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domingo, 29 de julho de 2012

Impulsividade, Ausência de conhecimento, Inteligência Emocional, Reação à Ação Invertida

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Texto meu CSL:

            Determinadas pessoas julgam-se corretas, por cumprirem uma cartilha ditada entrelinhas pela sociedade, cunhada via o direito positivo também, uma vez que contempladas diretrizes poderão estar na legislação vigente de nosso país, isto posto cumprem a tabelinha.

            Quando não fazem coisas extras as regras impostas, pensam, mas ao consultar a sua consciência, o medo as retrai, não que perdesse a vontade de se aventurar, mas tolido(a) fica, pois o medo é maior, não vive-se, por medo de errar, esperará para errar em outra vida.

             Em outros momentos ousa fazer aquilo que não está escrito nas regras, dá uma de joão sem braço, e neste momento esquece as regras, e argumenta se questionada, ah! não argumenta, apenas silencia.

             A sociedade critica políticos, critica criminosos, aliás criminosos ela não critica ela sentencia, insurge-se com a insígnia de magistrado e decreta a prisão perpétua, quando não a pena de morte.

              São em média 550 deputados federais, 81 senadores, pessoas suficientes para defender os nossos interesses, mas estão lá boa parte preocupadas com o mensalão e com as falcatruas do Cachoeira e sua bela esposa.




               Bilhões de reais são disperdiçados, seja porque efetivamente são disperçados nao se atribuindo ao valor real dele, gastando-se mais do que deveria na aquisicao de algo, ou porque é direcionado para mãos espúrias.

                 Parcos reais serviriam para atender a necessidade básica de certo povoados existentes aqui nas cidades dos Estados do Nordeste, onde prefeitos de cidades com população desfilam com suas Hilux prateadas, pouco se importando com o povo que o elegeu, aliás o povo nem sabe o que fez, mas ele se elegeu, e ficará por quatro anos assessorado por uma equipe de vereadores que também estão desfilando com as suas Hilux Negras, ao conforto do ar condicionado, pouco se importando para o povinho.

                  Povinho este que se basta com as migalhas oferecidas pelo governo, do assistencialismo que não tem fim, o qual deveria atender um período x, mas não há fiscalização fica-se desta forma entao.

                  Duas coisas, apenas duas coisas se bastaria para resolver o problema de nosso país, mais nada, ou seja:

                    a) Investimento na Educação
                    b) Investimento na Saúde

                     Outro dia vi que o Estado do Piaui, contratou uma empresa de auditoria do Rio de Janeiro, para fazer uma auditoria em suas contas, a considerar que o Estado estava pleiteando um empréstimo no Exterior e uma das exigências, era a transparência fiscal, então correu para atender a demanda, e como sabemos justificada esta a contratacao. Parei para pensar e questionei, qualquer verba a sair dos caixas no governo, seja municipal, estadual ou federal, nao devem estar previamente, obrigatoriamente no orcamento aprovado no ano anterior, ou seja, para que serve o orçamento?

                    Enfim, mas a questao nem é esta, a questão é que o Estado tem a Controladoria do Estado e tem o TCE (Tribunal de Contas do Estado), para que precisamos de uma auditoria de uma empresa privada.

                    Por fim, justifico porque nosso país seria melhor se investíssimos em saude e educacao, pois com educacao o povo saberia se esta ou nao sendo enganado, e com certeza participaria das audiencias publicas para discutir todos os temas que pudessem afetá-los, e por consequencia natural, se é possível ter saude, nada podera conter o homem, saude e conhecimento, o resto é o resto.

                         
Aqui termina o meu posicionamento, e começara abaixo o posicionamento de outrem, com a citação de crédito merecida, afinal me aproprio do meu conhecimento para fazer as minhas exposições, verdade é que mergulho no conhecimento dos outros, para formar a minha opinião, descontituindo conceitos pré-existentes ou complementando-os, dependendo do meu olhar para o tema.

Texto de Outrem:


Teoria do Conhecimento – Green Brasil

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Falar sobre o Conhecimento implica saber das suas limitações. Parece tão simples, porém, levou algum tempo na história da humanidade para se definir algo a esse respeito, e ainda é palco de muitas discussões.

Ao longo da história, a teoria do conhecimento passou por profundos estudos, debates e transformações. “A teoria do conhecimento é uma disciplina filosófica que investiga quais são os problemas decorrentes da relação entre sujeito e objeto do conhecimento verdadeiro”

Uma das primeiras formas pensadas para um modelo do conhecimento foi o Racionalismo, defendido por Platão e considerada uma das correntes mais antigas, vista no pensamento e na razão a fonte principal do conhecimento.

Alguns filósofos como Platino e Santo Agostinho demonstraram uma forma um pouco diferente. Platino, coloca o mundo das idéias nos Nus Cósmico (Espírito do Universo), as idéias já não são um reino de essências existentes por si. O nosso espírito é uma emanação deste Espírito Cósmico. O conhecimento tem lugar recebendo o espírito humano às idéias dos Nus. Esta concepção é caracterizada como uma iluminação. A parte racional da alma é alimentada e iluminada de cima. Já para Santo Agostinho, esta idéia é recolhida e modificada no sentido Cristão. As idéias convertem-se nas idéias criadoras de Deus. O conhecimento tem lugar sendo o espírito humano iluminado por Deus.

Descartes considera haver no ser humano certas noções intuitivas, as quais são como originais, sob cujo padrão forma-se todos os outros conhecimentos.

Assim como Descartes, também seu continuador Leibnitz apresentou outra forma de racionalismo, a teoria das idéias inatas. Segundo ele, é inato ao indivíduo certo número de conceitos, os conceitos fundamentais do conhecimento. Estes, não procedem da experiência, mas representam um patrimônio originário da razão. Uma última forma de racionalismo apresenta-se no século XIX, que distingue a questão da origem psicológica e a do valor lógico, é a idéia da “consciência em geral”, onde o pensamento continua sendo a única parte do conhecimento.

O mérito do racionalismo consiste em ter visto e feito sobressair com energia o significado do fator racional do conhecimento humano. Mas ao fazer do pensamento a fonte única ou própria do conhecimento torna-o exclusivista.

O desenvolvimento sistemático do empirismo é obra da Idade Moderna seu verdadeiro fundador é John Locke. Uma de suas interpretações era; “De onde aprende todos os materiais da razão e do conhecimento? A isso respondo, numa palavra, da experiência” (ARANHA: 1993, p.103).

O Empirismo, por sua vez, opõe-se à tese do racionalismo, nesse caso, a única fonte do conhecimento humano é a experiência. Nele o espírito humano está por natureza, vazio, é uma tábua rasa, uma folha em branco onde a experiência escreve e complementa: “penso não haver mais dúvida que não há princípios práticos com os quais todos os homens concordam e, portanto, nenhum é inato” (LOCKE apud ARANHA: 1993, p. 103).

Todos os nossos conceitos incluindo os mais gerais e abstratos, procedem da experiência. Este conceito foi mais bem desenvolvido por David Hume que dividiu o pensamento de Locke em impressões e idéias. Por impressões, ele entende as vivas sensações que temos quando vemos, ouvimos, tocamos, etc. Por idéias, ele entende as representações da memória e da fantasia e se baseia neste princípio: todas as idéias procedem das impressões e não são nada mais do que cópias destas impressões. Assim, como Locke, Hume também reconhece um conhecimento válido, todos os conceitos, procedem também da experiência, mas as relações existentes entre eles são válidas independentemente de toda a experiência.

