
My Way - Mars - Gun's... Canções que tocam a minha ALMA (seleção csl)
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador filmes. Mostrar todas as postagens
domingo, 27 de maio de 2012
No fim do Arco irís... - Como Se Fosse A Primeira Vez
.
.
Marcadores:
Amor,
Clipes Preferidos CSL,
Como se fosse a primeira vez,
filmes
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Jennifer Aniston - Parabéns - 11/02/2012
Marcadores:
Cinema,
filmes,
Jennifer Aniston
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
O Menino do Pijama Listrado
.
. (csl) Ontem assisti este filme (O Menino do Pijama Listrado). A história passa em 1942 na 2a. Guerra Mundial.
Sinopse (Livraria Cultura):
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
Por: Geo Euzebio 12/12/2008
Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1492
. (csl) Ontem assisti este filme (O Menino do Pijama Listrado). A história passa em 1942 na 2a. Guerra Mundial.
Recomendo. Oportunamente comentarei e abaixo a sinopse e uma crítica de um site que considerei apropriada, quando digo crítica, sabem não! Não é no sentido de criticar necessariamente e sim, do ponto de vista de um crítico sobre cinema. Também tenho o meu ponto de vista, que as vezes exponho, as vezes não, agora esta muito corrido aqui no meu trabalho, na minha nova vida de casado, sem tempo para algumas coisas, embora eu tenho para comigo que sempre encontramos tempo para as coisas que realmente consideramos/julgamos importantes, pois bem o blog é importante para mim, por isso sempre passo por aqui e acabo atualizando, talvez não da forma efetiva como eu gostaria, mas vou tentando. (csl)
Sinopse (Livraria Cultura):
Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus. Também não faz ideia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga. Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel, um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. 'O menino do pijama listrado' é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.
Crítica (Cineplayers):
Retratando os horrores dos campos de concentração nazistas, filme retira cada um de seus clichês do sem número de filmes que já trataram do assunto.
Holocausto, segundo o dicionário Houaiss, é palavra utilizada pela primeira vez no século XIV e diz respeito a um sacrifício hebreu que consistia em queimar-se inteiramente a vítima. Por sua vez a história contemporânea tratou de resignificá-la ao nomear a barbárie do extermínio judeu empreendido pelo fascismo hitlerista, fazendo alusão aos modos utilizados nesse assassinato em massa. E apesar de não ser este o espaço apropriado pra aprofundar a discussão sobre essas escolhas, a dúvida que fica, transcorridos mais de 60 anos desde o episódio, é pensar porque o cinema insiste em esgarçar a possibilidade de olhares sobre o tema já que mesmo com tal diversidade de pontos de vista o holocausto corre o risco não de ser analisado, mas de banalizar-se pelo excesso.
O enfoque maior de O Menino do Pijama Listrado talvez não seja necessariamente o episódio que narra, mas o tema maior da intolerância étnica que tem voltado a ser tornar um problema tão sério que já não pode deixar de ser discutido. No entanto a maneira como se constrói a narrativa e os elementos utilizados para encadeá-la, esvaziam sua intenção e deixam o produto final com cara de mais do mesmo.
Mas falemos do filme antes de prosseguir: Bruno (Asa Butterfield) é um garoto de oito anos que vive sua vida feliz ao lado da família, até que o pai (David Thewlis), que é oficial do reich alemão, é transferido pra uma tarefa no interior e leva a família toda. Deslocado, Bruno precisa se relacionar com o novo e, para o bem ou para o mal, o novo é um campo de extermínio nos fundos da sua nova casa-prisão. Curioso, o menino se aproxima cada vez mais daquela suposta fazenda em que todos vestem pijamas. E lá ele começa a aprender sobre os jogos políticos que envolvem as sociedades e desconstrói o mito do judeu como bode expiatório de vários defeitos intrínsecos aos seres humanos quando conhece Shmuel (Jack Scanlon), que na metáfora mais óbvia, é um duplo de Bruno, menino da mesma idade que vive do outro lado da cerca que demarca o problema. Ali eles estabelecem essa relação como reflexo num espelho quebrado, em que de um lado existe o arquétipo pronto da vida no quadrante correto, e no outro a expressão de todos os problemas desse quadrante expostos em cada detalhe: no dente cariado, no cabelo raspado, em tudo o tal menino do pijama listrado é o mesmo que Bruno, só que do lado errado da cerca.
Apelando para o estreitamento desse laço de amizade, a ação carrega Bruno até o último limite da sua curiosidade: estar dentro da cerca com Shmuel. O final dele é previsível e existe uma espécie de letreiro de neon piscando desde o começo do filme, nos preparando e dizendo que esse final não é bom, tanto pra Bruno como para Shmuel, e a cena dos garotos se dando as mãos e finalmente apagando as supostas diferenças que os separam faz dos dois uma coisa só, sem com isso problematizar a questão. A docilidade do menininho judeu que perdoa uma traição grosseira do seu amiguinho alemão é outra falha nesse processo e tira a chance que o filme teria de dar mais nuances a essa relação.
Enfim, há uma mensagem interessante que fica esmagada sob as botas grosseiras que Shmuel usa como parte do uniforme. E não fica claro se essa mensagem fica obscurecida pelo uso de um exemplo cinematograficamente já tão usado como ponto para outras discussões ou se houve uma preguiça em problematizar melhor essa história que o escritor John Boyne construiu como um romance e que David Heyman, o produtor responsável também pela franquia Harry Potter, resolveu levar para o cinema.
As intenções sobre uma produção como essa no geral nunca ficam muito claras, mas se estamos aqui para falar da sensibilidade que o filme aponta o que sobra é um melodrama previsível. Pena para Bruno e Shmuel que são sacrificados em nome de um discurso que não conseguem fazer entender, assim como o próprio episódio que escolheram para dar luz a essa questão.
Por: Geo Euzebio 12/12/2008
Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=1492
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Passivo a Descoberto, Maquiagem Contábil - MARGIN CALL
.
.
Por Régis Trigo, em 10/12/2011
Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=2310
.
. (csl) Passivo a Descoberto, traduzindo ter um passivo maior que o seu ativo, resumindo se a equacao for esta nao podera honrar os seus compromissos. Maquiagem Contábil, praticamente contar algo no balanco que não é uma verdade, a exemplo de dizer que tem mais a receber do que efetivamente tem, logo gerando para o mercado uma suposicao que a empresa esta bem, quando na realidade estes valores a receber nao existem pois sao maquiados por contabilizacoes falsas.
Farra contábil, falta de escrupulos dos gestores e ganância, assim se resume o filme que assisti este final de semana, o que como Contador, ou seja, a minha profissao é perfeitamente compreensível tudo o que lá aconteceu, não é possível nao fazer mencao ao case apresentado estar relacionado a um dos maiores bancos Lehman Brothers, forte que nem um castelo de areia.
Banco Nacional, Santos, Panamericano, Bamerindus, Banestado entre outros, nao necessariamente tem a unidade como banco de investimentos, mas o modus operandi foi identico.
A história se repete, fatos identicos, apenas personagens diferentes, o pior cego é aquele que não quer ver. Ser contador é maravilhoso, pois em terra de cego, quem tenho olho é REI.
Abaixo uma crítica de um crítico que eu gosto de ler, senão vejamos: (csl)
Derivativos. Sub-prime. Empréstimos hipotecários. Bolha imobiliária. Lehman & Brothers. Bank of America. Merrill Lynch. Até agosto e setembro de 2008, para quem não atuasse diretamente no mercado financeiro, essas palavras não significavam absolutamente nada. A partir dessa data, elas passaram a ser termos corriqueiros no dia a dia das pessoas. Só se falava nisso, dos telejornais até as conversas de bar. A quebradeira de grandes e tradicionais bancos de investimento americanos pegou o mundo de surpresa. Quando o Governo Bush foi olhar o estrago já era tarde e a economia americana, antes toda poderosa, estava a um passo da insolvência. Os EUA reviviam o crash da bolsa de 1929. De uma hora para outra, o dinheiro secou e o receio de uma inadimplência geral se alastrou rapidamente pelas demais economias. O Planeta Terra estava definitivamente menor.
Com a história passando diante dos nossos olhos, era natural que Hollywood abordasse o assunto mais cedo ou mais tarde. De 2008 para cá, no entanto, a produção americana a este respeito se limitou aos documentários Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story, 2009), de Michael Moore, e Trabalho Interno (Inside Job, 2010), de Charles Fergunson, este último vencedor do Oscar na categoria. Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call, 2011) é a primeira tentativa de enfrentar o tema pelo caminho da ficção. A empreitada ficou ao encargo do jovem J. C. Chandor. Com um roteiro também de sua autoria, resultado das experiências que viu e ouviu de seu pai, corretor de bolsa por vários anos, e à frente de um elenco incrivelmente talentoso, Margin Call se torna uma das melhores surpresas de 2011.
Ano: 2008. Cidade: Nova York. Endereço: Wall Street. Incrustrado no centro nervoso das negociações financeiras de uma das maiores megalópoles do mundo, somos levados ao interior de uma firma de investimentos. Não sabemos o nome da companhia, mas dá para perceber que o clima no ar é tenso. De uma hora para a outra, os corredores da empresa são invadidos por temíveis executivos, de saias e paletós. Carregam consigo laptops, pastas, relatórios e... más notícias. Nas próximas horas, eles terão que comunicar a demissão de 80% dos funcionários do local. São tantas as pessoas a serem contatadas, que o trabalho tem que ser rápido, objetivo, parecido com o que o personagem de George Clooney fazia em Amor Sem Escalas (Up in the Air, 2009), só que pior. Dentre os escolhidos, está Eric Dale (Stanley Tucci), gerente de avaliação de risco. Apesar de integrar os quadros da corporação há vários, seu desligamento é impiedoso. A partir daquele instante, a senha de acesso ao seu computador está bloqueada. E seu celular, desativado. A única coisa que lhe resta é retirar os objetos pessoais da sua mesa e sair do prédio, ainda assim escoltado por um segurança. Antes de sair, porém, Eric entrega um pen-drive a um de seus subordinados, Peter Sullivan (Zachary Quinto), que contém determinadas anotações nas quais ele vinha trabalhando. Eric pede que Sullivan dê uma olhada naquilo sem antes recomendar: “tome cuidado”.
Naquele mesma noite, enquanto os que se salvaram da degola vão encher a cara na balada, Sullivan aprofunda os cálculos de Eric e chega a uma terrível conclusão: a empresa estava atuando além dos limites de risco aceitáveis para determinadas operações hipotecárias, o que criava uma potencial passivo contábil maior que o seu próprio capital social. Em termos práticos, a persistir aquele cenário e considerando uma possível inadimplência dos seus clientes, a companhia não teria capacidade financeira para honrar com seus compromissos. Daí para a falência seria um passo.
O alerta geral é dado e, rapidamente, os altos escalões da firma são acionados. Em um primeiro momento, Sullivan chama Seth, seu colega mais próximo (Penn Bagdley) e seu chefe imediato, Will Emerson (Paul Bettany). Emerson percebe que a coisa é séria e chama Sam Rogers (Kevin Spacey), que, por sua vez, aciona seu superior Jared Cohen (Simon Baker) e sua assessora Sarah Robertson (Demi Moore). Quando a cúpula percebe a coisa saiu do controle, a solução é chamar o big-boss John Tuld (Jeremy Irons). Durante o espaço de uma madrugada, aquelas cabeças terão que encontrar uma solução para o problema, nem que para isso tenham que sacrificar a empresa, seus funcionários, e o mercado financeiro como um todo.
Margin Call é construído sob a forma de um thriller. A tensão é constante, quase palpável. Nenhum tiro é disparado, não há perseguições de carro, explosões, mortes, muito menos sangue jorrando pela tela. Mesmo assim e, mais que isso, mesmo sabendo o desfecho deste imbróglio na vida real, o público permanece em estado de alerta a cada nova reunião de diretoria, tão nervoso quanto os personagens, curioso e ao mesmo tempo temeroso em saber como aquela enrascada será resolvida.
Não é fácil conseguir esse efeito e os méritos devem ser atribuídos ao roteiro de Chandor. De um lado, ele demonstra ter bom ouvido para os diálogos, todos eles milimetricamente afiados, daqueles em que nenhuma palavra parece ter sido escolhida à toa (repare no duelo verbal travado entre os personagens de Jeremy Irons e Kevin Spacey). De outro, é honesto o suficiente para revelar que o mercado financeiro é um assunto tão complexo que nem mesmo os profissionais do ramo o dominam (Sam, por exemplo, não entende patavina dos gráficos expostos nas telas dos computadores, e Jeremy Irons confessa que o fato de ocupar o cargo mais alto da companhia não tem nada a ver com o seu conhecimento técnico do tema). Tanto é assim que o roteiro faz um humor sobre o fato de Sullivan, a pessoa que descobriu o problema, ser cientista espacial de formação. Chandor mostra também que entende do universo que está falando e revela as agruras e mazelas por trás da profissão.
Por maior que seja o glamour que ela carrega, ao se olhar mais de perto, veremos homens ansiosos (Emerson não consegue parar de mascar o chiclete com nicotina), obcecados por dinheiro (Seth não resiste em perguntar o salário dos seus chefes), fracos (o mesmo Seth chorando no banheiro), e solitários (na hora do aperto Sam recorre à sua ex-esposa). Por fim, Chandor explora bem os elementos visuais, como o clima claustrofóbico das dependências da empresa; a escuridão desesperançosa da madrugada; e a possível redenção que vem com o amanhecer.
Essas características marcantes fazem com que, no formato, Margin Call se distancie de filmes com temática parecida como, por exemplo, Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street: Money Never Sleeps, 2010) e se assemelhe muito mais a O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, 1992), cultuado filme de David Mamet do início dos anos 1990, que também reunia num ambiente fechado diversos corretores de imóveis que tinham por missão fechar um grande negócio. A comparação entre eles mostra que o trato com o dinheiro, seja ele virtual ou de papel, e o respeito pela ética e pelo ser humano não mudou muito nos quase vinte anos que separam ambos os filmes (a única demonstração de afeto em Margin Call é por um cachorro). Tanto faz se na arena estão se digladiando corretores de imóveis ou do mercado financeiro. O que importa é a grana e o último que sair que apague a luz.
Em certo sentido, o roteiro de Margin Call podia render uma boa peça de teatro (não por coincidência, o filme de Mamet era baseado em uma peça de sua autoria). A maioria das cenas são compostas por diálogos entre duas ou três pessoas (as vezes até mais), o que permite uma interação entre eles como se estivessem em um palco. Isso abre espaço para alguns belos monólogos, que servem para que determinados personagens expressem o seu ponto de vista sobre as suas profissões e o mercado financeiro como um todo. Um deles é pertence a Wiil Emerson, ao volante do seu carro topo de linha, quando ele defende o papel dos corretores da bolsa na roda gigante da economia. Mais à frente, Eric Dale ao mesmo Emerson, ambos sentados na calçada, em tom saudosista, que era engenheiro de formação. E, por fim, John Tuld, saboreando um suculento filé mignon, contextualiza historicamente a crise de 2008 e conclui que ela não deixa ser uma turbulência que, como as anteriores, será absorvida pelo mercado e pela passagem do tempo (talvez mais por este do que por aquele).
A opção de filmar o roteiro na forma de thriller e de concentrar a maior parte da trama na véspera do “Dia D” para as bolsas a redor do mundo são todas acertadas, mas dificilmente Margin Call funcionaria sem o seu elenco. O destaque, claro, vai para Kevin Spacey, inegavelmente um grande ator, mas que costuma ser preguiçoso quando o projeto não lhe motiva o suficiente. Aqui ele parece estar de voltar aos cascos, e constrói um personagem mais velho, de aparência cansada, cujo cabelo já começa mostrar algumas manchas brancas, e que alterna momentos de extrema frieza (nos dois discursos que é obrigado a fazer para seus subordinados) e ternura (quando chora a doença da sua cachorra). Jeremy Irons, um ator que nunca foi dos meus preferidos, também rouba a cena na pele do executivo-até-o-último-fio-de-cabelo Tuld. Sua entrada no filme, de helicóptero, às 4:00 da manhã, é triunfal. E a cena em que ele pede que o jovem Sullivan explique os detalhes da crise como se estivesse falando uma criança é brilhante. Completam o time Simon Baker, muito bem como o jovem executivo narcisista, Paul Bettany, sempre subestimado, Stanley Tucci, que acerta no estilo low-key de atuação, e o jovem Zachary Quinto, que combina bem os sentimentos de deslumbramento e medo que tem pela própria profissão.
“Seja o primeiro. Seja o mais inteligente. Ou trapaceie”, diz John Tuld aos seus funcionários, no auge da crise. Infeliz de uma geração que pode ser resumida por esses três avisos. Por isso mesmo, Margin Call é um filme oportuno, que deve ser visto e compreendido como um recado para uma sociedade que se julga sem limites, acima do bem e do mal, e que vê no dinheiro um fim em si mesmo. Ainda dá tempo de mudar.
Com a história passando diante dos nossos olhos, era natural que Hollywood abordasse o assunto mais cedo ou mais tarde. De 2008 para cá, no entanto, a produção americana a este respeito se limitou aos documentários Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story, 2009), de Michael Moore, e Trabalho Interno (Inside Job, 2010), de Charles Fergunson, este último vencedor do Oscar na categoria. Margin Call - O Dia Antes do Fim (Margin Call, 2011) é a primeira tentativa de enfrentar o tema pelo caminho da ficção. A empreitada ficou ao encargo do jovem J. C. Chandor. Com um roteiro também de sua autoria, resultado das experiências que viu e ouviu de seu pai, corretor de bolsa por vários anos, e à frente de um elenco incrivelmente talentoso, Margin Call se torna uma das melhores surpresas de 2011.
Ano: 2008. Cidade: Nova York. Endereço: Wall Street. Incrustrado no centro nervoso das negociações financeiras de uma das maiores megalópoles do mundo, somos levados ao interior de uma firma de investimentos. Não sabemos o nome da companhia, mas dá para perceber que o clima no ar é tenso. De uma hora para a outra, os corredores da empresa são invadidos por temíveis executivos, de saias e paletós. Carregam consigo laptops, pastas, relatórios e... más notícias. Nas próximas horas, eles terão que comunicar a demissão de 80% dos funcionários do local. São tantas as pessoas a serem contatadas, que o trabalho tem que ser rápido, objetivo, parecido com o que o personagem de George Clooney fazia em Amor Sem Escalas (Up in the Air, 2009), só que pior. Dentre os escolhidos, está Eric Dale (Stanley Tucci), gerente de avaliação de risco. Apesar de integrar os quadros da corporação há vários, seu desligamento é impiedoso. A partir daquele instante, a senha de acesso ao seu computador está bloqueada. E seu celular, desativado. A única coisa que lhe resta é retirar os objetos pessoais da sua mesa e sair do prédio, ainda assim escoltado por um segurança. Antes de sair, porém, Eric entrega um pen-drive a um de seus subordinados, Peter Sullivan (Zachary Quinto), que contém determinadas anotações nas quais ele vinha trabalhando. Eric pede que Sullivan dê uma olhada naquilo sem antes recomendar: “tome cuidado”.
Naquele mesma noite, enquanto os que se salvaram da degola vão encher a cara na balada, Sullivan aprofunda os cálculos de Eric e chega a uma terrível conclusão: a empresa estava atuando além dos limites de risco aceitáveis para determinadas operações hipotecárias, o que criava uma potencial passivo contábil maior que o seu próprio capital social. Em termos práticos, a persistir aquele cenário e considerando uma possível inadimplência dos seus clientes, a companhia não teria capacidade financeira para honrar com seus compromissos. Daí para a falência seria um passo.