Como se vislumbra, o racionalismo e o empirismo são antagônicos. Porém, surgiu oIntelectualismopara tentar a mediação entre eles. Enquanto, que o racionalismo considera o pensamento como a fonte e a base do conhecimento e o empirismo a experiência, o intelectualismo é da opinião que ambos os fatores tomam parte na produção do conhecimento.

Além das representações intuitivas sensíveis, há ainda, os conceitos. Formulando o principio de que a experiência e o pensamento formam justamente a base do conhecimento humano, este ponto de vista já tinha sido desenvolvido na antiguidade por Aristóteles, onde, acreditava que as Idéias são as formas essenciais e núcleo racional das coisas. Representando também, o núcleo racional da coisa. Por meio dos sentidos obtemos imagens perceptivas dos objetos concretos, e isto dá lugar ao entendimento real ou ativo. Esta é recebida logo pelo entendimento virtual ou passivo, e assim se realiza o conhecimento.

Esta teoria por sua vez, também, foi desenvolvida na Idade Média por São Tomás de Aquino que defende a tese que nada existe no intelecto que não tenha estado antes nos sentidos, ele declara, assim como Aristóteles que o primeiro conhecimento é proveniente dos sentidos.

A história da Filosofia apresenta ainda uma segunda tentativa de mediação entre o Racionalismo e o Empirismo: o Apriorismo. Seu fundador foi Kant. Também considerava a experiência e o pensamento como fontes do conhecimento, mas define a relação entre eles, num sentido oposto ao intelectualismo. Nosso conhecimento apresenta, no sentido desta corrente, elementos a priori, independentes da experiência. Seu princípio diz que os conceitos sem as intuições são vazios, as intuições sem os conceitos são cegas.

O intelectualismo deriva do fator racional do empirismo, isto é, os conceitos procedem da experiência. O apriorismo nega, afirmando que o fator apriori não procede da experiência, mas sim do pensamento, da razão.

Se colocarmos o intelectualismo e o apriorismo em relação com as duas posições contrárias entre as quais se pretende medir, descobriremos que o intelectualismo se aproxima do empirismo, o apriorismo do racionalismo. Portanto, podemos considerar que o racionalismo e o empirismo foram duas respostas à questão psicológica do conhecimento humano.
A psicologia demonstra que o conhecimento humano é um cruzamento de conteúdos, de consciência intuitiva e não intuitiva; um produto do fator racional e do fator empírico.

Teoricamente o conhecimento está dividido em quatro formas: conhecimento vulgar: que é vago, incerto, sem plano e subjetivo; conhecimento crítico: é mais planejado, teórico, objetivo, metódico e pode demonstrar as verdades que afirma; conhecimento científico: é certo e traz consigo o valor da certeza baseado na demonstração; conhecimento filosófico: além de apresentar todas as características do conhecimento científico, é mais amplo e universal.

Como vemos o conhecimento é muito discutido e apresentado ao longo do tempo, de várias formas. Portanto, estudar este assunto, é compreender melhor como o ser humano processa o conhecimento.
Mesmo sendo um assunto abordado por séculos, afinal, o que é conhecimento? Como se dá o conhecimento? O que é conhecer algo ou alguma coisa? Por que algumas pessoas conseguem obter conhecimento maior de uma coisa? Será que o ato de conhecer é ter conhecimento? Discutir conhecimento transcende o nosso próprio conhecimento.

Esses foram os grandes desafios na história da humanidade e diante do grande desafio, muitos estudiosos tentaram explicar e entender como se dá o conhecimento, ou seja, como procede o cérebro humano na aquisição e elaboração do conhecimento? Quais são suas origens? Suas possibilidades? Sua extensão e seu valor?
Muitas correntes filosóficas tentaram explicar a origem do conhecimento, porém duas foram muito importantes, o racionalismo e o empirismo, fazendo surgir à principal característica do pensamento moderno, a questão do método, que centraliza no sujeito a questão do conhecimento, tendo como principal preocupação propor e solucionar critérios, maneiras, métodos de que se pode valer o homem para ver se um conhecimento é ou não verdadeiro.

O principal fundador do racionalismo foi René Descartes (1596-1650), considerado o “pai da filosofia moderna”.  O elemento peculiar dessa corrente abordado por este filósofo é o discurso do método e meditação metafísica que converte a dúvida em método (é o ato de converter a dúvida em verdade), isto é, começa a duvidar das afirmações do senso comum, dos argumentos da autoridade, do testemunho dos sentidos, das informações da consciência, das verdades deduzidas pelo raciocínio, da realidade do mundo exterior e da realidade de seu próprio corpo. Por fim, formaliza o célebre pensamento “O cogito”: se duvido, penso; se penso, existo – “” cogito, ergo sim “- penso, logo existo”.

A palavra empirismo vem do grego empeiria, que significa “experiência”. O principal adepto dessa corrente é Francis Bacon (1561-1626), seu lema era “saber é poder”. Faz crítica à lógica aristotélica, opondo ao ideal dedutista a eficiência da indução como método de descoberta.

Outro adepto é John Locke (1632-1704), sua principal reflexão a respeito do conhecimento era saber “qual é a essência, qual a origem, qual o alcance do conhecimento humano”. Locke fez dura crítica às idéias inatas de Descartes, afirmando que a alma é como uma tabula rasa.

A sociedade atual quer cidadãos com capacidade crítica, criativa e com reflexões globalizadas, com novos horizontes e direção para as coisas, visto que o mundo totalmente informatizado requer seres com outras cabeças.

Assim, o desenvolvimento das aptidões necessárias para atender à demanda do mundo moderno requer também o desenvolvimento potencial dos sujeitos, partindo do conhecimento que os indivíduos já trazem consigo inserindo e refletindo sobre o conhecimento já sistematizado pela ciência, tendo em vista a complexidade do processo de construção de conhecimentos formais que envolvem várias dimensões (biológica, afetiva, social) do ser humano, com transformações sucessivas nas formas de pensamento e comportamento.

Desse modo, trabalhar a partir do saber com bases epistemológicas que permitam a criticidade, a reflexão e a análise, resulta na formação/construção de conceitos, gerando comportamentos e competências que se refletem em ação no seu meio. No entanto, em detrimento a algumas arestas deixadas desses estudos, que é um fato “natural” devido à própria evolução da humanidade surge, então, a Teoria das Múltiplas Inteligências e junto a isso a neurociência.

Tomando contato com esses estudos e preocupados com a aquisição do conhecimento considerando-os singulares em cada momento histórico, é importante observarmos que a Filosofia aprofunda a teoria do conhecimento investigando suas origens, suas possibilidades, seus fundamentos, suas extensões e seus valores que consistem numa reflexão que para que se conheça algo, é indispensável o relacionamento entre dois elementos básicos: sujeito conhecedor e um objeto a ser conhecido.

Nosso cérebro é o melhor brinquedo já criado, nele se encontram todos os segredos. O ser humano é o único “animal” racional, portanto dotado de alto grau de capacidade intelectual, podendo agir e interagir com o outro e seu meio. Logo, este ser pensa e tem certa inteligência. Exatamente devido ao processo de pensamento, sabedoria (com maior ou menor grau), com uma fértil imaginação que pode permitir pressentir o futuro e a ação humana com (re) significação do mundo que o cerca, é que este mesmo humano começou a desencadear um estudo para entender o seu Eu, o seu próprio ser.

A inteligência humana não se limita apenas à capacidade de raciocínio, mas, sim, numa soma de fatores incluindo até os emocionais.

Estudos nos apresentam evidentemente aspectos interessantes de que quanto maior a capacidade orgânica cerebral de uma pessoa maior é sua inteligência em relação à outra pessoa com menor capacidade orgânica. Isso implica dizer também que, quanto maior o número de conexões entre os neurônios, mais inteligente a pessoa será. A capacidade humana de produzir essas combinações, a partir de dados registrados no cérebro, que podemos chamar de inteligência.

A Neurociência, hoje, vem se debruçando sobre o estudo do cérebro, dando continuidade às pesquisas de alguns estudiosos como Piaget, Vygotsky e Wallon. O pensamento, ao longo dos séculos, permitiu ao homem atribuir significado ao mundo. A linguagem, por sua vez, permite a comunicação sendo dualmente individual e social. Na interação do ser humano com o meio físico e social, processa-se o desenvolvimento e aprendizagem, mediados pela linguagem.

Neste sentido, conhecimento é competência de ação. Sendo que o mesmo divide o dividido em quatro fazes: Ignorância= quando o sujeito não possui nenhum tipo de conhecimento sobre algo, isto é, inconscientemente incompetente; A par =refere-se ao estágio do desenvolvimento cognitivo em que a pessoa tem consciência, porém ainda é incompetente; Conhecimento = nesse estágio a pessoa é conscientemente competente e sabedoria =é um estágio mental em que o sujeito fica inconscientemente competente, ou seja, chega a um nível que não sabe mais o quanto sabe, só sabe que sabe.

Para que se dê o conhecimento, ou ele seja assimilado, as informações devem ser carregadas de intenções no sentido do para quê; isto é, deve-se fazer sentido para a vida com certa função social.

Neste contexto, evidencia-se que o homem é um ser que faz questionamentos existenciais, e que tem que interpretar a si e ao mundo em que vive, atribuindo-lhes significados cria representações significativas da realidade as quais chamamos conhecimento.

Estamos vivendo um novo paradigma, a era do conhecimento, que visa à unificação de saberes. As transformações que vêm ocorrendo em nossa sociedade são geradas diretamente pelo investimento em conhecimento.

Como parte dessa sociedade em constante transformação, faz-se necessário repensar especificamente quais os melhores caminhos para aquisição do conhecimento, a fim de que sejam espaços abertos de desenvolvimento da autonomia, iniciativa, criatividade e criticidade.

Depois de vários séculos e após profundos avanços tecnológicos, ainda se questiona o que é conhecimento e como este se processa.
Com o processo de transformação da humanidade, a era da tecnologia tem avançando cada vez mais, a presença da informática nos dias atuais, deve ser encarada como aliada e não como inimiga, o uso do computador não deve substituir uma sólida formação teórica, mas sim, enriquecê-la e permitir a discussão de novas questões. O computador pode ser utilizado como um simulador de conjecturas que devem ser provadas para consolidar o conhecimento adquirido, ou ainda, como um instrumento de visualização de conceitos e suporte para uma melhor compreensão e aprofundamento do que está sendo aprendido.

Neste sentido, depara-se com o desafio de elaborar propostas criativas de trabalho que incorpore o conhecimento teórico recém adquirido e possibilite a interação com a máquina, permitindo que se desenvolva uma atitude crítica na interpretação dos resultados fornecidos por ela.

As novas tecnologias da informação têm vindo a assumir uma presença cada vez mais forte nas mais diversas esferas da atividade humana, incluindo a economia, a administração pública, a ciência, a cultura e o lazer. A sua crescente vulgarização na sociedade levanta problemas de ordem profissional, suscita questões de cidadania e leva-nos a interrogar o próprio significado do saber.

São diversas as propostas que têm sido desenvolvidas para a utilização das novas tecnologias de informação. Importa conhecê-las no seu traço geral, nos seus fundamentos e nas suas implicações. Importam igualmente ter presentes as condições fundamentais de sucesso da utilização destas tecnologias.

As novas tecnologias são forças determinantes do processo de mudança econômica, social e cultural que se desenvolve na sociedade contemporânea, levando-a a caminhar rapidamente para um novo tipo de organização social.

Nos últimos anos o desenvolvimento tecnológico tem facilitado de várias maneiras a vida diária de cada um de nós, pois quando empregado criteriosamente, se transforma numa ferramenta auxiliar, de valor inestimável para o aprendizado e, numa fonte de estímulo à criatividade inesgotável.

Nos tempos altamente competitivos de hoje, a reafirmação de uma ação facilitadora, no sentido de criar, utilizar e compartilhar conhecimento passa a ser essencial para uma bem sucedida gestão de conhecimento.

No entanto, é necessário entender a amplitude da gestão do conhecimento. A retenção de conhecimentos é fundamental e complexa, pois pressupõe a capacidade de aplicação dos mesmos.
Conforme palavras de Ponte e Canavaro (1997), “Atualmente o importante não é memorizar muitos fatos e procedimentos específicos, mas, pelo contrário, ser capaz de utilizar diversos recursos para obter a informação no momento em que ela se torna necessária e é isso que constitui a essência do conhecimento. Em contrapartida, torna-se mais fundamental a capacidade crítica e a capacidade de resolver problemas”.

Nesta perspectiva, discutir sobre o conhecimento é refletir a respeito da nossa capacidade transformadora, ativa, criativa e crítica, onde as atitudes integram espaços de renovação, num constante processo de tramitação, pois a produção do conhecimento é construída progressivamente, com ações que são interiorizadas, se transformame se disseminam.

Atualmente, vários autores citam uma das mais interessantes teorias sobre a geração do conhecimento, a “espiral do conhecimento”, dos autores Nonaka e Takeuchi. Segundo estes existem quatro modos de converter o conhecimento, a saber: socialização, internalização, externalização e combinação.

A socialização é a conversão do conhecimento tácito em conhecimento tácito e para que este ocorra é preciso que haja uma interação entre indivíduos que, de alguma forma estimulados, passam a compartilhar seus conhecimentos, ou seja, suas habilidades, experiências, idéias, percepções, etc. Segundo os autores, “É um processo através do qual as experiências são compartilhadas e o conhecimento tácito e habilidades técnicas são criados. O segredo para a aquisição do conhecimento tácito é a experiência compartilhada.”(Nonaka e Takeuchi)

A externalização é a conversão do conhecimento tácito em conhecimento explícito, ou seja, busca-se transformar o conhecimento do indivíduo em um conhecimento articulado e transmissível. Mas neste processo pode haver perdas consideráveis, pois vai depender muito da clareza e habilidades de comunicação do individuo que vai transmitir seus conhecimentos e da capacidade de assimilação do receptor. Este processo é muito importante dentro do processo de conversão do conhecimento, pois ele cria conceitos novos e explícitos, a partir do conhecimento tácito. É através da externalização que a organização poderá conseguir mapear o conhecimento tácito e torná-lo aplicável aos seus processos. De acordo com os autores:  “Esse processo é o modo de conversão mais importante, por facilitar a comunicação e a transformação dos conhecimentos tácitos, que são pessoais, específicos aos contextos e de difícil formalização, em novos e explícitos conceitos.” (Nonaka e Takeuchi)

A combinação é a conversão do conhecimento explícito em conhecimento explícito. É possível quando os conhecimentos explícitos existentes podem ser combinados para gerar um novo conhecimento. Para Nonaka e Takeuchi, “a combinação de um novo conhecimento explícito com uma informação e conhecimentos preexistentes geram e sistematizam conhecimento explícito por toda organização” (Nonaka e Takeuchi)

A internalização é a conversão do conhecimento explícito em conhecimento tácito. Ele é criado através da interpretação dos conhecimentos explícitos e influenciam diretamente a cultura do indivíduo receptor, podendo modificar seu comportamento profissional e pessoal. Relatam ainda: “consiste basicamente no exercício continuado que enfatiza e treina certos modelos e padrões. Pela externalização adquirimos competências. Pela internalização transformamos competências em habilidades”(Nonaka e Takeuchi)

Não há com negar que a escola é um local onde – bem ou mal – circula o conhecimento. Como processo de construção, o conhecimento é uma forma de entendimento para tornar a vida mais satisfatória. Esta é uma capacidade disponível dos seres humanos.