O alerta geral é dado e, rapidamente, os altos escalões da firma são acionados. Em um primeiro momento, Sullivan chama Seth, seu colega mais próximo (Penn Bagdley) e seu chefe imediato, Will Emerson (Paul Bettany). Emerson percebe que a coisa é séria e chama Sam Rogers (Kevin Spacey), que, por sua vez, aciona seu superior Jared Cohen (Simon Baker) e sua assessora Sarah Robertson (Demi Moore). Quando a cúpula percebe a coisa saiu do controle, a solução é chamar o big-boss John Tuld (Jeremy Irons). Durante o espaço de uma madrugada, aquelas cabeças terão que encontrar uma solução para o problema, nem que para isso tenham que sacrificar a empresa, seus funcionários, e o mercado financeiro como um todo.
Margin Call é construído sob a forma de um thriller. A tensão é constante, quase palpável. Nenhum tiro é disparado, não há perseguições de carro, explosões, mortes, muito menos sangue jorrando pela tela. Mesmo assim e, mais que isso, mesmo sabendo o desfecho deste imbróglio na vida real, o público permanece em estado de alerta a cada nova reunião de diretoria, tão nervoso quanto os personagens, curioso e ao mesmo tempo temeroso em saber como aquela enrascada será resolvida.
Não é fácil conseguir esse efeito e os méritos devem ser atribuídos ao roteiro de Chandor. De um lado, ele demonstra ter bom ouvido para os diálogos, todos eles milimetricamente afiados, daqueles em que nenhuma palavra parece ter sido escolhida à toa (repare no duelo verbal travado entre os personagens de Jeremy Irons e Kevin Spacey). De outro, é honesto o suficiente para revelar que o mercado financeiro é um assunto tão complexo que nem mesmo os profissionais do ramo o dominam (Sam, por exemplo, não entende patavina dos gráficos expostos nas telas dos computadores, e Jeremy Irons confessa que o fato de ocupar o cargo mais alto da companhia não tem nada a ver com o seu conhecimento técnico do tema). Tanto é assim que o roteiro faz um humor sobre o fato de Sullivan, a pessoa que descobriu o problema, ser cientista espacial de formação. Chandor mostra também que entende do universo que está falando e revela as agruras e mazelas por trás da profissão.
Por maior que seja o glamour que ela carrega, ao se olhar mais de perto, veremos homens ansiosos (Emerson não consegue parar de mascar o chiclete com nicotina), obcecados por dinheiro (Seth não resiste em perguntar o salário dos seus chefes), fracos (o mesmo Seth chorando no banheiro), e solitários (na hora do aperto Sam recorre à sua ex-esposa). Por fim, Chandor explora bem os elementos visuais, como o clima claustrofóbico das dependências da empresa; a escuridão desesperançosa da madrugada; e a possível redenção que vem com o amanhecer.
Essas características marcantes fazem com que, no formato, Margin Call se distancie de filmes com temática parecida como, por exemplo, Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street: Money Never Sleeps, 2010) e se assemelhe muito mais a O Sucesso a Qualquer Preço (Glengarry Glen Ross, 1992), cultuado filme de David Mamet do início dos anos 1990, que também reunia num ambiente fechado diversos corretores de imóveis que tinham por missão fechar um grande negócio. A comparação entre eles mostra que o trato com o dinheiro, seja ele virtual ou de papel, e o respeito pela ética e pelo ser humano não mudou muito nos quase vinte anos que separam ambos os filmes (a única demonstração de afeto em Margin Call é por um cachorro). Tanto faz se na arena estão se digladiando corretores de imóveis ou do mercado financeiro. O que importa é a grana e o último que sair que apague a luz.
Em certo sentido, o roteiro de Margin Call podia render uma boa peça de teatro (não por coincidência, o filme de Mamet era baseado em uma peça de sua autoria). A maioria das cenas são compostas por diálogos entre duas ou três pessoas (as vezes até mais), o que permite uma interação entre eles como se estivessem em um palco. Isso abre espaço para alguns belos monólogos, que servem para que determinados personagens expressem o seu ponto de vista sobre as suas profissões e o mercado financeiro como um todo. Um deles é pertence a Wiil Emerson, ao volante do seu carro topo de linha, quando ele defende o papel dos corretores da bolsa na roda gigante da economia. Mais à frente, Eric Dale ao mesmo Emerson, ambos sentados na calçada, em tom saudosista, que era engenheiro de formação. E, por fim, John Tuld, saboreando um suculento filé mignon, contextualiza historicamente a crise de 2008 e conclui que ela não deixa ser uma turbulência que, como as anteriores, será absorvida pelo mercado e pela passagem do tempo (talvez mais por este do que por aquele).
A opção de filmar o roteiro na forma de thriller e de concentrar a maior parte da trama na véspera do “Dia D” para as bolsas a redor do mundo são todas acertadas, mas dificilmente Margin Call funcionaria sem o seu elenco. O destaque, claro, vai para Kevin Spacey, inegavelmente um grande ator, mas que costuma ser preguiçoso quando o projeto não lhe motiva o suficiente. Aqui ele parece estar de voltar aos cascos, e constrói um personagem mais velho, de aparência cansada, cujo cabelo já começa mostrar algumas manchas brancas, e que alterna momentos de extrema frieza (nos dois discursos que é obrigado a fazer para seus subordinados) e ternura (quando chora a doença da sua cachorra). Jeremy Irons, um ator que nunca foi dos meus preferidos, também rouba a cena na pele do executivo-até-o-último-fio-de-cabelo Tuld. Sua entrada no filme, de helicóptero, às 4:00 da manhã, é triunfal. E a cena em que ele pede que o jovem Sullivan explique os detalhes da crise como se estivesse falando uma criança é brilhante. Completam o time Simon Baker, muito bem como o jovem executivo narcisista, Paul Bettany, sempre subestimado, Stanley Tucci, que acerta no estilo low-key de atuação, e o jovem Zachary Quinto, que combina bem os sentimentos de deslumbramento e medo que tem pela própria profissão.
“Seja o primeiro. Seja o mais inteligente. Ou trapaceie”, diz John Tuld aos seus funcionários, no auge da crise. Infeliz de uma geração que pode ser resumida por esses três avisos. Por isso mesmo, Margin Call é um filme oportuno, que deve ser visto e compreendido como um recado para uma sociedade que se julga sem limites, acima do bem e do mal, e que vê no dinheiro um fim em si mesmo. Ainda dá tempo de mudar.
Por Régis Trigo, em 10/12/2011
Fonte: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=2310
A Viagem do Peregrino da Alvorada - As Cronicas de Narnia
.
Ser criança no universo de Lewis é imprescindível - independente da leitura que se faça do seu texto, religiosa ou não - e é isso que torna a série no cinema, em seus melhores momentos até agora, tão fácil de assistir. Não há um senso de jornada, as aventuras são episódicas. Ao chegar em Nárnia, os Pevensie reabrem seu baú de "brinquedos" (espadas, arcos, vestes), reassumem "personagens" (seus postos de realeza) e o encantamento com as criaturas antropomórficas é sempre renovado (desta vez é o primo chato dos irmãos que desacredita os monstros).
.
.
(csl) Quando penso em Nárnia, penso em Matrix, algo assim como me transportar para um conto de fadas (Alice no País das Maravilhas), ou um mundo paralelo de ficção, a exemplo de Avatar.
Na 7a. Arte, embora estejamos falando em Arte, o que conta é $$$$, ou seja, a franquia deve apresentar resultado satisfatório, e o que é um resultado satisfatório?
Não basta indicação para o Oscar, elogios do figurino, do protagonista, que a fotografia do filme é excepcional, que os efeitos são isto ou aquilo, enfim resultado satisfatório e se o que eu investi teve o retorno esperado.
A Disney abandonou a franquia Cronicas de Narnia, verdade é que O Leão, a Feiticeira e o Guardaroupa renderam pelo mundo (US$) 800 milhoes de Dolares, já o segundo filme O Principe Caspian, rendeu(US$) 400 milhões de dolares, observando que o primeiro filme custou (US$) 50 milhoes de dolares menos que o primeiro, entao faz algum sentido tal abandono, ou não?! Como diz Caetano (Ah! Descobri que está máxima (jargão) não é do Caetano, ele mesmo falou de quem é, mas quer saber combina mais com ele, a outra pessoa eu não conheço), e por fim tudo que é da Bahia eu amo.
Continuando... Este final de semana assisti também A Viagem do Peregrino da Alvorada, filme lúdico, muito interessante, magia pura.
Como disse, me lembra Matrix, deste lado a realidade , passando pelo guardaroupa, interagindo com o quadro na parede entao surge outro mundo, vou para lá viver uma história e depois volto, literalmente extasiado, pois a aventura é densa, é nervosa e sempre com um maravilhoso fim.
Fiz menção sobre EUSTÁQUIO, observem bem o personagem dele, veja o que ele tem a ver com o Michael de Meia Noite em Paris, assim como o vilão do filme Os Incríveis, que já teci comentários no meu blog (basta pesquisar).
A história precisa de algo que remexa, que incomode, que faça com que as pessoas saiam da zona de conforto, desta forma EUSTÁQUIO era necessário na Trama e foi extremamente útil, assim como Michael, neste caso para percebermos que menos é mais, em muitas situações, como já fiz comentário dele no posto sobre o filme de Paris, assim como o vilão de Os Incriveis, onde o fato de nao darem espaco para a crianca boa, quem sofre bullyng, porque é gordinho ou desengonçado, acaba querendo ser visto, e se para ser visto, ser notado ele tem que ser o vilão, que seja.
Indico o filme, sem mais comentários, abaixo a crítica segundo o que retirei de um site, senão vejamos: (csl)
As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada | Crítica
Terceiro filme da série oferece boa aventura episódica, mas as lições de moral continuam o ponto fraco
Para o leão Aslan, que não esperou o terceiro dia para ressuscitar mas tem autoridade sobre questões de metáfora cristã, o catecismo dos irmãos Pevensie está completo. O que é uma pena, porque a série de filmes As Crônicas de Nárnia, inspirada nos livros de C.S. Lewis, estava começando a engrenar.