Através do conhecimento podemos agir com mais segurança e precisão, pois este nos auxilia na compreensão da realidade. É uma construção diária que se faz necessária para o desenvolvimento e atendimento das necessidades do ser humano. “O processo de construção do conhecimento é gradativo, desde que nascemos nós o construímos e fazemos nossa história. Ele tem uma função teórico-metodológica e uma responsabilidade social” (Luckesi, 2000) e a escola é uma das instâncias da sociedade que exerce a função de proporcionar a construção do conhecimento ou a aquisição de novos conhecimentos aos alunos.

Diz-se que “a educação tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e nos estudos” (L.D.B.: 1997, p. 29).

Cidadania define as condições daqueles que residem na cidade, é ao mesmo tempo, o termo que se refere à condição de um indivíduo como membro de um Estado ou município, portador de direitos e obrigações. De qualquer forma o termo cidadão tornou-se sinônimo de homem livre portador de direitos e deveres a título individual, assegurados em lei.

“A cidadania tem como se viu um aspecto sociológico é um aspecto político. Nesse sentido ela expressa aquela igualdade perante a lei, não é apenas possuir um documento de identificação, mas exercer com plenitude os direitos e deveres na vida em sociedade, tais como, moradia, alimentação, educação, saúde, trabalho, lazer… Lutar por isso é tarefa de todos os indivíduos. O papel da escola é educar para a cidadania incentivando a produção coletiva para o debate e organização dos alunos e exercitando formas democráticas de convivência e participação política” (PCN: 1999, p.30).

A escola, uma das instituições que tem a função de formar cidadãos, deve “compreender melhor como o ser humano processa o conhecimento, no intuito de se refletir a práxis pedagógica a fim de contribuir na construção de uma educação voltada para a formação ativa, crítica, criativa e transformadora” (PIAGET-1970).
Neste contexto o conhecimento é uma necessidade para o ser humano, se desenvolver e sobreviver. O desejo de conhecer é uma exigência da necessidade de sobrevivência de todo ser humano. Para utilizar os resultados do conhecimento em sua atividade prática e para satisfazer suas necessidades, o homem procura conhecer o mundo que o rodeia e as leis que regem seu desenvolvimento, a fim de obter um código de comportamento. Para sua sobrevivência individual e até mesmo da espécie ele busca obter meios para viver melhor, para que isso ocorra há a necessidade de trabalhar junto à família e à sociedade. No processo de trabalho surgem inúmeros obstáculos que devem ser superados, obstáculos estes impostos pela natureza ou a sociedade e para vencê-los faz-se necessário conhecê-los minuciosamente. Dessas necessidades humanas, nasceram as diferentes ciências como forma de compreensão da realidade.

Sabemos que o conhecimento é resultado das trocas que se estabelecem na interação entre o meio (natural, social e cultural) e o sujeito e nesta perspectiva, a interação entre as várias áreas do conhecimento, propicia ao indivíduo estar refletindo suas próprias ações, visando à melhoria do ambiente em que vive.

No entanto, desde a pré-história, o homem vem modificando a natureza. No início, porém, a ação humana não provocava grandes danos ao meio ambiente. O desenvolvimento das atividades econômicas fez com que a exploração dos recursos naturais fosse se tornando cada vez mais intensa. A vegetação natural foi substituída para que a terra fosse ocupada com plantações ou pastagens para o gado. Os resíduos das atividades industriais passaram a ser jogados nos rios, os resíduos resultantes da queima de combustíveis pelas fabricas passou a ser lançado no ar, poluindo a atmosfera.

Destruídas as matas, os animais que nela viviam tiveram que migrar para outros lugares ou acabaram morrendo; com a poluição dos rios, a vida neles tornou-se impossível; e o ar com resíduos tóxicos espantou os pássaros e passou a provocar doenças nas pessoas que vivem nas cidades. Muitas espécies animais e vegetais desapareceram e outras estão em extinção.

Infelizmente, ainda hoje, o homem se coloca no centro do Universo, como se fosse uma criatura privilegiada e estivesse acima da natureza, comportando-se como se não fosse parte dela, e, sim um ser superior que pode usar e abusar dos recursos naturais. Os graves problemas ambientais que se observaram atualmente mostram que o homem é parte integrante da biosfera e que também ele sofre as conseqüências das profundas mudanças que nela estão ocorrendo.

Os recursos naturais não podem ser encarados apenas como recursos à disposição do homem, pois este é somente um dentre os seres vivos e, mesmo sendo extremamente complexo e capaz de modificar a natureza, ele é parte dela e não sobrevive sem ela. Se esses recursos são alterados desordenadamente ficam comprometidos o padrão de vida humana e o futuro das novas gerações.

Se houvesse consciência da necessidade de uma harmoniosa convivência do homem com a natureza, como a do chefe indígena Seatle, que ao perceber as atitudes do homem branco que tomava as terras dos índios e destruía a vegetação e a fauna enviou uma carta ao Presidente dos Estados Unidos, com certeza os maiores beneficiários seriam os habitantes do planeta. O homem não tramou o tecido da vida, ele é simplesmente um dos seus fios. Tudo que fizer ao tecido fará a si mesmo (…) (VISENTINI, 1996).

Atualmente ouvimos e assistimos reportagens sobre meio ambiente, sabe-se que esta discussão não é recente. Nos anos noventa na Eco 92, realizada no Rio de Janeiro já se discutia a temática, cujo objetivo era conscientizar a população dos problemas que o desequilíbrio ambiental causaria a humanidade. O PCNs aborda:
“A questão ambiental vem sendo considerada como cada vez mais urgente e importante para a sociedade, pois o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis” (PCNs 1997 p. 15).

Durante muito tempo a destruição não foi objeto de preocupação para a sociedade, por que não se acreditava que isso ocasionasse problemas, mas atualmente estamos sentindo na pele as conseqüências dos desmatamentos, da poluição e contaminações químicas. “Para que se possa compreender a gravidade desses problemas a vir a desenvolver valores e atitudes de respeito ao meio ambiente, é necessário que,antes de tudo, se saibam quais as qualidades desse ambiente, dessa natureza quase quer defender, por que as pessoas protegem aquilo que amam e valorizam” (PCN, 1997 p. 73).

Para Luiz Emygdio: “A educação ambiental hoje está preocupada marcantemente como setores educativos, tornando como temática ligada aos problemas que afetam a relação homem árvore. A educação ambiental tem condições de abrir os olhos de quantos sejam capazes de perceber, apreciar e preservar os valores naturais” (EMYGDIO: 1999 p. 100).

Diante do exposto, em educação ambiental precisa-se trabalhar intensamente a integração do ser humano com o ambiente em que vivemos levando a conscientizar de que ser humano e natureza são partes integrantes e dependentes um do outro.

O conhecimento é à base do desenvolvimento. Antigamente se acreditava que vantagens comparativas como terra, clima e baixos salários podiam ser instrumentos de atração de investimentos e de desenvolvimento. Hoje se reconhece que, além de capital e trabalho, o fundamental para a criação de riqueza é o conhecimento, pois a partir dos conhecimentos em ciência e tecnologia, pode-se combater a pobreza, as pandemias e as novas enfermidades, os desastres produzidos pelo homem e os pela natureza; igualmente garantir o suprimento energético mundial e a utilização de fontes de energia renováveis; e contribuir para que todos os cidadãos possam viver dignamente em sociedades que desenvolvem progressivamente políticas baseadas nos conhecimentos.

O desenvolvimento sustentável e o futuro de nosso planeta dependem da disposição em cooperar com a aquisição, com o uso compartilhado e com a aplicação dos conhecimentos científicos para melhorar a qualidade de vida de todos, através de uma coexistência harmoniosa como o meio ambiente.

Desta forma, a instituição escola cabe selecionar, organizar e problematizar conteúdos de modo a promover um avanço no desenvolvimento intelectual do aluno, na sua construção como ser social e isso requer uma atenção especial aos conhecimentos já existentes e conceitos preestabelecidos na individualidade dos alunos.

A evolução gradual da aprendizagem deve obrigatoriamente respeitar as fases da cognição do desenvolvimento dos educandos. O meio também é de fundamental importância na aquisição do conhecimento e no desenvolvimento deste para a vida de cada um.
“É imprescindível, se a intenção é proporcionar uma imagem correta do trabalho científico, contribuir com formas de organização escolar que favoreçam interações frutíferas entre a sala de aula, a escola e o meio ambiente exterior” (Perrick & Yager, 1986: p.53).

Daí a importância de se pensar na realidade do aluno no momento de elaborar o planejamento de ensino, já que este por sua vez deve ser voltado para o aluno e atendendo os objetivos da comunidade escolar como um todo.

O conhecimento, amplamente discutido, objetiva ou deveria objetivar controlar, facilitar e manter integradas todas as informações e os impactos que estas podem causar nas tomadas decisões do ser humano em benefício próprio ou social.

No entanto, o homem apesar de todo conhecimento adquirido por séculos, não o utilizou de forma correta para seu desenvolvimento. O que se observa, é que enquanto o ser humano buscava seu desenvolvimento social, não conseguiu visualizar que os meios utilizados para isto era uma fonte esgotável.

O conceito de modernidade tem contribuído para sensibilizar a capacidade humana de avaliar as conseqüências de suas próprias ações. Na maioria das vezes a evidência das coisas mais simples e esquecidas pelas pessoas, sendo relembrado somente em momentos específicos, quando as conseqüências desastrosas de determinadas ações se manifestam.

Compreender a degradação ambiental como um processo social, estabelecer suas correlações com a desigualdade, comporta dificuldades novas, outras antigas e recorrentes, exigindo identificar procedimentos apropriados à compreensão das interações entre sociedades e naturezas.

A interrogação básica desse artigo é sugerida por um pressuposto admitido: as relações dos homens com a natureza são indissociáveis das relações em que os homens mantêm entre si. Como pode o conhecimento amplamente discutido ser aplicado em benefício do desenvolvimento humano sustentável? Para Ribeiro (2000), “No contexto da civilização sustentável, será fundamental a redescoberta dos valores éticos e os princípios que podem iluminar a ação correta” .

O ser humano, por séculos vem adquirindo conhecimentos para desenvolver-se economicamente. Entretanto, somente agora se tem buscado atingir um desenvolvimento de forma sustentável, planejado, tendo como certo que os recursos naturais são finitos.
Nesse contexto, como fator essencial para o desenvolvimento humano e sustentável, citamos: satisfação das necessidades básicas; solidariedade com as gerações futuras; participação da população envolvida; preservação dos recursos naturais e do meio ambiente; elaboração de um sistema social que garanta emprego, seguro social e respeito a outras culturas e programa de educação.

Hoje o grande desafio tem sido a apresentação de um modelo sustentável de organização humana, com uma visão integrada. No entanto, ainda encontramos dificuldades em decorrência da falta de educação, da exclusão social em contraste com o conceito materialista e consumista.

Mesmo sendo comum falar em desenvolvimento, como obter e garantir este, oferecendo melhores condições de vida às pessoas sem destruir o meio ambiente, já que não se encontra o verdadeiro modelo de Desenvolvimento Sustentável?

Esta é a pergunta que tem sido feita por todos, e acreditamos que através da gestão de conhecimento será possível a humanidade minimizar a situação que aí se encontra, mesmo tendo consciência de que as soluções serão a longo prazo.

Como afirma Ribeiro(2000), “Para ser sustentável, o desenvolvimento depende da ação humana prudente, baseada em conhecimento e sabedoria que reduzam os riscos de provocar impactos que prejudiquem a si própria.”

BIBLIOGRAFIAS

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Andréa Aparecida Gouvêia – Licenciada em Matemática. Atuando em escola pública desde 1996, no Estado de Mato Grosso.</


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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Semiótica

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Texto de outrem:
A Semiótica (do grego σημειωτικός (sēmeiōtikos) literalmente "a ótica dos sinais"), é a ciência geral dos signos e da semiose que estuda todos os fenômenos culturais como se fossem sistemas sígnicos, isto é, sistemas de significação. Ambos os termos são derivados da palavra grega σημεῖον (sēmeion), que significa "signo", havendo, desde a antiguidade, uma disciplina médica chamada de "semiologia". Foi usada pela primeira vez em Inglês por Henry Stubbes (1670), em um sentido muito preciso, para indicar o ramo da ciência médica dedicado ao estudo da interpretação de sinais. John Locke usou os termos "semeiotike" e "semeiotics" no livro 4, capítulo 21 do Ensaio acerca do Entendimento Humano (1690).

Mais abrangente que a lingüística, a qual se restringe ao estudo dos signos lingüísticos, ou seja, do sistema sígnico da linguagem verbal, esta ciência tem por objeto qualquer sistema sígnico - Artes visuais, Música, Fotografia, Cinema, Culinária, Vestuário, Gestos, Religião, Ciência, etc.

Surgiu, de forma independente, na Europa e nos EUA. Mais frequentemente, costuma-se chamar "Semiótica" à ciência geral dos signos nascidas do americano Charles Sanders Peirce e "Semiologia" à vertente europeia do mesmo estudo, as quais tinham metodologia e enfoques diferenciados entre si[1].

Na vertente europeia o signo assumia, a princípio, um caráter duplo, composto de dois planos complementares - a saber, a "forma" (ou "significante") e o "conteúdo" (ou "significado") - logo a semiologia seria uma ciência dupla que busca relacionar uma certa sintaxe (relativa à "forma") a uma semântica (relativa ao "conteúdo").

Mais complexa que a vertente europeia, em seus princípios básicos, a vertente peirciana considera o signo em três dimensões, sendo o signo, para esta, "triádico". Ocupa-se do estudo do processo de significação ou representação, na natureza e na cultura, do conceito ou da ideia.

Posteriormente, teóricos europeus como Roland Barthes e Umberto Eco preferiram adotar o termo "Semiótica", em vez de "Semiologia", para a sua teoria geral dos signos, tendo, de fato, Eco se aproximado mais das concepções peircianas do que das concepções européias de origem em Saussure e no Estruturalismo de Roman Jakobson.