Obviamente, como são sete livros e em Hollywood todo eventual sucesso é imediato candidato a ter continuações, o terceiro filme, As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Voyage of the Dawn Treader), não será necessariamente o último. Mas Pedro e Susana, crismados ao final de Príncipe Caspian, não voltam para esta continuação. Edmundo (Skandar Keynes) e Lúcia (Georgie Henley) reassumem o trono dos Pevensie em Nárnia mas também já não são mais crianças.
É como levar os filhos para a praia, tirá-los do aborrecimento da cidade e construir castelos na areia. Nos filmes, a casa na Inglaterra não é exatamente tediosa, existe a Segunda Guerra Mundial do lado de fora, mas ela só serve de estopim para o arco do protagonista (desta vez é Edmundo, cada vez mais um sósia do Kaká, que briga para não ser tratado como criança). Nisso, todos os filmes da série são parecidos. A vantagem de A Viagem do Peregrino da Alvorada é que o espaço para a aventura episódica é bem maior.
Parte-se, afinal, de uma premissa à moda Julio Verne e Robert Louis Stevenson: existe um mar a ser desbravado e cada ilha reserva surpresas diferentes. O filme então comporta pequenos momentos climáticos do começo ao fim; a irritação com a direção burocrata de Michael Apted se dilui diante dessa diversidade. Existe a ameaça maior e sempre presente da Feiticeira Branca, mas ela não é nenhum Voldemorte. A fumacinha verde que a vilã produz até tem seu charme quando vista com uma cópia 3-D convertida do filme, como foi meu caso.
O único problema é que sempre esse descompromissado faz-de-conta tem que vir acompanhado das lições de moral. De certo modo, é incontornável: qualquer aventura de ilha perdida exige que o herói, num ambiente despojado de alternativas, vença seus próprios limites. Mas a forma como os filmes da série apresentam dilemas é muito amadora, às vezes arbitrária. É como se Lewis e seus adaptadores tivessem a ambição de transformar o material leve que têm à disposição em uma reflexão profunda, valorosa, grave e adulta. Não precisamos de outro Harry Potter, precisamos?
Classificando os três Nárnias, então, num critério de lições/diversão, A Viagem do Peregrino da Alvorada fica com a medalha de prata. Não tem a unidade do segundo, cujo equilíbrio entre os dois pólos é o mais próximo do ideal, mas também não castiga o espectador como o primeiro, que é uma verdadeira palmatória em forma de filme.
.
.
Meia Noite em Paris
.
.
por Vinicius Carlos Vieira em 19 de Junho de 2011
.
Fonte: http://www.cinemaqui.com.br/criticas-de-filmes/meia-noite-em-paris
.
(csl) Eu já gostava de Paris, sem conhecê-la, por ouvir falar, por ler, ver imagens, pela imponente e charmosa Torre Eiffel, pelos cafés, em razao dos perfumes que eu amo, sempre amei, sou louco por perfumes. Enfim assistir um filme que apresenta lugares pelos quais acabei de conhecer, em especial ao lado de quem eu amo, me fez ter a certeza que esta cidade é a cidade referência para mim, ou seja, ela é assim como eu esperava, como dizem ela representa algo, já representou para muitas pessoas e pelo jeito sempre representará.
Lógico, não que não exista outros lugares tão lindos e mágicos como Paris, até porque eu não conheço praticamente nada, mas creio que Paris é uma cidade com uma magia indescritível, pois me senti enfeitiçado positivamente quando estive lá.
Este final de semana assisi Meia Noite em Paris. Adorável filme onde o protagonista (Owen Wilson) contracena com a sua bela noiva (Rachel McAdams), que mais dá atençao ao seu amigo (Michael Sheen ), do que a ele que é todo carinhoso com ela e focado com o livro que pretende escrever (seu primeiro romance). Segundo a crítica Michael é um "pseudo intelectual" o que eu assino embaixo, boa descrição para o cidadão, pois não me agrada pessoas que fazem recortes, de sopa de letrinhas querem construir um imagem falsa intelectual, que é efetivamente o que ele demonstra. O Saber não precisa ser exposto voluntariamente, somente quando provocado, do contrário dará um ar de empáfia, ou seja, totalmente desnecessário.
Michael me lembrou EUSTÁQUIO, de outro filme que assisti este final de semana, não no sentido da intelectualidade, mas no sentido de que ele é/foi necessário na trama para ela poder ser desenvolvida, e no caso do EUSTÁQUIO ele foi fundamental (comentários sobre o filme A Viagem do Peregrino da Alvorada em outro post).
Mas é possível perceber que ela gosta dele, mas do jeito dela, sim porque, o grande problema das pessoas é achar que as pessoas tem que gostar de nós do jeito que nós gostamos delas, e as coisas não funcionam assim.
O filme é retratado em dois momentos o atual vivido e o da época mágica onde ele se encontra com pessoas importantes, como o pintor Salvador Dali (saiba mais sobre ele aqui) entre outras pesssoas.
A magia do filme ficou encarregada pela não menos doce e meiga atriz Marion Cotillard, a qual conduziu com leveza todo o "drama". Digo drama porque o protagonista ficou inclinado ao romance ali vivido, contrapondo com a sua situacao na vida real.
Abaixo mais imagens deste maravilhoso filme, o qual indico e vou assistir novamente, bem como a crítica publicada em um site que eu costumo visitar. (csl)
Woody Allen é um cara apaixonado. Por seus filmes, por suas mulheres, pelas cidades em que passa e, mais que tudo, pelo cinema, só isso explica o quanto Meia Noite em Paris é deliciosamente apaixonante.
E talvez seja essa mesma paixão que mova o cineasta novaiorquino a começar seu novo filme deslumbrado pelas belezas da capital francesa, trocando o fundo preto e os créditos iniciais por um verdadeiro tour pela Cidade Luz, como se tivesse a necessidade se redimir da injustiça de não conseguir mostrar tudo aquilo durante seu filme. Ou simplesmente para convidar seu espectador a se apaixonar por aquela cidade como ele parece ter se apaixonado e, consequentemente, seu protagonista.
A bola da vez agora de interpretar a “persona” de Allen é responsabilidade de Owen Wilson, que vive Gil, um roteirista de Hollywood que vai à Paris com a noiva e os sogros e acaba descobrindo uma nova cidade depois das badaladas do início da madrugada. Na verdade, é esse casal que prefere apresentar durante os créditos inicial invés de seu jazz tradicional. Ele romântico, tentando escapar do marasmo artístico dos roteiros descartáveis e escrever seu primeiro romance, inspirado por tudo que Paris representa (e representou), enquanto ela, vivida por Rachel McAdams, prefere não enxergar nada disso, sem conseguir entender qual a obsessão do marido por aquelas cidade (e chuva).
Meia Noite em Paris é então uma história de amor, entre Gil, Allen (e o espectador) e Paris, talvez no sentido figurado, o mais provavelmente não, já que o diretor não se esconde por trás de nenhum simbolismo ou metáfora para levar seu personagem em uma viagem no tempo de volta à Idade de Ouro dessa cidade, durante a década de 20, cheia de escritores, artistas e personalidade que, não sem exagero, deram o ponta-pé inicial para muito do que hoje existe em termos de arte.
Allen então convida seu espectador a participar dessa deliciosa viagem pela boemia da Cidade Luz na companhia dessa grande salada de personagens mais famosos e verdadeiras homenagens que dão uma vida enorme a seu filme e parecem dar as caras como um enorme playground de referências. É impossível não saborear cada linha de diálogo entre Gil e um Ernest Hemingway (Carey Stoll, que na TV é um dos protagonistas da série Lei e Ordem LA) com cara de bêbado suicida, pessimista, galanteador, tétrico e obcecado por sua espingarda de caça.
E Meia Noite em Paris não se esconde porá trás de um lado “pseudo-intelectual”, que nesse caso é irritantemente representado pelo personagem de Michael Sheen (sempre ótimo), amigo de faculdade da noiva de Gil e aparentemente capaz de ser expert em todo e qualquer assunto que exista no mundo. Na realidade Sheen é talvez a mola central dessa artimanha de Allen para criar mais ainda esse protagonista simpático, já que todos a sua volta, aos poucos, se tornam insuportáveis, vazios e céticos, incapazes de viver essas experiências (e se deixarem vivê-las).
É lógico que Allen faz disso um instrumento, uma arma até, contra todos que ainda dão mais valor a uma enciclopédia do que a vontade de viver essas novas experiências. Mais ainda, reafirmando esse “tour mundial” que vem fazendo, saindo de seu habitat em Manhattan, para que seu cinema experimente novos ares, da misteriosa Londres em “Match-Point”, da “caliente” Espanha em “Vicky Christina Barcelona” e agora de toda poesia de Paris.
Assim como seu protagonista (ou o contrário) Allen parece à procura de viver essas experiências e não falar sobre elas como se tivesse lido em um livro, e isso é imprescindível para que “Meia Noite em Paris” seja essa experiência tão apaixonante, já que é fácil se sentir como um companheiro de viagem do diretor nessa viagem.
Mas Allen não se perde nessa paixão, Meia Noite em Paris ainda é, sobretudo, um “filme de Woody Allen”, com um protagonista frágil, pragmáticos, preso em um mundo que parece não aceitá-lo, mas sem medo de deixar suas opiniões ácidas vazarem por esses grandes planos de diálogos. Assim como permite que ele viva essa história de amor fora de época com uma espécie de “musa inspiradora” (a linda Marion Cotillard) de um trio de pintores (Modigliani, Braque e Picasso) com os quais foi amante.
.
Por outro lado, essa “viagem no tempo” dá ainda a chance de Allen zombar da cadeira de vinte mil dólares no presente, ao mesmo tempo em que se permite ver um quadro de Matisse sendo vendido por quinhentos francos, esse tipo único de ironia que sempre se perpetua pela filmografia do diretor e acaba sendo uma verdadeira válvula de escape para que ele possa remexer em mais um monte de assuntos pertinentes. Ou você não percebeu que a família da noiva vai, em plena Paris, ver uma comédia descartável de Hollywood, cujos nomes dos atores nem ao menos são lembrados. E talvez seja isso que Allen mais tenta em sua carreira: mostrar que nem tudo precisa ser descartável para fazer sucesso e ser popular.