Origens do estudo geral dos signos
É importante dizer que o saber foi estudado, inicialmente, constituído por uma dupla face. A face semiológica (relativa ao significante) e a epistemológica (referente ao significado das palavras).
A semiótica tem, assim, a sua origem na mesma época que a filosofia e disciplinas afeitas. Da Grécia até os nossos dias tem vindo a desenvolver-se continuamente. Porém, posteriormente, há cerca de dois ou três séculos, é que se começaram a manifestar aqueles que seriam apelidados pais da semiótica (ou semiologia).
Os problemas concernentes à semiologia e à semiótica, assim, podem retroceder a pensadores como Platão e Santo Agostinho, por exemplo. Entretanto, somente no início do século XX com os trabalhos paralelos de Ferdinand de Saussure e C. S. Peirce, o estudo geral dos signos começa a adquirir autonomia e o status de ciência.

 

Charles Sanders Peirce

Charles Sanders Peirce
No estudo geral dos signos Charles Sanders Peirce (1839-1914) seria o pioneiro daquela ciência que é conhecida como "Semiótica", usando já este termo, que John Locke, no final do século XVII, teria usado para designar uma futura ciência que estudaria, justamente, os signos em geral. Para Peirce, o Homem significa tudo que o cerca numa concepção triádica (firstness, secondness e thirdness), e é nestes pilares que toda a sua teoria se baseia.

Num artigo intitulado “Sobre uma nova lista de categorias”, Peirce, em 14 de maio de 1867, descreveu suas três categorias universais de toda a experiência e pensamento. Considerando tudo aquilo que se força sobre nós, impondo-se ao nosso reconhecimento, e não confundindo pensamento com pensamento racional, Peirce concluiu que tudo o que aparece à consciência, assim o faz numa gradação de três propriedades que correspondem aos três elementos formais de toda e qualquer experiência. Essas categorias foram denominadas:
  • Qualidade;
  • Relação;
  • Representação.
Algum tempo depois, o termo Relação foi substituído por Reação e o termo Representação recebeu a denominação mais ampla de Mediação. Para fins científicos, Peirce preferiu fixar-se na terminologia de Primeiridade, Secundidade e Terceiridade.

Primeiridade - a qualidade da consciência imediata é uma impressão (sentimento) in totum, invisível, não analisável, frágil. Tudo que está imediatamente presente à consciência de alguém é tudo aquilo que está na sua mente no instante presente. O sentimento como qualidade é, portanto, aquilo que dá sabor, tom, matiz à nossa consciência imediata, aquilo que se oculta ao nosso pensamento. A qualidade da consciência, na sua imediaticidade, é tão tenra que mal podemos tocá-la sem estragá-la. Nessa medida, o primeiro (primeiridade) é presente e imediato, ele é inicialmente, original, espontâneo e livre, ele precede toda síntese e toda diferenciação. Primeiridade é a compreensão superficial de um texto (leia-se texto não ao pé da letra; ex: uma foto pode ser lida, mas não é um texto propriamente dito).

Como Luis Caramelo explica no seu livro Semiotica uma introdução, "A firstness diz respeito todas as qualidades puras que, naturalmente, não estabelecem entre si qualquer tipo de relação. Estas qualidades puras traduzem-se por um conjunto de possibilidades de vir a acontecer(…)". Desta forma, temos, no nosso mundo o acontecimento ou possibilidade "chuva", mas é apenas isso, apenas possibilidade existencial. Caso localizemos chuva como um acontecimento, por exemplo "está a chover" estamos perante a secondness.

Secundidade - a arena da existência cotidiana, estamos continuamente esbarrando em fatos que nos são externos, tropeçando em obstáculos, coisas reais, factivas que não cedem ao sabor de nossas fantasias. O simples fato de estarmos vivos, existindo, significa, a todo momento, que estamos reagindo em relação ao mundo. Existir é sentir a acção de fatos externos resistindo à nossa vontade. Existir é estar numa relação, tomar um lugar na infinita miríade das determinações do universo, resistir e reagir, ocupar um tempo e espaço particulares. Onde quer que haja um fenômeno, há uma qualidade, isto é, sua primeiridade. Mas a qualidade é apenas uma parte do fenômeno, visto que, para existir, a qualidade tem que estar encarnada numa matéria. O fato de existir (secundidade) está nessa corporificação material. Assim sendo, Secundidade é quando o sujeito lê com compreensão e profundidade de seu conteúdo. Como exemplo: "o homem comeu banana", e na cabeça do sujeito, ele compreende que o homem comeu a banana e possivelmente visualiza os dois elementos e a ação da frase.
A palavra chave deste conceito é ocorrência, o conceito em ação. É desta forma, também, uma atualização das qualidades do firstness.

Terceiridade - primeiridade é a categoria que dá à experiência sua qualidade distintiva, seu frescor, originalidade irrepetível e liberdade. Secundidade é aquilo que da a experiência seu caráter factual, de luta e confronto. Finalmente, Terceiridade corresponde à camada de inteligibilidade, ou pensamento em signos, através da qual representamos e interpretamos o mundo. Por exemplo: o azul, simples e positivo azul, é o primeiro. O céu, como lugar e tempo, aqui e agora, onde se encarna o azul é um segundo. A síntese intelectual, elaboração cognitiva – o azul no céu, ou o azul do céu -, é um terceiro. A terceiridade, vai além deste espectro de estrutura verbal da oração. Ou seja, o indivíduo conecta à frase a sua experiência de vida, fornece à oração, um contexto pessoal. Pois "o homem comeu a banana" pode ser ligado à imagem de um macaco no zoológico; à cantora Carmem Miranda; ao filme King Kong; enfim, a uma série de elementos extra-textuais.

Sucintamente, podemos dizer que thirdness está ligada a nossa capacidade de previsão de futuras ocorrências da secondness, já que não só conhecemos o acontecimento na medida de possibilidade natural, como já o vimos em acção, e como tal, já nos é intrínseco. Desta forma já podemos antecipar o que virá a acontecer.
Também para Peirce há três tipos de signos:
  • O ícone, que mantém uma relação de proximidade sensorial ou emotiva entre o signo, representação do objeto, e o objeto dinâmico em si; o signo icónico refere o objecto que denota na medida em que partilha com ele possui caracteres, caracteres esse que existem no objecto denotado independentemente da existência do signo. - exemplo: pintura, fotografia, o desenho de um boneco. É importante falar que um ícone não só pode exercer esta função como é o caso do desenho de um boneco de homem e mulher que ficam anexados à porta do banheiro indicando se é masculino ou feminino, a priori é ícone, mas também é símbolo, pois ao olhar para ele reconhecemos que ali há um banheiro e que é do gênero que o boneco representa, isto porque foi convencionado que assim seria, então ele é ícone e símbolo;

  • O índice, ou parte representada de um todo anteriormente adquirido pela experiência subjetiva ou pela herança cultural - exemplo: onde há fumaça, logo há fogo. Quer isso dizer que através de um indício (causa) tiramos conclusões. Ainda sobre o que nos diz este autor, é importante referir que «um signo, ou representamen, é qualquer coisa que está em vez de (stands for) outra coisa, «em determinado aspecto ou a qualquer título», (e que é considerado «representante» ou representação da coisa, do objecto - a matéria física) e, por último, o «interpretante» - a interpretação do objecto. Por exemplo, se estivéssemos a falar de "cadeira", o representante seria o conceito que temos de cadeira. Sucintamente, o índice é um signo que se refere ao objecto denotado em virtude de ser realmente afectado por esse objecto.
O objeto seria a cadeira em si e o interpretante o modo como relacionamos o objeto com a coisa representada, o objeto de madeira sobre o qual nos podemos sentar. Sobre isto é interessante ver a obra "One and three chairs" do artista plástico Joseph Kosuth. A principal característica do signo indicial é justamente a ligação física com seu objeto, como uma pegada é um "indício" de quem passou. A fotografia, por exemplo, é primeiramente um índice, pois é um registro da luz em determinado momento.
  • O símbolo, "é um signo que se refere ao objecto que denota em virtude de uma lei, normalmente uma associação de ideias gerais que opera no sentido de fazer com que o símbolo seja interpretado como se referindo aquele objecto". by Luis Caramelo
Veja também uma exposição detalhada da rede de conceitos da semiótica peirceana em semiotica pragmaticista e pragmaticismo

Ferdinand de Saussure


Ferdinand de Saussure
Um outro autor, considerado pai da semiologia, a vertente europeia do estudo dos signos, por ser o primeiro autor a criar essa designação e a designar o seu objeto de estudo, é Ferdinand de Saussure (1857-1913). Segundo este, a existência de signos - «a singular entidade psíquica de duas faces que cria uma relação entre um conceito (o significado) e uma imagem acústica (o significante) - conduz à necessidade de conceber uma ciência que estude a vida dos sinais no seio da vida social, envolvendo parte da psicologia social e, por conseguinte, da psicologia geral. Chamar-lhe-emos semiologia. Estudaria aquilo em que consistem os signos, que leis os regem.»

A concepção de Saussurre relativamente ao signo, ao contrário da de Peirce, distingue o mundo da representação do mundo real. Para ele, os signos (pertencentes ao mundo da representação) são compostos por significante - a parte física do signo - e pelo significado, a parte mental, o conceito. Colocando o referente (conceito correspondente ao de objecto por Peirce) no espaço real, longe da realidade da representação. Para Saussure (com excepção da onomatopeia), não existem signos motivados, ou seja, com relação de causa-efeito. Divide os signos em dois tipos: os que são relativamente motivados (a onomatopeia, que em Peirce corresponde aos ícones), e os arbitrários, em que não há motivação. Leia-se que esta motivação é a tal relação que Peirce faz entre representação e objecto e que, na visão de Saussure, parece não fazer sentido. Esta visão pode ser tida como visão de face dual. Para Saussure, existem assim dois tipos de relações no signo:

1 - as «relações sintagmáticas», as da linguagem, da fala, a relação fluida que, no discurso ou na palavra (parole), cada signo mantém em associação com o signo que está antes e com o signo que está depois, no «eixo horizontal», relações de contextualização e de presença (ex: abrir uma janela, em casa ou no computador)
2 - as «relações paradigmáticas», as «relações associativas», no «eixo vertical» em ausência, reportando-se à «língua» (ex: associarmos a palavra mãe a um determinado conceito de origem, carinho, ternura, amor, etc…), que é um registo «semântico», estável, na memória coletiva de um ser ou instrumento.

Louis Hjelmslev

Louis Hjelmslev (1899-1965) complexifica os conceitos utilizados por Saussure. Segundo Hjelmslev, e por uma questão de clareza, a expressão deverá substituir o termo saussuriano de significante, assim como o conteúdo deve substituir o de significado. Tanto a expressão como o conteúdo possuem dois aspectos, a forma e a «substância» - que em Saussure são por vezes confundidos com significante e significado. Os signos são por isso, para Hjelmslev, constituídos por quatro elementos e não dois, como propunha Saussure.

Umberto Eco

Sendo o mais proeminente europeu a usar o termo "Semiótica", Umberto Eco (1932), além de ser um dos que tentaram resumir de forma mais coerente todo o conhecimento anterior, procurando dissipar dúvidas e unir ideias semelhantes expostas de formas diferentes, introduz novos conceitos relativamente aos tipos de signos que considera existir. São os «diagramas», signos que representam relações abstractas, tais como fórmulas lógicas, químicas e algébricas; os «emblemas», figuras a que associamos conceitos (ex: cruz → cristianismo); os «desenhos», correspondentes aos ícones e às inferências naturais, os índices ou indícios de Peirce; as «equivalências arbitrárias», símbolos em Peirce e, por fim, os «sinais», como por exemplo o código da estrada, que sendo indícios, se baseiam num código ao qual estão associados um conjunto de conceitos.

Lingüística e Semiologia

A Linguística era um dos campos da Semiologia; hoje em dia, essas ciências trabalham lado a lado.

Segundo alguns autores, a semiótica nunca foi considerada parte da lingüística, sendo mais natural considerar-se o contrário, posto que a língua é apenas mais um sistema de signos entre tantos. De fato, ela se desenvolveu quase exclusivamente graças ao trabalho de não-lingüistas, particularmente na França, onde é frequentemente considerada uma disciplina importante. No mundo de língua inglesa, contudo, não desfruta de praticamente nenhum reconhecimento institucional.

Embora a língua seja, normalmente, considerada o caso paradigmático do sistema de signos, grande parte da pesquisa semiótica atual se concentrou na análise de domínios tão variados como os mitos, a fotografia, o cinema, a publicidade ou os meios de comunicação. A influência do conceito linguístico central de estruturalismo, que é mais uma contribuição de Saussure, levou os semioticistas a tentar interpretações estruturalistas (ver estruturalismo) num amplo leque de fenómenos. Objetos de estudo, como um filme ou uma estrutura de mitos, são encarados como textos que transmitem significados, sendo esses significados tomados como derivações da interação ordenada de elementos portadores de sentido, os signos, encaixados num sistema estruturado, de maneira parcialmente análoga aos elementos portadores de significado numa língua.

Quando deliberadamente enfatiza a natureza social dos sistemas de signos humanos, com exceção daqueles pertencentes à sua natureza, a semiótica tende a ser altamente crítica e abstrata. Nos últimos anos, porém, os semioticistas se voltam cada vez mais para o estudo da cultura popular, sendo hoje em dia comum o tratamento semiótico das novelas de televisão e da música popular.
Cquote1.pngA semiótica é um saber muito antigo, que estuda os modos como o homem significa o que o rodeia.Cquote2.png

Fonte: Wikipédia

Teoria dos Jogos



Texto meu csl:


.                                      (csl) Dois assuntos me chamam a atenção, já faz algum tempo, um deles sobre A TEORIA DOS JOGOS, e o outro SEMIÓTICA.

                                              Do pouco conhecimento que tenho sobre os temas citados, os mesmos despertaram a minha curiosiodade, algo como parecer que de alguma forma contribuirão para a minha melhor compreensão em relação a MATRIX em que vivemos, ou seja, tudo, absolutamente tudo que agregar no sentido de aprendermos a lidar com as situações mais instigantes, e que de alguma forma possam produzir resultados interessantes, fazem com que eu me debruce a explorar.