Infelizmente, uma discussão que Allen talvez perda, já que na maioria das vezes seus filmes ainda acabem caminhando apenas na borda desse sucesso, o que talvez o faça se sentir como seu personagem na divertida conversa com o trio formado por Man Ray, Salvador Dali (um Adrian Brody incrivelmente interessante, como todo resto do elenco) e Luis Buñuel (que depois, em outro momento, ainda ganha “de brinde” o ponto de partida para seu Anjo Exterminador, mesmo sem entender “por que eles não conseguem sair daquele lugar!”), onde a verdade acaba se perdendo de modo surrealista entre significados existências e rinocerontes. Como se mesmo tentando mostrar o que fazer, sempre alguém acabe “lendo demais” algo que é só feito para ser sentido.
É então que se percebe que Meia Noite em Paris não quer ser simbólico, metafórico, surrealista ou cheio de leituras (como eu já citei), mas sim só contar essa história, juntar esses personagens nessa história de amor e, no final das contas, ter a certeza de que o presente sempre parece insuficiente para quem não tem limites para sonhar e às vezes perceber que a única coisa necessária é esse momento de chuva sobre Paris que (realmente) acaba deixando-a muito mais bonita. E essa impressão, só consegue ser passada realmente por um gênio como Woody Allen que, decididamente, é um cara apaixonado, mais que qualquer coisa, pelo cinema.
Fonte: http://www.cinemaqui.com.br/criticas-de-filmes/meia-noite-em-paris
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
John Joseph Nicholson
.
Um filme chamado"alguém tem ceder", achei bem legal e levinho, vale a pena assistir.
É sobre Harry Sanborn, um velho, que namora uma jovem garota. Durante o que deveria ser um final de semana romântico com sua mais nova conquista, a ninfeta Marin, na casa de praia da mãe dela, Harry sente dores no peito. Ambulância vai, ambulância vem, Harry acaba tendo que ser cuidado pela relutante mãe de Marin, Erica Barry, uma bem sucedida e divorciada dramaturga de Nova York, que inicialmente implica, e muito, com ele.
De repente, e negando tudo o que sempre pensou de mulheres mais velhas, Harry desenvolve mais do que dores no coração por Erica, que tem quase o dobro da idade de suas habituais companhias femininas.
Mas alguns hábitos são difíceis de perder. Quando Harry tem uma leve recaída machista, Julian, seu charmoso médico de trinta e poucos anos aparece e começa a se interessar por Erica. E Harry, que sempre teve as rédeas de seu mundo, descobre na marra um terreno que jamais explorou: as mulheres acima dos 30.
No elenco há Jack Nicholson como Harry Sanborn e Diane Keaton como Erica Barry e Keanu Reeves(Julian).Fonte: CinePop
Carreira : Nicholson começou sua carreira como ator, roteirista e produtor, trabalhando para e com Roger Corman. Isto incluiu sua estréia na tela, em "The Cry Baby Killer" (1958), onde ele fez o papel de um delinqüente juvenil que entra em pânico após atirar em outros dois adolescentes, e "Little Shop of Horrors" (A Pequena Loja de Horrores), onde fez um pequeno papel como um paciente masoquista em um dentista...
Nicholson nasceu no Hospital Bellevue em Nova Iorque e sua mãe, June Frances Nicholson (cujo o nome de solteira era June Nilson), descendente de ingleses e iranianos. June era artista (dançarina) e se envolvera com um homem casado que trabalhava no mesmo meio que ela, o ítalo-americano Donald Furcillo (cujo nome artístico era Donald Rose). Os dois chegaram a se casar em Elkton, Estado de Maryland, em 16 de Outubro de 1936, com Furcillo se tornando bígamo. Furcillo se ofereceu para tomar conta de Jack quando ele nasceu mas a mãe de June, Ethel, insistiu para que o entregasse, pois queria que sua filha continuasse com a carreira de dançarina.
Assim, Jack cresceu acreditando que seus avós John (um decorador de janelas de loja de departamentos em Asbury Park, Nova Jersey) e Ethel May Nicholson, uma cabeleireira e tratadora cosmética, e artista amadora em Neptune, Nova Jersey, eram seus pais.
Ele fez o curso médio em Manasquan High School, onde um prêmio dramático agora leva seu nome, em sua homenagem. Nicholson descobriu que seus pais eram na verdade seus avós, e sua irmã na verdade era sua mãe, apenas em 1974, após ser informado por um jornalista da Time que estava escrevendo sobre ele, enquanto filmava The Fortune. Nesta época, tanto sua mãe quanto sua avó já tinham falecido (em 1963 e 1970).
Jack Nicholson declarou que não sabe quem é seu pai, dizendo que “apenas Ethel e June sabiam, e nunca contaram a ninguém”. Apesar de Donald Furcillo dizer ser pai de Nicholson e ter cometido bigamia ao se casar com June, a biografia de Patrick McGilligan, A Vida de Jack, publicada em dezembro de 1995, afirma que Eddie King, empresário de June, poderia ser o pai, e outras fontes sugeriram que June Nicholson não estava certa sobre quem era o pai.
Jack Nicholson escolheu não fazer um teste de DNA ou procurar saber sobre isso. Apesar de, pessoalmente, Nicholson ser contra o aborto, ele é a favor da liberdade de escolha: “sou muito contrário à minha posição em termos do aborto porque sou realmente contra ele. Não tenho direito a nenhum outro ponto de vista. Minha única emoção é gratidão, literalmente, por minha vida”.
Em sua vida pessoal adulta, Nicholson é notório por ser incapaz de “sossegar”. Sabe-se que ele tem quatro filhos com três diferentes mães, apesar de ter se casado apenas uma vez. Seus filhos são Jennifer Nicholson (com sua agora ex-mulher Sandra Knight), Caleb Goddard (com Susan Anspach, co-estrela em Five Easy Pieces), e Lorraine e Raymond Nicholson (com Rebecca Broussard). Ele foi romanticamente ligado a várias atrizes e modelos por décadas. O relacionamento mais longo de Nicholson durou 17 anos, com a atriz Anjelica Huston, a filha do lendário diretor John Huston.
Filmografia :
2010 - Como Você Sabe
2007 - Antes de Partir (Bucket list, The)
2006 - Os Infiltrados (Departed, The)
2003 - Alguém Tem Que Ceder (Something's gotta give)
2003 - Tratamento de Choque (Anger management)
2002 - As Confissões de Schmidt (About Schmidt)
2001 - A Promessa (Pledge, The)
2000 - Velocity
1997 - Melhor É Impossível (As good as it gets)
1997 - Sangue & Vinho (Blood and Wine)
1996 - Marte Ataca! (Mars atacks!)
1996 - O Entardecer de uma Estrela (Evening star, The)
1995 - Acerto Final (Crossing guard, The)
1994 - Lobo (Wolf)
1992 - Um homem, uma lenda (Hoffa)
1992 - O cão de guarda (Man trouble)
1992 - Questão de Honra (A few good man)
1990 - A Chave do Enigma (Two Jakes, The)
1989 - Batman (Batman)
1987 - Nos Bastidores da Notícia (Broadcast News)
1987 - Ironweed (Ironweed)
1987 - As bruxas de Eastwick (Witches of Eastwick, The)
1986 - A Difícil Arte de Amar (Heartburn)
1985 - A Honra do Poderoso Prizzi (Prizzi's honor)
1983 - Laços de Ternura (Terms of endearment)
1982 - Fronteira da Violência (Border, The)
1981 - Reds (Reds)
1981 - O Destino Bate à sua Porta (Postman always rings twice, The)
1981 - Notre Dame de la croisette
1980 - O Iluminado (Shining, The)
1978 - Com a corda no pescoço (Going' south)
1976 - Duelo de gigantes (Missouri breaks, The)
1976 - O Último Magnata (Last Tycoon, The)
1975 - Um Estranho no Ninho (One flew over the cuckoo's next)
1975 - O Golpe do Baú (Fortune, The)
1975 - Tommy (Tommy)
1975 - Profissão: Repórter (Profession: reporter)
1974 - Chinatown (Chinatown)
1973 - A última missão (Last detail, The)
1972 - King of Marvin Gardens, The
1971 - Ânsia de amar (Carnal knowledge)
1971 - A safe place
1970 - Cada um vive como quer (Five easy places)
1970 - Num dia claro de verão (On a clear day you can see forever)
1970 - Rebeldia violenta (Rebel Rousers, The)
1969 - Sem destino (Easy rider)
1968 - Head
1968 - Busca Alucinada (Psych-out)
1967 - St.'s Valentine day massacre, The
1967 - Hell angels on wheels
1967 - O tiro certo (Shooting, The)
1966 - Flight to fury
1965 - A vingança de um pistoleiro (Ride in the whirlwind)
1964 - Ensigh pulver
1964 - Back Door to Hell
1963 - O corvo (Raven, The)
1963 - Sombras do terror (Terror, The)
1962 - Broken land, The
1960 - Uma vida em pecado (Studs Lonigan)
1960 - Too soon to love
1960 - A pequena loja de horrores (Little shop of horrors, The)
1960 - Wild Ride, The
1958 - Cry baby killer, The
2007 - Antes de Partir (Bucket list, The)
2006 - Os Infiltrados (Departed, The)
2003 - Alguém Tem Que Ceder (Something's gotta give)
2003 - Tratamento de Choque (Anger management)
2002 - As Confissões de Schmidt (About Schmidt)
2001 - A Promessa (Pledge, The)
2000 - Velocity
1997 - Melhor É Impossível (As good as it gets)
1997 - Sangue & Vinho (Blood and Wine)
1996 - Marte Ataca! (Mars atacks!)