                                              Isto posto, neste post trarei algo introdutório sobre a TEORIA DOS JOGOS, observando que é citado o filme UMA MENTE BRILHANTE, filme que eu assisti e recomendo, por vários motivos, em momento oportuno discorrerei sobre o mesmo. No próximo post elencarei algo introdutório sobre o tema SEMIÓTICA, este tema muito envolvente, pois além de mexer com símbolos no sentido destes contarem algo revelador, pois nossa vida esta atrelada a simbologias, também aborda a questão da linguagem, o que eu amo, e símbolo é uma forma de linguagem. (csl)



Texto de outrem:


Teoria dos jogos é um ramo da matemática aplicada que estuda situações estratégicas onde jogadores escolhem diferentes ações na tentativa de melhorar seu retorno. Inicialmente desenvolvida como ferramenta para compreender comportamento econômico e depois usada pela Corporação RAND para definir estratégias nucleares, a teoria dos jogos é hoje usada em diversos campos acadêmicos. A partir de 1970 a teoria dos jogos passou a ser aplicada ao estudo do comportamento animal, incluindo evolução das espécies por seleção natural. Devido a interesse em jogos como o dilema do prisioneiro iterado, no qual interesses próprios e racionais prejudicam a todos, a teoria dos jogos vem sendo aplicada nas ciências políticas, ciências militares, ética, economia, filosofia, recentemente, no jornalismo, área que apresenta inúmeros e diversos jogos, tanto competitivos como cooperativos. Finalmente, a teoria dos jogos despertou a atenção da ciência da computação que a vem utilizando em avanços na inteligência artificial e cibernética.

A teoria dos jogos tornou-se um ramo proeminente da matemática nos anos 30 do século XX, especialmente depois da publicação em 1944 de The Theory of Games and Economic Behavior de John von Neumann e Oskar Morgenstern. A teoria dos jogos distingue-se na economia na medida em que procura encontrar estratégias racionais em situações em que o resultado depende não só da estratégia própria de um agente e das condições de mercado, mas também das estratégias escolhidas por outros agentes que possivelmente têm estratégias diferentes ou objectivos comuns.

Os resultados da teoria dos jogos tanto podem ser aplicados a simples jogos de entretenimento como a aspectos significativos da vida em sociedade. Um exemplo deste último tipo de aplicações é o Dilema do prisioneiro (esse jogo teve sua primeira análise no ano de 1953) popularizado pelo matemático Albert W. Tucker, e que tem muitas implicações no estudo da cooperação entre indivíduos. Os biólogos utilizam a teoria dos jogos para compreender e prever o desfecho da evolução de certas espécies. Esta aplicação da teoria dos jogos à teoria da evolução produziu conceitos tão importantes como o conceito de Estratégia Evolucionariamente Estável, introduzida pelo biólogo John Maynard Smith no seu ensaio Game Theory and the Evolution of Fighting.

Na economia, a teoria dos jogos tem sido usada, segundo Joseph Lampel, para examinar a concorrência e a cooperação dentro de pequenos grupos de empresas. A partir daí, era apenas um pequeno passo até a estratégia. Pesquisadores de administração de estratégia têm procurado tirar proveito da teoria dos jogos, pois ela provê critérios valiosos quando lida com situações que permitem perguntas simples, não fornecendo respostas positivas ou negativas, mas ajuda a examinar de forma sistemática várias permutações e combinações de condições que podem alterar a situação. As questões estratégicas da vida real dão origem a um número imenso de variações, impossibilitando o tratamento exaustivo de todas as possibilidades. Assim o objetivo não é resolver as questões estratégicas, mas sim ajudar a ordenar o pensamento estratégico - provendo um conjunto de conceitos para a compreensão das manobras dinâmicas contra os concorrentes.

Em complemento ao interesse acadêmico, a teoria dos jogos vem recebendo atenção da cultura popular. Um pesquisador da Teoria dos Jogos e ganhador do Prémio de Ciências Econômicas em Memória de Alfred Nobel, John Nash, foi sujeito, em 1998, de biografia por Sylvia Nasar e de um filme em 2001 Uma mente brilhante. A teoria dos Jogos também foi tema em 1983 do filme Jogos de Guerra.

Embora similar à teoria da decisão, a teoria dos jogos estuda decisões que são tomadas em um ambiente onde vários jogadores interagem. Em outras palavras, a teoria dos jogos estuda as escolhas de comportamentos ótimos quando o custo e beneficio de cada opção não é fixo, mas depende, sobretudo, da escolha dos outros indivíduos.


História da teoria dos jogos

A primeira discussão conhecida da teoria dos jogos ocorreu em uma carta escrita por James Waldegrave em 1713. Nesta carta, Waldegrave propõem uma solução de estratégia mista de minmax para a versão de duas-pessoas do jogo le Her. Isto foi tudo até a publicação de Antoine Augustin Cournot Researches into the Mathematical Principles of the Theory of Wealth em 1838 que estabeleceu os princípios teóricos da teoria dos jogos. Neste trabalho Cournot considera uma dupólio e apresentava uma solução que é uma versão restrita do equilíbrio de Nash.

Embora a analise de Cournot seja mais geral do que a de Waldegrave, a teoria dos jogos realmente não existiu como um campo unificado até que John von Neumann publicou uma série que trabalhos em 1928. Enquanto o matemático Francês Borel possuía alguns trabalhos anteriores na teoria dos jogos, von Neumann pode com justiça ser creditado com o inventor da teoria dos jogos. Von Neumann foi um brilhante matemático cujo trabalho longo alcance desde a teoria dos conjunto até seus cálculos que foram chave para o desenvolvimento bomba atômica e de hidrogênio e finalmente o seu trabalho para desenvolvimento de computadores. O trabalho de Von Neumann culminou no livro lançado em 1944 The Theory of Games and Economic Behavior com a co-autoria de Oskar Morgenstern. Este profundo trabalho contem o método para encontrar soluções ótimas para jogos de duas pessoas de soma zero. Durante este período, trabalhos na teoria dos jogos eram primariamente focados na teoria jogos cooperativos, a qual analisa estratégias ótimas para grupos de indivíduos, presumindo que eles possam conjugar seus esforços no que diz respeito a suas estratégias adotadas
Em 1950, a primeira discussão do Dilema do prisioneiro aparece, e um experimento foi conduzido neste jogo pela corporação RAND. Neste mesmo período, John Nash desenvolveu uma definição de uma estratégia ótima para jogos com vários jogadores onde nenhuma solução ótima ainda tinha sido definida, conhecido como equilíbrio de Nash. Este equilíbrio é suficientemente geral, permitindo sua utilização na análise de jogos não cooperativos além dos cooperativos.

A teoria dos jogos experimentou um atividade intensa nos anos 50, durante a qual conceitos de jogos na forma extensiva, jogador fictício, jogos repetidos, e o valor de Shapley foi desenvolvido. Além disto, as primeiras aplicações da teoria dos jogos para filosofia e ciência política ocorreram durante este período.
Em 1965, Reinhard Selten introduziu seu conceito de solução do equilíbrio perfeito em sub-jogo, o qual foi depois refinado para o equilíbrio de Nash. Em 1967, John Harsanyi desenvolveu o conceito de informação completa e jogos Bayesianos. Ele juntamente com John Nash e Reinhard Selten ganharam o Prémio Nobel de Economia em 1994.

Na década de 70, a teoria dos jogos foi extensivamente aplicadas na biologia, principalmente como resultado de John Maynard Smith e sua estratégia evolucionaria estável. Alem disto, o conceito de equilíbrio correlato, e conhecimento comum foram introduzidos e analisados.
Em 2005, cientista da teoria dos jogos Thomas Schelling e Robert Aumann venceram o Prémio Nobel. Schelling trabalhou no modelos dinâmicos, o primeiro exemplo da teoria jogos evolucionário.

Fonte: Wikipédia