1996 - O Entardecer de uma Estrela (Evening star, The)
1995 - Acerto Final (Crossing guard, The)
1994 - Lobo (Wolf)
1992 - Um homem, uma lenda (Hoffa)
1992 - O cão de guarda (Man trouble)
1992 - Questão de Honra (A few good man)
1990 - A Chave do Enigma (Two Jakes, The)
1989 - Batman (Batman)
1987 - Nos Bastidores da Notícia (Broadcast News)
1987 - Ironweed (Ironweed)
1987 - As bruxas de Eastwick (Witches of Eastwick, The)
1986 - A Difícil Arte de Amar (Heartburn)
1985 - A Honra do Poderoso Prizzi (Prizzi's honor)
1983 - Laços de Ternura (Terms of endearment)
1982 - Fronteira da Violência (Border, The)
1981 - Reds (Reds)
1981 - O Destino Bate à sua Porta (Postman always rings twice, The)
1981 - Notre Dame de la croisette
1980 - O Iluminado (Shining, The)
1978 - Com a corda no pescoço (Going' south)
1976 - Duelo de gigantes (Missouri breaks, The)
1976 - O Último Magnata (Last Tycoon, The)
1975 - Um Estranho no Ninho (One flew over the cuckoo's next)
1975 - O Golpe do Baú (Fortune, The)
1975 - Tommy (Tommy)
1975 - Profissão: Repórter (Profession: reporter)
1974 - Chinatown (Chinatown)
1973 - A última missão (Last detail, The)
1972 - King of Marvin Gardens, The
1971 - Ânsia de amar (Carnal knowledge)
1971 - A safe place
1970 - Cada um vive como quer (Five easy places)
1970 - Num dia claro de verão (On a clear day you can see forever)
1970 - Rebeldia violenta (Rebel Rousers, The)
1969 - Sem destino (Easy rider)
1968 - Head
1968 - Busca Alucinada (Psych-out)
1967 - St.'s Valentine day massacre, The
1967 - Hell angels on wheels
1967 - O tiro certo (Shooting, The)
1966 - Flight to fury
1965 - A vingança de um pistoleiro (Ride in the whirlwind)
1964 - Ensigh pulver
1964 - Back Door to Hell
1963 - O corvo (Raven, The)
1963 - Sombras do terror (Terror, The)
1962 - Broken land, The
1960 - Uma vida em pecado (Studs Lonigan)
1960 - Too soon to love
1960 - A pequena loja de horrores (Little shop of horrors, The)
1960 - Wild Ride, The
1958 - Cry baby killer, The
Um filme chamado"alguém tem ceder", achei bem legal e levinho, vale a pena assistir.
É sobre Harry Sanborn, um velho, que namora uma jovem garota. Durante o que deveria ser um final de semana romântico com sua mais nova conquista, a ninfeta Marin, na casa de praia da mãe dela, Harry sente dores no peito. Ambulância vai, ambulância vem, Harry acaba tendo que ser cuidado pela relutante mãe de Marin, Erica Barry, uma bem sucedida e divorciada dramaturga de Nova York, que inicialmente implica, e muito, com ele.
De repente, e negando tudo o que sempre pensou de mulheres mais velhas, Harry desenvolve mais do que dores no coração por Erica, que tem quase o dobro da idade de suas habituais companhias femininas.
Mas alguns hábitos são difíceis de perder. Quando Harry tem uma leve recaída machista, Julian, seu charmoso médico de trinta e poucos anos aparece e começa a se interessar por Erica. E Harry, que sempre teve as rédeas de seu mundo, descobre na marra um terreno que jamais explorou: as mulheres acima dos 30.
No elenco há Jack Nicholson como Harry Sanborn e Diane Keaton como Erica Barry e Keanu Reeves(Julian).
domingo, 25 de setembro de 2011
KEANU CHARLES REEVES
.
.
KEANU REEVES
Keanu Reeves, o galã da realidade virtual traz um grande histórico de relacionamentos infrutíferos dele mesmo e de sua família.
Filho de Patrícia Taylor, corista e estilista inglesa e do geólogo norte americano Samuel Nowlin Reeves Jr, tem uma irmã do primeiro casamento dos seus pais chamada Kim, nascida na Austrália.
Neto paterno de Samuel N. Reeves havaiano e avó Sarah com ascendência chinesa, Keanu Charles Reeves nasceu no dia 2 de setembro de 1964 em Beirute no Líbano, o nome Keanu foi escolhido pelo avô no dia do seu nascimento, com o significado de “brisa fresca sobre as montanhas”.
O casamento de seus pais não foi tão duradouro como esperado, durou em torno de 5 anos e após o fim do casamento a mãe de Keanu, Patrícia se mudou para Nova Iorque e levou os dois filhos juntos, porém era uma mulher muito instável e necessitava de relacionamentos, por mais curtos que eles fossem, dessa forma não demorou muito para que ela embarcasse em outro casamento sem final feliz, casou com Paul Aaron, diretor de Broadway naquela época e todos se mudaram para Toronto, Canadá, onde ele conseguiu sua nacionalidade canadense, porém como esperado o casamento só durou um ano, mesmo depois do divorcio, a família Reeves continuou vivendo naquela cidade, Patricia teria mais dois casamentos, com um promotor de rock, Robert Miller, pai de Karina, meia-irmã, e depois com um dono de um salão de cabeleireiros, Jack Bond. Keanu teve uma meia irmã chamada Emma de outra relação frustrada que sua mãe tivera.
Seus principais interesses eram teatro e hockey, tanto que ficou conhecido no time de hockey como “a parede”, pois jogava na posição de goleiro e não deixava nada passar por entre ele, em determinado momento da carreira e da juventude foi eleito melhor jogador do time e até pensou em seguir carreira profissional, mais logo desistiu.
Sempre um bom aluno, porém sem nenhum diploma, Keanu freqüentou a escola de artes de Toronto, porém foi expulso antes de terminar o curso. Aos 19 anos entrou para o Leah Posluns, escola de teatro da comunidade, onde teve seu primeiro papel profissional na peça chamada Wolfboy de 1984, a peça era audaciosa para a época, com Keanu contracenando com outro autor em cenas provocantes e ousadas, que fizeram um extremo sucesso em Toronto e geraram uma grande polemica em torno da sexualidade do ator, durante essa polemica peça de sucesso, Keanu acaba caindo nas graças do diretor Rob Lowe, que estava no Canadá para filmar um filme sobre o drama do hockey chamado Youngblood, onde Keanu fez sua primeira participação para um grande filme.
Em 1986 resolveu tentar a sorte em Hollywood, onde chegou com apenas USD 3,000 no bolso e ficou um bom tempo na casa do seu ex padrasto Paul Aaron, nessa época ele conseguiu o papel de um jovem defeituoso em Juventude Assassina, em 1988 teve um acidente de moto na qual quebrou varias costelas e ficou de molho um bom tempo. O auge da sua carreira veio em 1994, onde estreou junto com Sandra Bullock o filme Velocidade Máxima, antes tinha feito grandes obras de importantes diretores, entre seus sucessos está O Pequeno Buda de Bertolluci de 1993 e Drácula de Bram Stocker do Copolla 1992, é difícil às pessoas assimilarem hoje o rosto o Neon nesses filmes antigos como O Pequeno Buda.
Mesmo fazendo sucesso a imprensa continuou a especulação encima da sexualidade do ator, fato que o fez se dirigir até a imprensa e alegar ser heterossexual. Da sua vida amorosa pouco se sabe ou quase nada, apenas que em 1999 sua namorada Jennifer Syme perdeu o bebe que ela teria e em 2001 ele falecerá em um acidente de carro. Coisa que deixou Keanu um tanto quanto abalado, fazendo com que ele se afastasse das telas por um tempo e se dedicasse apenas a sua banda Grunge. Vivendo em hotéis e solitário, Keanu se isolou de tudo que envolvia Hollywood e foi nesse momento que recusou o papel em Velocidade Máxima 2, voltando para as telas no filme Caminhando nas Nuvens. Logo após foi escolhido numa grande seleção para fazer o maior papel da sua vida na trilogia Matrix.
Hoje ele vive em Holywood, Califórnia e é uma forte influência na pesquisa da cura do câncer, doença na qual sua irmã Kim sofre.
Filmografia
• 2007 - Nightwatch
• 2006 - O Homem Duplo
• 2006 - Fishing for Moonlight
• 2006 - O Homem Duplo (A Scanner Darkly)
• 2006 - A Casa do Lago (The Lake House)
• 2005 - Constantine (Constantine)
• 2005 - Impulsividade (Thumbsucker)
• 2003 - Alguém Tem Que Ceder (Something's gotta give)
• 2003 - Matrix Revolutions (Matrix Revelations, The)
• 2003 - Matrix Reloaded (Matrix Reloaded, The)
• 2003 - Mayor of Sunset Strip
• 2001 - Hardball - O jogo da Vida (Hardball)
• 2001 - Doce Novembro (Sweet november)
• 2000 - O Observador (Watcher, The)
• 2000 - O Dom da Premonição (Gift, The)
• 2000 - Virando o Jogo (Replacements, The)
• 1999 - Matrix (Matrix, The)
• 1998 - Me and Will
• 1997 - O Advogado do Diabo (Devil's advocate, The)
• 1997 - Sem Limite (Last time I committed suicide, The)
• 1996 - Paixão Bandida (Feeling Minnesota)
• 1996 - Reação em Cadeia (Chain reaction)
• 1995 - Caminhando nas Nuvens (A walk in the clouds)
• 1995 - Johnny Mnemonic - O cyborg do futuro (Johnny Mnemonic)
• 1994 - Velocidade Máxima (Speed)
• 1993 - O Pequeno Buda (Little Budha)
• 1993 - Até as Vaqueiras Ficam Tristes (Even cowgirls get the blues)
• 1993 - Freaklândia - O Parque dos horrores (Freaked)
• 1993 - Muito barulho por nada (Much ado about notting)
• 1992 - Drácula (Bram Stoker's Dracula)
• 1991 - Garotos de Programa (My own private Idaho)
• 1991 - Bill & Ted - Dois Loucos no Tempo (Bill & Ted's Bogus Journey)
• 1991 - Caçadores de Emoção (Point Break)
• 1991 - Providence
• 1990 - Te amarei até te matar (I love you to death)
• 1990 - Tia Júlia e o escrevinhador (Tune in tomorrow...)
• 1989 - O tiro que não saiu pela culatra (Parenthood)
• 1988 - Bill & Ted - Uma aventura fantástica (Bill & Ted's excellent adventure)
• 1988 - Ligações Perigosas (Dangerous liaisons)
• 1988 - Uma noite muito louca (Night before, The)
• 1988 - Para sempre na memória (Permanent record)
• 1988 - O Principe da Pennsylvania (Prince of Pennsylvania, The)
• 1987 - Juventude assassina (River's edge)
• 1986 - Babes in Toyland (TV)
• 1986 - Sindicato da Violência (Act of vengeance - TV)
• 1986 - A Irmandade da justiça (Brotherhood of justice - TV)
• 1986 - Voando para o sucesso (Flying)
• 1986 - Aparências (Under the influence - TV)
• 1986 - Jovem de Novo (Young again - TV)
• 1986 - Veia de campeão (Youngblood)
• 1985 - Letting go (TV)
FILMOGRAFIA "KEANU REEVES"
KEANU REEVES
NOME: Keanu Charles Reeves.
NASCIMENTO: 02/09/1964 - Beirute, Líbano.
NASCIMENTO: 02/09/1964 - Beirute, Líbano.
Filmografia
• 2007 - Nightwatch
• 2006 - Fishing for Moonlight
• 2006 - O Homem Duplo (A Scanner Darkly)
• 2006 - A Casa do Lago (The Lake House)
• 2005 - Constantine (Constantine)
• 2005 - Impulsividade (Thumbsucker)
• 2003 - Alguém Tem Que Ceder (Something's gotta give)
• 2003 - Matrix Revolutions (Matrix Revelations, The)
• 2003 - Matrix Reloaded (Matrix Reloaded, The)
• 2003 - Mayor of Sunset Strip
• 2001 - Hardball - O jogo da Vida (Hardball)
• 2001 - Doce Novembro (Sweet november)
• 2000 - O Observador (Watcher, The)
• 2000 - O Dom da Premonição (Gift, The)
• 2000 - Virando o Jogo (Replacements, The)
• 1999 - Matrix (Matrix, The)
• 1998 - Me and Will
• 1997 - O Advogado do Diabo (Devil's advocate, The)
• 1997 - Sem Limite (Last time I committed suicide, The)
• 1996 - Paixão Bandida (Feeling Minnesota)
• 1996 - Reação em Cadeia (Chain reaction)
• 1995 - Caminhando nas Nuvens (A walk in the clouds)
• 1995 - Johnny Mnemonic - O cyborg do futuro (Johnny Mnemonic)
• 1994 - Velocidade Máxima (Speed)
• 1993 - O Pequeno Buda (Little Budha)
• 1993 - Até as Vaqueiras Ficam Tristes (Even cowgirls get the blues)
• 1993 - Freaklândia - O Parque dos horrores (Freaked)
• 1993 - Muito barulho por nada (Much ado about notting)
• 1992 - Drácula (Bram Stoker's Dracula)
• 1991 - Garotos de Programa (My own private Idaho)
• 1991 - Bill & Ted - Dois Loucos no Tempo (Bill & Ted's Bogus Journey)
• 1991 - Caçadores de Emoção (Point Break)
• 1991 - Providence
• 1990 - Te amarei até te matar (I love you to death)
• 1990 - Tia Júlia e o escrevinhador (Tune in tomorrow...)
• 1989 - O tiro que não saiu pela culatra (Parenthood)
• 1988 - Bill & Ted - Uma aventura fantástica (Bill & Ted's excellent adventure)
• 1988 - Ligações Perigosas (Dangerous liaisons)
• 1988 - Uma noite muito louca (Night before, The)
• 1988 - Para sempre na memória (Permanent record)
• 1988 - O Principe da Pennsylvania (Prince of Pennsylvania, The)
• 1987 - Juventude assassina (River's edge)
• 1986 - Babes in Toyland (TV)
• 1986 - Sindicato da Violência (Act of vengeance - TV)
• 1986 - A Irmandade da justiça (Brotherhood of justice - TV)
• 1986 - Voando para o sucesso (Flying)
• 1986 - Aparências (Under the influence - TV)
• 1986 - Jovem de Novo (Young again - TV)
• 1986 - Veia de campeão (Youngblood)
• 1985 - Letting go (TV)
.
Água para Elefantes
.
.
Texto meu (csl):
.
Texto meu (csl):
(csl) Sabe Keanu Reeves em Alguem tem que ceder ( o charme do médico e a conquista por aquela coroa), sabe Keanu em Matrix, Advogado do Diabo e ainda A Casa do Lago (contracena com a Sandra Bullock), pois bem ROBERT PATTINSON é o oposto dele.
Ouvia falar da saga crepusculo, e ficava me questionando o que tem de bom este filme, ah porque o ator é bonitinho, etc e tal, filme de vampiro, sei lá.
Ok, ok! Ontem 24/09/2011 fui assistir LEMBRANCAS, vi o comercial na Sky, pareceu ser um filme romantico.
Para ajudar o filme nao tinha uma história, embora tenha sido uma producao cara pelos cenarios e lugares apresentados, na minha visao. Nao me prendeu a atencao sequer um segundo positivamente, mas eu fiquei lá atento querendo compreender o sentido do filme.
Nao, de fato nao sou um crítico da 7a. Arte, mas me permito neste espaco manifestar-me no sentido de nao recomendar tal filme.
Como sou teimoso hoje 25/09/2011 (domingo), resolvi assistir um outro filme com o "ator" Pattinson, como tinha uma atriz coadjuvante que na realidade para mim foi a protagonista, a Srta. Reese Witherspoon, conhecida como a Patricinha de Harvard no Filme Legalmente Loira, entre outras atuacoes como E Se fosse Verdade, que atuou com Mark Ruffalo, este ultimo que atuou no filme De Repente 30 (Filme interessante -comédia/romance), entao talvez salvasse o filme a atuacao da Reese.
Pois bem, o filme é romantico, mas nao seria este o Genero na sua essencia, a considerar que o filme aborda temas como o tratamento de animais inadequado, para questoes circences, trata do mundo do circo e apresenta uma atuacao do Pattinson, bem diferente do filme citado anteriomente Lembrancas, ou seja, me surpreendeu, mas esta longe de que eu possa considerá-lo um ator. O filme tem história, é cativante, e tranquilamente possível assisti-lo até o fim.
Após assistir o filme, e ter realizado os meus humildes comentários, passei a pesquisar o que a crítica comentava sobre o mesmo, e de todas que eu li, resolvi postar esta abaixo, foi interessante a forma como foi citado a questao do foco dado ao filme, ele me fez lembrar a questao do Titanic, e ele cita isso, ou seja, o filme Titanic seu viés principal seria a trajédia, mas Cameron, deixou a trajédia como pano de fundo e deu vazao ao ROMANCE entre os dois atores principais, isto fez toda a diferenca, o que o crítico abaixo comenta, foi que o diretor nao explorou a historia como deveria, ficando adstrito ao trio, o que eu vou concordar com ele, passamos entao a ler a crítica: (csl)
Texto de outrem:
Por Vinicius Carlos Vieira em 01 de Maio de 2011
É tremendamente decepcionante ver um filme com o potencial do drama Água para Elefantes dar tão errado apenas pela presunção de que, para emocionar o espectador, só é preciso uma historinha bonitinha. Pois é, muito pelo contrário. Analisando mais friamente ainda, pode-se dizer que, muito provavelmente, tal presunção se crie, justamente, diante de quem teria que ser mais aberto às necessidades de seu filme, o diretor Francis Lawrence.
Vindo de objetivos narrativos completamente distintos em seus filmes anteriores (Constantine e Eu Sou a Lenda), a impressão que fica, é que ele ainda não parece ter a leveza suficiente para encarar uma história tão sensível como essa (que é a adaptação de um Best Seller de 2006 escrito pela canadense Sara Gruen).
Ambos (o livro e o filme) contam a história desse jovem polonês (em um flashback contado por ele, já idoso) que tem uma vida perfeita e programada, em que ele iria se formar na faculdade, virar um veterinário e ser feliz para sempre, mas um acidente de seus pais interrompe tudo isso e ele se vê perdido pelo mundo, sem dinheiro, sem família e sem esperança, até que acaba embarcando (clandestinamente) em um trem e entrando para um circo.
Jacob (que é interpretado na sua juventude pelo galã Robert Pattinson) então se transforma no veterinário da companhia circense, ao mesmo tempo em que se descobre apaixonado pela esposa do dono do circo (Reese Whiterspoon e Cristoph Waltz) e termina por ter que esconder esse amor para impedir uma tragédia.
Na verdade, em um momento Titanic, o velho Jacob (ai sim bem interpretado pelo genial Hal Holbrook) começa essa história contando como ele foi parar no meio dessa famosa tragédia pela qual o tal circo ficou conhecida, e no meio disso acaba contando a história desse amor. E se, logo de início, é impossível fugir da referência, a direção de Lawrence, muito pelo contrário, parece receosa em dar ao seu filme a grandeza de seu primo marítimo: Se James Cameron aproveitou aquele iceberg no caminho de seu navio para contar uma história de amor, Lawrence segue o rumo oposto e parece dar pouca importância para esse mundo maravilhoso que circunda o casal.
No fantástico mundo do circo de Lawrence o melhor é plantar os pés no chão e ficar na companhia desse triangulo amoroso e perder a oportunidade de entrar de cabeça nessa realidade lúdica (como Cameron faz questão de explorar aquele navio). Ainda mais quando o roteiro de Richard LaGrevanese (que escreveu dramas interessantes como P.S. Eu Te amo, O Encantador de Cavalos e As Pontes de Madison) se mostra tão a vontade com a sensibilidade que essa história se permite ter.
Seu Jacob é um personagem sem esperança, quase pessimista com o mundo, mas que acaba dando o primeiro passo para essa nova vida, justamente no lugar mais esperançoso do País, que naquele momento enfrentava uma crise econômica. Se assume um melodrama que, sem dúvida, não quer ser outra coisa a não ser um melodrama, e, se isso pudesse então ajudar Lawrence a ficar a vontade para soltar sua câmera ao redor desse mundo, parece forçá-lo, erroneamente, a criar um ritmo equivocado para seu filme.
Água para Elefantes acaba picotado e desesperado, direto e prático demais, não se deixando levar pela
beleza de algumas de suas tomadas, como o balé dos martelos acertando as estacas ou a tenda do circo ganhando vida, deixando que isso fique pouco tempo diante do espectador. “Enfeiando” um filme que tinha tudo para ser lindo e encantador.
Lawrence parece tão preocupado com esse trio de personagens que não percebe que, diante daquele circo, daquelas pessoas, e daquele momento histórico, todas ferramentas para se desenhar um filme visualmente impecável, estivessem lá, ao alcance de sua mão. De um país em crise sentado vendo aquele “maior espetáculo da Terra” a uma espécie de família composta de gente que, fora daqueles vagões, daquele picadeiro e daquela falsa realidade, tem medo de serem apenas mais um diante da multidão.
O desespero de só olhar para esses três personagens é tão grande, que essas discussões são usadas, única e exclusivamente, para aprofundá-los, mesmo tendo tamanho material humano em mãos. É difícil (ou impossível até) se comover com a morte de dois personagens coadjuvantes, em certo momento do filme (que acabam tendo uma enorme importância para o ato final do filme, mas acabam sendo encaradas como um pequeno flash, meio sem importância) pois, até aquele momento, o peso e a profundidade de suas presenças, tinham sido apenas arranhadas na superfície de sua trama principal.
Quem sai ganhando com esse equilíbrio é Chistoph Waltz, que, na pele do dono do circo (e vilão por definição, e atalho, que é o único que maltrata um animal) acaba sendo deliciosamente trágico, sádico, e apaixonado (tanto por seu circo quanto por sua mulher). Uma profundidade sádica e pesada que dá ao trio a única vida que ele precisa para existir, já que Whiterspoon parece estar ainda no piloto-automático pós Oscar e Pattinson, mesmo esforçado (é preciso dizer), só não perde em antipatia com o público graças a imagem de Holbroock, que permite a todos ver o quão simpático e apaixonante ele irá se tornar.
No fim das contas, Água para Elefantes presume que pode emocionar só com essa história bonita, que, muito embora, ajude bastante a mascarar a falta de criatividade do diretor, ainda assim escorrega em um fim pouco “Titaniesco”, que não impressiona e não percebe a veia épica que tudo aquilo teria. Uma história de amor que acaba dando certo de modo cômodo com a falta de fantasia e ambição visual que Lawrence parece não faltar na hora de comandar vampiros apocalípticos e demônios, mas não consegue alcançar com gente de verdade.
_____________________________________________________________________________________________
Water for Elephants (EUA, 2011), escrito por Richard LaGravenese, a partir do livro de Sara Gruen, dirigido por Francis Lawrence, com Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Chistoph Waltz e Hal Holbrook.
Fonte: http://www.cinemaqui.com.br/criticas-de-filmes/agua-para-elefantes-2
Após assistir o filme, e ter realizado os meus humildes comentários, passei a pesquisar o que a crítica comentava sobre o mesmo, e de todas que eu li, resolvi postar esta abaixo, foi interessante a forma como foi citado a questao do foco dado ao filme, ele me fez lembrar a questao do Titanic, e ele cita isso, ou seja, o filme Titanic seu viés principal seria a trajédia, mas Cameron, deixou a trajédia como pano de fundo e deu vazao ao ROMANCE entre os dois atores principais, isto fez toda a diferenca, o que o crítico abaixo comenta, foi que o diretor nao explorou a historia como deveria, ficando adstrito ao trio, o que eu vou concordar com ele, passamos entao a ler a crítica: (csl)
Texto de outrem:
Por Vinicius Carlos Vieira em 01 de Maio de 2011
É tremendamente decepcionante ver um filme com o potencial do drama Água para Elefantes dar tão errado apenas pela presunção de que, para emocionar o espectador, só é preciso uma historinha bonitinha. Pois é, muito pelo contrário. Analisando mais friamente ainda, pode-se dizer que, muito provavelmente, tal presunção se crie, justamente, diante de quem teria que ser mais aberto às necessidades de seu filme, o diretor Francis Lawrence.
Vindo de objetivos narrativos completamente distintos em seus filmes anteriores (Constantine e Eu Sou a Lenda), a impressão que fica, é que ele ainda não parece ter a leveza suficiente para encarar uma história tão sensível como essa (que é a adaptação de um Best Seller de 2006 escrito pela canadense Sara Gruen).
Ambos (o livro e o filme) contam a história desse jovem polonês (em um flashback contado por ele, já idoso) que tem uma vida perfeita e programada, em que ele iria se formar na faculdade, virar um veterinário e ser feliz para sempre, mas um acidente de seus pais interrompe tudo isso e ele se vê perdido pelo mundo, sem dinheiro, sem família e sem esperança, até que acaba embarcando (clandestinamente) em um trem e entrando para um circo.
Jacob (que é interpretado na sua juventude pelo galã Robert Pattinson) então se transforma no veterinário da companhia circense, ao mesmo tempo em que se descobre apaixonado pela esposa do dono do circo (Reese Whiterspoon e Cristoph Waltz) e termina por ter que esconder esse amor para impedir uma tragédia.
Na verdade, em um momento Titanic, o velho Jacob (ai sim bem interpretado pelo genial Hal Holbrook) começa essa história contando como ele foi parar no meio dessa famosa tragédia pela qual o tal circo ficou conhecida, e no meio disso acaba contando a história desse amor. E se, logo de início, é impossível fugir da referência, a direção de Lawrence, muito pelo contrário, parece receosa em dar ao seu filme a grandeza de seu primo marítimo: Se James Cameron aproveitou aquele iceberg no caminho de seu navio para contar uma história de amor, Lawrence segue o rumo oposto e parece dar pouca importância para esse mundo maravilhoso que circunda o casal.
No fantástico mundo do circo de Lawrence o melhor é plantar os pés no chão e ficar na companhia desse triangulo amoroso e perder a oportunidade de entrar de cabeça nessa realidade lúdica (como Cameron faz questão de explorar aquele navio). Ainda mais quando o roteiro de Richard LaGrevanese (que escreveu dramas interessantes como P.S. Eu Te amo, O Encantador de Cavalos e As Pontes de Madison) se mostra tão a vontade com a sensibilidade que essa história se permite ter.
Seu Jacob é um personagem sem esperança, quase pessimista com o mundo, mas que acaba dando o primeiro passo para essa nova vida, justamente no lugar mais esperançoso do País, que naquele momento enfrentava uma crise econômica. Se assume um melodrama que, sem dúvida, não quer ser outra coisa a não ser um melodrama, e, se isso pudesse então ajudar Lawrence a ficar a vontade para soltar sua câmera ao redor desse mundo, parece forçá-lo, erroneamente, a criar um ritmo equivocado para seu filme.
Água para Elefantes acaba picotado e desesperado, direto e prático demais, não se deixando levar pela
beleza de algumas de suas tomadas, como o balé dos martelos acertando as estacas ou a tenda do circo ganhando vida, deixando que isso fique pouco tempo diante do espectador. “Enfeiando” um filme que tinha tudo para ser lindo e encantador.Lawrence parece tão preocupado com esse trio de personagens que não percebe que, diante daquele circo, daquelas pessoas, e daquele momento histórico, todas ferramentas para se desenhar um filme visualmente impecável, estivessem lá, ao alcance de sua mão. De um país em crise sentado vendo aquele “maior espetáculo da Terra” a uma espécie de família composta de gente que, fora daqueles vagões, daquele picadeiro e daquela falsa realidade, tem medo de serem apenas mais um diante da multidão.
O desespero de só olhar para esses três personagens é tão grande, que essas discussões são usadas, única e exclusivamente, para aprofundá-los, mesmo tendo tamanho material humano em mãos. É difícil (ou impossível até) se comover com a morte de dois personagens coadjuvantes, em certo momento do filme (que acabam tendo uma enorme importância para o ato final do filme, mas acabam sendo encaradas como um pequeno flash, meio sem importância) pois, até aquele momento, o peso e a profundidade de suas presenças, tinham sido apenas arranhadas na superfície de sua trama principal.
Quem sai ganhando com esse equilíbrio é Chistoph Waltz, que, na pele do dono do circo (e vilão por definição, e atalho, que é o único que maltrata um animal) acaba sendo deliciosamente trágico, sádico, e apaixonado (tanto por seu circo quanto por sua mulher). Uma profundidade sádica e pesada que dá ao trio a única vida que ele precisa para existir, já que Whiterspoon parece estar ainda no piloto-automático pós Oscar e Pattinson, mesmo esforçado (é preciso dizer), só não perde em antipatia com o público graças a imagem de Holbroock, que permite a todos ver o quão simpático e apaixonante ele irá se tornar.
No fim das contas, Água para Elefantes presume que pode emocionar só com essa história bonita, que, muito embora, ajude bastante a mascarar a falta de criatividade do diretor, ainda assim escorrega em um fim pouco “Titaniesco”, que não impressiona e não percebe a veia épica que tudo aquilo teria. Uma história de amor que acaba dando certo de modo cômodo com a falta de fantasia e ambição visual que Lawrence parece não faltar na hora de comandar vampiros apocalípticos e demônios, mas não consegue alcançar com gente de verdade.
_____________________________________________________________________________________________
Water for Elephants (EUA, 2011), escrito por Richard LaGravenese, a partir do livro de Sara Gruen, dirigido por Francis Lawrence, com Robert Pattinson, Reese Whiterspoon, Chistoph Waltz e Hal Holbrook.
Fonte: http://www.cinemaqui.com.br/criticas-de-filmes/agua-para-elefantes-2
Assinar:
Postagens (Atom)


















